Artigos da Semana 15

Chegou domingão, cheio de excelentes notícias, como políticos surtando, rinha de parasitas, trezentas mil denúncias e nada disso indo pra frente, óbvio. Nesse meio tempo eu coloquei uns artigos no blog, como sempre. Sobre prefeitoscos mandando rezar para acabar com o coronga, telescópios espaciais nos trazendo belíssimas imagens, cães naquela idade insuportável chamada adolescência e os maravilhosos artigos científicos que postaram, ecerrando definitivamente longos debates

Vamos ver o que rolou.

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Hubble: uma viagem que não foi feita. Ainda!

O que você veria se pudesse voar para o Recife Cósmico? A nuvem nebulosa NGC 2014 parece um recife oceânico que reside no céu, especificamente no LMC, a maior galáxia satélite da nossa Via Láctea. Uma imagem detalhada desta nebulosa distante foi tirada pelo Telescópio Espacial Hubble para ajudar a comemorar 30 anos de investigação do cosmos. Dados e imagens deste recife cósmico foram combinados no modelo tridimensional apresentado no vídeo a seguir.

Todos esses dados e animados por computador. Mesmo porque, não é assim que os telescópios “enxergam”. Ainda assim, é magnífico ver estas imagens.

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Estrela filha da mãe atrapalha vida de astrólogo coitadinho

Eu adoro previsões de astrólogos. Esta incrível e maravilhosa ciência milenar e capaz de tudo, menos perceber que tinha dois planetas faltando no Sistema Solar, e que conta com um perfeito sistema de previsões que deveria funcionar para 1/12 avos da população, mas que se resume em coisas genéricas como evitar a raiva e se alimentar direito.

O problema acontece quando se sai da zona de conforto e se faz previsões a sério, como foi o caso do João Bidu, que não é tão adivinhão assim, e acabou sendo traído pelo Sol, nosso amigo Sol.

Prevendo mais maluquices sem sentido, esta é a sua SEXTA INSANA!

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O robô abelhudo de Marte

Marte tem uns problemas para sua exploração: sua atmosfera é fina. Como sabemos, o que mantém um avião no ar é o próprio ar. Sendo assim, fica difícil ter aeronaves voando por sobre o planeta vermelho. Mas e se tivéssemos robôs com formato de abelhas com longas asas? Así sim ficaria mais fácil, certo?

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Um universo, várias vidas, uma história

Nossa história mescla-se com a história do Universo, porque fazemos parte do Universo. Começamos quando havia a singularidade e tudo começou a expandir, formando estrelas, sistemas, galáxias, mais planetas, mais estrelas, mais planetas e o nosso Sistema Solar, com os planetas e a nossa Terra, passando pelos éons do espaço-tempo, começando o surgimento da Vida, passando por dinossauros e até chegar em nós, quando começou a Aventura Humana e chegou nos dias de hoje

Este vídeo magnífico e profundo (apesar da trilha sonora ser chata) mostra esta história, ainda que de forma resumida. Discute nossa própria existência sem dizer nada, mas mostra o pior de nós, mas nossas conquistas também

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Artigos da Semana 12

Os números de mortes de coronavírus só está aumentando, assim como os casos de estupidez humana (o primeiro oriundo do segundo). Mas ainda tem coisa boa no mundo, apesar de ser raro, pois a insânia é uma constante neste país.

Vamos para as notícias desta semana?

As maravilhosas noites celestiais ao redor do mundo

Eu gosto de timelapses do céu noturno. Na verdade, eu gosto de todos os timelapses, mas os do céu à noite são especiais, pois mostra um céu que eu não consigo ver de casa. Um céu cm estrelas e a espinha dorsal da Via Láctea se movendo pelo céu (sim, eu sei).É uma impressão mágica, tão mágico quanto tudo o que está fora do nosso campo de visão.

A grande poluição luminosa obscurece o brilho frio das estrelas de forma injusta e ficamos incapazes de testemunhar essa grandiosidade. Por isso, timelapses como o que você verá a seguir é tão precioso. Nos faz viajar e desejar estar nesses lugares, sentindo-nos tristes por não estar lá, mas grandiosos por termos tecnologia para podermos vê-los mesmo assim.

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Indra pode olhar pra baixo e ver a Índia agora (por enquanto)

A índia é um lugar fascinante. Sua sociedade é paradoxal ao ponto de ter ciência avançada a ponto de mandar uma sonda para orbitar Marte e acertar a órbita de primeira (se bem que eles inventaram a aritmética e até os números), mas em contrapartida ainda vivem em castas, como desde antes da Idade Média. Parte disso é explicado pelo seu índice demográfico com 1,353 bilhão de habitantes, a tendência a uma ampla diversidade cultural é altíssima. Isso vai das pessoas mais atrasadas até as que têm maior acesso à educação.

Em 25 de março de 2020, o governo indiano meteu o louco e colocou sua população em quarentena severa, com direito a maravilhosas imagens da polícia solicitando educadamente que o povo fosse para casa. Isso acarretou numa redução drástica no tráfego de carros, ônibus, caminhões e aviões. E isso foi bem detectado pela NASA.

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Um mergulho nos anéis de Saturno, audaciosamente indo aonde nenhum documentário jamais esteve

Eu não sei vocês, mas desde criança eu me imaginei viajando pelo Espaço numa nave. Dar um rolê pelo Sistema Solar, dá tchauzinho pra Marte, passar (com cuidado) por Júpiter, até chegar nele, o Senhor dos Anéis: Saturno. Pensem nas inúmeras voltinhas que a sonda Cassini deu ao orbitar Saturno, mergulhar nos seus anéis de poeira, rocha e gelo, e examinar seus satélites.

Algumas das primeiras imagens da Cassini foram digitalmente ajustadas, cortadas e compiladas num magnífico vídeo, que faz parte de um projeto de filme IMAX em desenvolvimento maior chamado In Saturn’s Rings. Na sequência final, Saturno aparece cada vez maior ao se aproximar, enquanto Titan volita, preso no campo gravitacional do planetão. Com Saturno girando ao fundo, Cassini é retratada sobrevoando Mimas, com a grande Cratera Herschel claramente visível.

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Saturno e sua cuca quente

Saturno está um tantinho longe. Do Sol até lá são cerca de 1.429.400.000 km ou 11.911.666.666 campos de futebol, ou uma hora de viagem numa Uno com escada. Por estar muito longe, você pensa que lá é muito frio. E é, mas as camadas superiores na atmosfera de Saturno e outros gigantes gasosos são quentes, assim como as da Terra. Claro, tem um pequeno diferencial: exatamente a distância; logo, não deveria ser tão quente assim. Então por que é?

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