O Brasil é um excelente lugar. Um lugar em que há respeito mútuo, liberdade individual e de expressão. O Brasil é formado pelo respeito às diferenças e oferece total liberdade de credo e pensamento. O Brasil é realmente muito bom… ou seria, já que tem um sério problema: brasileiros. Sim, brasileiros; aqueles que acham que têm direitos, mas não deveres, que exigem liberdade e tolerância para com suas opiniões e crenças, mas é incapaz de respeitar qualquer um que não siga suas convicções.
Agora, o problema está com a exposição do Santander Cultural, com o pessoal reclamando q1ue o banco está promovendo homossexualidade, zoofilia, pedofilia e que coloquem purê em cachorro quente. Eu acho que é uma abominação perante os olhos do senhor cachorro quente com purê, mas quem sou eu para mandar no gosto (ou mau-gosto) dos outros? Continuar lendo “Santander irrita o mundo com uma exposição, pois Deus não tá nem aí”

Deus não é bom. Talvez nem seja mau. Se ele é um deus acima de tudo, como dizem os religiosos, ele não deveria ter características humanas. Você não se preocupa com o que nasce no ralo do seu banheiro, não é mesmo? Por que um deusão poderosão teria um mínimo de sentimentos característicos dos seres humanos? Isso não faz sentido do ponto de vista lógico, não é mesmo?
Léo Montenegro era um articulista do jornal O Dia, do Rio de Janeiro. Em suas crônicas, sempre tinha alguma situação engraçada, com personagens diversos. Desde a senhora gorda, até um negão e um sujeito com capacete de Jim das Selvas. Era o cotidiano insano de subúrbio que, em quase todas as histórias, acabava com pessoal saindo na porrada.
Com toda a onda de maníacos saindo em passeada divulgando ideias neo-nazistas pelas ruas de Charlottesville, cantando hinos, tremulando bandeiras e fazendo Sieg Heil, questionou-se por que permitiram fazer isso. A questão é que a Primeira Emenda da Constituição dos EUA permite qualquer manifestação de pensamento, resguardada pela lei dos Direitos Civis, que não tem nenhuma ressalva sobre o que você pode exprimir, diferente do Brasil, que tem lei federal que proíbe expressamente divulgação de ideologia nazista.
O Paradoxo de Epicuro nos faz pensar sobre as nuances mais básicas de Deus. Onisciente? Onipotente? Onipresente? Bondade absoluta? Se colocarmos isso a 80km/h, será que dar para ficar tudo junto? Lino, do jeito que está o mundo, eu acho que não. Os preceitos acabam indo um de encontro ao outro. Aliás, nem sei por que deveríamos achar que Deus é bondoso, mas isso nem vem ao caso neste vídeo.
Que o ser humano não aprende, é público e notório. As pessoas se mostraram chateadas com os acontecimentos de Charlestonville, mas é uma falsa indignação em muitos dos casos. A raiva é seletiva, os protestos têm vilão próprio. Ainda mais quando brasileiro se mete na situação, em que qualquer coisa acaba caindo para PT x PSDB.
Ser budista faz com que as pessoas aprendam que ficar presas aos bens materiais não é lá o que se chamaria de boa ideia. Esse negócio de ter muito dinheiro, mulheres, mansões, mulheres, automóveis, mulheres, iates, mulheres, Nirvana, mulheres não é bem o que Buda tinha em mente, muito menos pros monges. 
Jesus disse: “Eu sou a luz que está acima deles todos. Eu sou o todo: o todo saiu de mim e o todo se reuniu a mim. Rachai uma madeira: eu estou ali. Levantai uma pedra e me achareis”.
Qualquer artigo que se escreva ou vídeo que se poste, religiosos vêm em massa. Vejam o caso do