O novo visual da Estação Espacial Internacional

O Espaço, a Fronteira Final. Aqui estamos nós, pobres mortais, navegando pelos éons do espaço-tempo, a bordo da maior “nave” jamais vista: nosso planeta.

A pesquisa do Cosmos não começou com a corrida espacial. Não começou com a observação do afastamento das galáxias e nem mesmo quando Galileu apontou seu telescópio para as estrelas. Ela começou quando o homem parou de acreditar em entidades mí(s)ticas e se questionou do que eram feitas as estrelas e ele, o primeiro cientista, fez a pergunta-chave: “Por quê?”

Nesse momento surgiu a Ciência, quando seres humanos pararam de aceitar qualquer abobrinha como resposta absoluta e buscou explicações que satisfizessem. A Estação Espacial Internacional (ISS) – depois de finalizada a missão STS-119, do ônibus espacial Discovery, quando foi instalado o seu último segmento central e o quarto conjunto de painéis solares – mostra-se bela e resplandescente, viajando por sobre o pálido ponto azul. Continuar lendo “O novo visual da Estação Espacial Internacional”

Chip de grafeno poderá atingir 1.000 GHz

Se alguém duvida do potencial do grafeno para revolucionar a eletrônica, basta ver que esse material já foi utilizado para demonstrar os melhores transistores já fabricados, aí incluídos o mais rápido, o menor e o mais fino desses componentes que são a base de toda a eletrônica.

O grafeno é um material feito unicamente de carbono, com apenas um átomo de espessura, dispostos em um formato que lembra uma tela de galinheiro. Uma folha de grafeno enrolada resulta em um nanotubo de carbono. Continuar lendo “Chip de grafeno poderá atingir 1.000 GHz”

Poeira do aquecimento

poeira_atlanticoA recente tendência de aquecimento observada no Oceano Atlântico se deve em grande parte a reduções nas quantidades de poeira e de emissões vulcânicas nos últimos 30 anos, segundo estudo publicado no site da revista Science.

Desde 1980, a temperatura no Atlântico Norte tem aumentado em média 0,25 ºC por década. O número pode parecer pequeno, mas tem grande impacto em furacões, que preferem águas mais quentes. Um exemplo: 2005 teve recorde no número de furacões, enquanto em 1994 foram poucos eventos, mas a diferença na temperatura oceânica entre os dois anos foi de apenas 1 ºC.

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“Gelo inflamável” promete energia limpa contra o aquecimento global

clatratoO gás natural encerrado no retículo cristalino de moléculas de água pode ser uma fonte de grandes quantidades de energia, além de ser livre de emissões poluentes também. Essa “mistura” é chamada de “clatrato” e trata-se de uma molécula pequena ou átomo grande, como metano, xenônio, óxido nitroso que ficam presos em cavidades de cristais quando a solução é resfriada e um dos componentes se cristaliza.

Às vezes, eles são erroneamente chamados de “hidratos”, mas considerando que as respectivas moléculas e/ou átomos estão dispostos no interior do retículo formado pela molécula de água, tal terminologia é considerada errônea, posto que hidratos são substâncias que contém água, não que estão presas nela. Sendo assim, eles serão referidos aqui unicamente como “clatratos”.

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Quando a ciência ajuda a preservar a arte

Restauradores de arte, curadores de museus e cientistas de todo o mundo se reuniram no início de fevereiro em Caracas, Venezuela, para discutir algumas preocupações crescentes com a recuperação de obras de arte e peças de acervos em todo o mundo – especialmente em climas tropicais, onde são mais atingidas por mofo, fungos e insetos. No fórum sobre a Conservação do Patrimônio Cultural pesquisadores destacaram diversas aplicações de , que pode ser prejudicial para objetos delicados, até limpar uma peça com bactérias adequadamente selecionadas. Continuar lendo “Quando a ciência ajuda a preservar a arte”

“Gelo inflamável” promete energia limpa contra o aquecimento global

O gás natural encerrado no retículo cristalino de moléculas de água pode ser uma fonte de grandes quantidades de energia, além de ser livre de emissões poluentes também. Essa “mistura” é chamada de “clatrato” e trata-se de uma molécula pequena ou átomo grande, como metano, xenônio, óxido nitroso que ficam presos em cavidades de cristais quando a solução é resfriada e um dos componentes se cristaliza.

Às vezes, eles são erroneamente chamados de “hidratos”, mas considerando que as respectivas moléculas e/ou átomos estão dispostos no interior do retículo formado pela molécula de água, tal terminologia é considerada errônea, posto que hidratos são substâncias que contém água, não que estão presas nela. Sendo assim, eles serão referidos aqui unicamente como “clatratos”. Continuar lendo ““Gelo inflamável” promete energia limpa contra o aquecimento global”

Os “fantasmas” de Anjos e Demônios

Dan Brown é realmente um cara esperto. Ele é mais esperto que bom escritor e seu sucesso se deve mais às polêmicas que envolvem os seus livros do que pelo estilo e qualidade de sua escrita. Em suma, os livros dele são simplórios, mas complicados, com uma teia que vira e mexe e te deixa maluco. E é aí que ele prende o leitor ao misturar histórias que todo mundo conhece com ficções mais do que malucas, dados vagos (e muitas vezes imprecisos), rodeado de um mistério sob um ritmo alucinante, que te faz respirar rápido e nem de pensar no monte de besteiras que ele tá colocando pra você.

O filme Anjos e Demônios estreará em maio e a polêmica já tá garantida. O Imperio do Mal (vulgarmente conhecido como Igreja Católica) já está exortanto os Siths fiéis a boicotarem o filme, mas nós sabemos que isso não vai acontecer, nem que seja pra ver filme pirata a 10 reau na mão do seu camelô favorito. Abaixo falaremos sobre o filme, com direito a spoilers. Isso mesmo, vou falar sobre partes do enredo e detalhes sobre o livro no qual ele foi baseado. A decisão é sua, mas para estragar logo o seu dia, aviso:  Robert Langdon morre no final de maneira horrível! Continuar lendo “Os “fantasmas” de Anjos e Demônios”

Uma controvérsia luminosa

Por Adilson de Oliveira
Departamento de Física – UFSCar

A compreensão que temos do mundo a nossa volta é predominantemente dominada pelo contato sensorial. Tudo o que percebemos por meio dos nossos sentidos influencia o nosso entendimento da realidade. Um simples passeio por um local agradável, como uma praia ensolarada ou um bosque iluminado, faz com que recebamos uma infinidade de sensações, que levam o nosso cérebro a fazer as mais diversas interpretações.

Para alguns, as experiências descritas acima podem estimular paz e tranquilidade. Para outros, podem trazer lembranças há muito tempo guardadas, como aquele passeio feito na infância, que, mesmo distante atualmente, se torna tão presente por alguns segundos. Continuar lendo “Uma controvérsia luminosa”

Uma linha de alta tensão sobre sua cabeça

Por Jean Remy Davée Guimarães
Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Hoje aprendemos a temer as radiações ionizantes emitidas por radionuclídeos naturais e artificiais, aparelhos de raios-X e outras fontes. Essas radiações estão entre as mais energéticas do espectro eletromagnético e são assim chamadas por possuírem energia suficiente para provocar ionização, o que afeta a ligação entre átomos e resulta em uma série de efeitos físicos, químicos e biológicos, como quebra de moléculas. Pensou no seu precioso DNA? Acertou.

Essas radiações podem atuar como uma espécie de kryptonita verde (mas infelizmente incolor e invisível) que pode enfraquecer o homem comum. É complicado, tecnológico, meio secreto. Está associado tanto a pesquisa e saúde quanto a destruição em massa. É traiçoeiro por não ter cor ou odor e por não manifestar seus efeitos no momento da exposição. E ainda produz Godzillas e outros monstros de filme B! Hiroshima, Chernobyl, Goiânia… Brrrr! Eis aí todos os ingredientes para uma forte percepção de risco. Continuar lendo “Uma linha de alta tensão sobre sua cabeça”

Combustível verde pode substituir petróleo em aviões

Engenheiros químicos americanos transformaram com sucesso óleo de plantas – canola, coco e soja – em combustível para aeronaves, indistinguível dos combustíveis convencionais, de acordo com testes feitos pelo governo americano.

Trabalhando com a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada para Defesa (DARPA, na sigla em inglês) do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, cientistas do Centro de Pesquisa de Energia e Meio Ambiente (EERC, na sigla em inglês) da University of North Dakota converteram o óleo derivado dessas plantas em combustível com densidade, conteúdo energético e, até ponto de congelamento, similares aos derivados de petróleo. Continuar lendo “Combustível verde pode substituir petróleo em aviões”