Fóssil mostra primeiro animal a fazer sexo

funisia.gifUma espécie de minhoca de 30 cm de comprimento, que vivia no fundo do mar, pode ter sido o primeiro ser vivo a praticar sexo, há pelo menos 565 milhões de anos, segundo descoberta da paleontóloga Mary Droser, da Universidade da Califórnia Riverside. A paleontóloga e sua equipe argumentam que o ecossistema da Terra já era complexo muito antes do que se pensava, ainda na Era Neoproterozóica, quando começaram a aparecer os primeiros organismos multicelulares.

Até hoje acreditava-se que os primeiros organismos multicelulares eram simples, e que as estratégias atuais usadas pelos animais para sobreviver, se reproduzir e crescer em números só teriam aparecido bem depois, por causa de uma série de fatores, que incluiriam pressões evolucionárias e ecológicas, impostas por predadores e pela competição por alimentos e outros recursos.

Mas a paleontóloga encontrou fósseis da Funisia dorothea no deserto do sul da Austrália, que demonstram que o organismo tubular tinha vários meios de crescer e se reproduzir – similares às estratégias usadas pela maioria dos organismos invertebrados para propagação atualmente. Continuar lendo “Fóssil mostra primeiro animal a fazer sexo”

A última Odisséia de Arthur Clarke

arthur_clarke.jpgÉ com muito pesar que Ceticismo, Ciência & Tecnologia vê o falecimento de Sir Arthur Clarke, aos 90 anos de idade.

Seu amor pela Ciência e pelo desenvolvimento – não só tecnológico, mas humano também – o fez uma pessoa muito especial. Um homem de intelecto brilhante, assim como Isaac Asimov, apesar dos fãs de ambos divergirem sobre qual dos dois era melhor autor.

Uma bobagem! Ambos eram gênios e usaram os romances de ficção científica para divulgar a Ciência e os valores humanos. Ambos eram visionários. Viram o futuro e nos contaram de antemão o que aconteceria no futuro, como o uso de robôs, votos eletrônicos, naves espaciais, comunicação via satélite e até mesmo a internet!

Tudo isso foi previsto por ambos, apesar de serem às vezes ingênuos ou até exagerados, mas isso não importa. Em 1945, Clarke previu as comunicações via satélite, e junto do jornalista Walter Cronkite, atuou como comentarista da expedição lunar da Apollo no final dos anos 60. Continuar lendo “A última Odisséia de Arthur Clarke”

Anemia falciforme: uma doença molecular

anemia_falsiforme.jpgPor Sergio Danilo Pena

Professor Titular do Depto. de Bioquímica e Imunologia – UFMG

Em 1945 Linus Pauling, o notável químico americano laureado duas vezes com o Nobel em sua carreira (prêmio de Química em 1954 e da Paz em 1962), teve a idéia genial de que a anemia falciforme era uma doença da molécula de hemoglobina – literalmente, uma doença molecular.

A moléstia, uma anemia severa e freqüentemente fatal da infância, havia sido descrita bem antes, em 1910. A principal característica laboratorial da anemia falciforme – e a razão do seu nome – é uma mudança da forma das células vermelhas (hemácias) do sangue do seu aspecto normal discóide para um formato de foice (“falciforme”) quando expostas a baixas tensões de oxigênio (ver figura). Continuar lendo “Anemia falciforme: uma doença molecular”

“Garoto magnético” trava computadores de escola dos EUA

magneto.jpgDizem que a vida imita a arte. Não é diferente com relação às histórias em quadrinhos (HQ’s).

Um estudante de 12 anos da cidade de Richland, no Estado de Nova York, consegue travar os computadores de sua escola, aparentemente devido ao excesso de eletricidade estática em seu corpo. Ou seja, o moleque é uma miniatura do Magneto.

Joseph Falciatano começou a se chamar de “Homem Magnético” em 2007 depois que seus professores concluíram que sua presença em algumas salas poderia travar os computadores da escola, segundo o jornal local The Post-Standard. Continuar lendo ““Garoto magnético” trava computadores de escola dos EUA”

Vaticano institui novos Pecados Capitais

pecado.jpgOs chatólicos romanos atacam de novo com um caminhão de besteiras. Toda semana inventam alguma idiotice para aparecer na TV. Dessa vez, Chico Bento XVI resolveu rezar mais que o padre (com muito trocadilho) e resolveu ser mais original e criou novos pecados capitais.

Exatamente isso, meu caro. Bentinho (o Papa e não o personagem de Machado de Assis) achou que 7 era pouca coisa e adicionou mais alguns pecados na lista, que passa a constar também manipulação genética, uso de drogas, desigualdade social e poluição ambiental, pelos quais os bestões cristãos devem pedir perdão, segundo a nova lista apresentada pela Santa Sé. Continuar lendo “Vaticano institui novos Pecados Capitais”

Células-tronco: A decisão só pode ser uma

justica_celula.jpgO mais antigo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, está certo ao considerar o processo que começará a ser julgado ali amanhã “o mais importante de toda a história” da Corte, porque, argumenta, será uma deliberação sobre o direito à vida. Mas pode-se explicar de outras formas, quem sabe mais apropriadas, a importância excepcional desse julgamento. Para o relator da ação sobre a qual o Supremo vai se pronunciar, Carlos Ayres Britto, por exemplo, o que está em tela de juízo é um confronto entre ciência e religião – ou, pelo menos, entre ciência e religião católica. Uma terceira formulação, no entanto, talvez seja a mais cabal: o STF está na iminência de fazer história porque foi chamado a se pronunciar, em derradeira análise, sobre a separação constitucional entre Igreja e Estado no Brasil. Continuar lendo “Células-tronco: A decisão só pode ser uma”

Encontrado o maior fóssil de réptil marinho

pliossauro.jpgSó para sacanear os idiotas que acreditam no criaburricionismo, cientistas noruegueses afirmam que o fóssil de um réptil marinho gigante encontrado numa ilha do oceano Ártico, em 2006, é o maior já encontrado. Só que não basta afirmar, é preciso demonstrar o achado.

O fóssil em questão pertence ao pliossauro, que viveu na era jurássica – há 150 milhões de anos – e foi descoberto numa das ilhas do arquipélago norueguês de Svalbard. Junto com outros 40 répteis, a espécie forma uma “coleção de tesouros” identificada no local. Continuar lendo “Encontrado o maior fóssil de réptil marinho”

A Genética Forense no Brasil

Por André Smarra, Eduardo Paradela e André Figueiredo

genetica.jpgEnquanto nos Estados Unidos a preocupação da polícia é tentar corresponder às expectativas dos programas nacionais de investigação forense, no Brasil ainda há um longo caminho a percorrer em busca da equiparação aos padrões internacionais de qualidade para as ciências forenses. As análises de DNA exemplificam bem esse quadro. Para obter os mesmos níveis de segurança dos exames realizados em laboratórios de referência no exterior, é preciso estabelecer rígidos padrões de qualidade, entre ele a calibração periódica de equipamentos, a coleta apropriada de material e o estabelecimento de procedimentos que minimizem as chances de troca acidental, ou proposital, de amostras. Continuar lendo “A Genética Forense no Brasil”

Sapo gigante podia comer bebês-dinossauro

sapao.jpgUma equipe de arqueólogos americanos encontrou o fóssil de um sapo pré-histórico gigante, que seria capaz de comer filhotes de dinossauro existentes em sua época. O “sapo diabo” (muaaaaahahahahahahaha), como foi batizado, além de ser do tamanho de uma bola de boliche, possuía uma grande boca e mandíbulas poderosas.

O animal, que recebeu o nome científico de Beelzebufo – uma mistura de “Belzebu” com “sapo”, em latim – pesava cerca de 4,54 kg e media 40,6 cm de comprimento. Ele foi achado em Madagascar, na África, por pesquisadores da Stony Brook University, de Nova York. A descoberta foi divulgada na edição de hoje do jornal Proceedings of the National Academy of Sciences. Continuar lendo “Sapo gigante podia comer bebês-dinossauro”

O mais antigo morcego conhecido

morcego.jpgMalditos cientistas! Olha só o que arrumaram desta vez: descobriram que morcegos nem sempre tiveram a capacidade de usar seu sonar, porque a sua morfologia (a forma de seu corpo) impedia tal coisa. Tal descoberta foi feita graças ao achado de um fóssil de um morcego primitivo, que por sinal, deve estar fazendo muito criaburricionista se rasgar de raiva.

A antiga dúvida sobre o que veio nos morcegos foi a capacidade de voar ou a ecolocalização é antiga e motivou calorosos debates científicos, tendo sido objeto inclusive do célebre A origem das espécies, de Charles Darwin. A isso deve-se adicionar que realmente eles não são, e nunca foram aves. Mais um prego no caixão do livrinho mágico chamado Bíblia.

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