Igreja não culpou padrasto que engravidou menina de nove anos

Particularmente, eu nunca esperei justiça divina. E também, nunca levei religiões a sério, a ponto de achar que elas se importassem com os inocentes. E uma vez mais, não me sobrou nenhuma dúvida sobre a história criminosa no passado da Igreja Católica e nem dos podres que ela sustenta até hoje, tanto em termos de recursos humanos, como na teologia que produzem.

Eu sempre deixo bem exposto que a Ceticismo.net não é contra  os religiosos em si, mas sim com o comportamento das religiões, em seu caráter dominador. Eu não condeno alguém que escolhe seguir uma linha religiosa. Não critico nem os cristãos, o que critico é  o seu comportamento. Mas eu estava errado. O cara que escolhe seguir voluntariamente o cristianismo tem probabilidade de possuir grandes problemas comportamentais. Quem escolhe seguir a ICAR é – agora tenho esta opinião – uma pessoa sem moral ou caráter. Ainda mais quando defendem o ato CRIMINOSO de um de seus líderes religiosos, como é o caso do estúpido arcebispo de Olinda e Recife que excomungou os médicos, mas não viu nada demais ou errado no padrasto ter estuprado e engravidado uma menina de nove anos., em um martírio que durou três anos. E reitero, isso me dá nojo! Continuar lendo “Igreja não culpou padrasto que engravidou menina de nove anos” →

Vaticano inicia debate sobre Evolução

Senhoras e senhores, está entrando no ar a Voz do Ceticismo.net, sua defesa contra acefalia crônica e debilidade mental auto-infringida.

Por falar em acefalia, o maior antro de acéfalos por metro quadrado, o Império do Mal, Academia dos pedófilos e sede da moderna Inquisição (vulgarmente conhecido como Vaticano) está começando algo que parece um looooooongo debate sobre a Evolução e a ópera bufa chamada Criacionismo. Aliás, se formos ver bem, a discussão não terminou até hoje, desde o tempo do Scopes. E nem espero que irão chegar a um consenso. É apenas para ficar na mídia; afinal, o barbudo mais odiado da história do cristianismo (não, não estou me referindo àquele que foi pregado no pau, mas o cientista) fez 200 anos. Os Sith lá da Itália parecem um bando de emos e detestam concorrência. Continuar lendo “Vaticano inicia debate sobre Evolução” →

Os mistérios do “efeito placebo”

placeboO fenômeno pelo qual uma substância inerte (por exemplo, um torrão de açúcar) parece ter propriedades curativas quando é administrada como um medicamento se denomina “efeito placebo”. Não precisa ser um comprimido inerte, também pode ser uma operação na qual não se remova nada, ou uma injeção de soro salino. Por que algo que não tem princípio ativo pode ter efeito? A explicação desse fenômeno é cada vez mais conhecida. O que se sabe derruba algumas ideias preconcebidas.

Talvez a cena lhe pareça familiar. Sente uma terrível dor de cabeça, toma um analgésico e alguns minutos depois a dor parece ter evaporado. O alívio não pode ser atribuído ao medicamento, porque literalmente não teve tempo de chegar ao sangue e produzir um efeito. O que aconteceu deve ser atribuído ao famoso efeito placebo: a psicologia a serviço da cura.

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Os mistérios do “efeito placebo”

O fenômeno pelo qual uma substância inerte (por exemplo, um torrão de açúcar) parece ter propriedades curativas quando é administrada como um medicamento se denomina “efeito placebo”. Não precisa ser um comprimido inerte, também pode ser uma operação na qual não se remova nada, ou uma injeção de soro salino. Por que algo que não tem princípio ativo pode ter efeito? A explicação desse fenômeno é cada vez mais conhecida. O que se sabe derruba algumas ideias preconcebidas.

Talvez a cena lhe pareça familiar. Sente uma terrível dor de cabeça, toma um analgésico e alguns minutos depois a dor parece ter evaporado. O alívio não pode ser atribuído ao medicamento, porque literalmente não teve tempo de chegar ao sangue e produzir um efeito. O que aconteceu deve ser atribuído ao famoso efeito placebo: a psicologia a serviço da cura. Continuar lendo “Os mistérios do “efeito placebo”” →

O fim da evolução humana

Para quem não se lembra das aulas do colegial: a seleção natural e a teoria evolutiva propostas pelo naturalista Charles Darwin preveem a sobrevivência do mais adaptado às pressões ambientais. Segundo a teoria de Darwin, organismos mais adaptados às circunstâncias ambientais teriam maior chance de sobreviver e se reproduzir, gerando descendentes que propagariam suas características adaptativas. Dessa forma, a seleção natural promove uma biota dinâmica, que evolui a partir de variação genética, adaptação a diferentes ambientes e competição por recursos limitados.

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Cientistas encontram pegadas de 1,5 milhões de anos

Pesquisadores encontraram em Ileret, Quênia, pegadas de cerca de 1,5 milhões de anos, pertencentes a hominídios e publicaram na revista Science um artigo descrevendo a descoberta dessas antigas pegadas. O resumo você pode ler AQUI. Tal descoberta dá uma visão clara aos antropólogos de como os pés de nossos ancestrais se pareciam; e elas parecem bem… humanas! Mas, antes, vamos entender um pouco sobre o que significa andar sobre duas patas/pés.

O processo evolutivo nos permitiu um diferencial imenso: o bipedalismo, isto é, a capacidade de andar em duas pernas, numa postura ereta. Tal ocorrência nos possibilitou equilibrar nosso grande cérebro, apesar de cobrar um preço: maiores tendências a sofrermos com dores nas costas e problemas nos joelhos, já que a carga de nossa massa corporal divide-se sobre as articulações do joelho. Você já viu algum cachorro com problema no menisco? Em contrapartida, nossas mãos estão livres para explorar e manipular o ambiente, apesar que nossos pés, diferentes de muitos símios, não são capazes de segurar em galhos. A Evolução nos dá, a Evolução nos toma: Louvada seja a Evolução. Continuar lendo “Cientistas encontram pegadas de 1,5 milhões de anos” →

Infecções hospitalares – até quando?

Por Sérgio Danilo Pena
Professor Titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia
Universidade Federal de Minas Gerais

Hospitais deveriam ser lugares seguros, aonde vamos curar nossas doenças. Eles jamais deveriam ser fonte de enfermidades. Mas essa situação tem mudado de forma drástica com o enorme problema das infecções hospitalares. Recentemente um médico amigo meu foi hospitalizado com infarto agudo de miocárdio. Ele logo se recuperou do infarto… mas quase morreu de uma infecção, adquirida na UTI, que até hoje lhe causa problemas.

No mês passado, o grande médico mineiro Lincoln Freire, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria e meu confrade na Academia Mineira de Pediatria, faleceu em decorrência de uma infecção hospitalar, após ter sua doença primária controlada. A medicina mineira está de luto. Mas é hora de reagir, tomando providências para evitar episódios semelhantes no futuro. Continuar lendo “Infecções hospitalares – até quando?” →

Como as mães podem afetar a memória dos filhos

Um novo estudo com camundongos sugere que experiências da infância materna podem afetar as funções cerebrais de sua prole. Pesquisadores descobriram que mães de camundongos, fisicamente ativas, estimuladas e que mudavam seus hábitos de vida com freqüência quando jovens davam à luz filhotes com melhor memória que aqueles nascidos de mães criadas em ambientes sem atrativos.

“A qualidade da memória dos camundongos jovens depende dos estímulos a que suas mães foram expostas quando jovens”, comenta Larry Feig, bioquímico na Tufts University Medical School, em Boston, e autor de estudo a ser publicado no The Journal of Neuroscience. Continuar lendo “Como as mães podem afetar a memória dos filhos” →

Criação da nova árvore evolucionária da vida está próxima

Sanderson, biólogo da Universidade do Arizona, faz parte de um esforço para descobrir o parentesco entre o estimado de 500 mil espécies de plantas. Durante anos, os pesquisadores seqüenciaram o DNA de milhares de espécies vindas de selvas, tundras e gavetas de museus. Eles usaram supercomputadores para processar dados genéticos e coletaram pistas sobre como a diversidade atual de baobás, dentes-de-leão, musgos e outras plantas evoluíram ao longo dos últimos 450 milhões de anos.

O ritmo de seu progresso dá a Sanderson esperança de que será possível desenhar toda a árvore evolucionária das plantas nos próximos anos. “Isso já está muito perto de acontecer,” Sanderson disse. Continuar lendo “Criação da nova árvore evolucionária da vida está próxima” →

Um primata nada especial

Um estudo brasileiro acaba de contestar uma ideia largamente aceita desde o século XIX: a de que a maior capacidade cognitiva do ser humano se deve a seu cérebro relativamente avantajado. Os resultados mostram que o tamanho e o número de neurônios do cérebro humano são compatíveis com os de um primata de nosso porte – nem maiores, nem menores do que o esperado.

Os pesquisadores, liderados pela neurocientista Suzana Herculano-Houzel, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriram que o cérebro humano tem 86 bilhões de neurônios – e não 100 bilhões, como se acreditava anteriormente. Esse número – na verdade apenas uma estimativa de ordem de grandeza – era amplamente difundido até então, tanto que batiza um livro e a coluna que Roberto Lent – professor da UFRJ e co-autor do trabalho – mantém na Ciência Hoje On-line. Continuar lendo “Um primata nada especial” →