Beije a bunda do Hank você também!

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/testemunhadejeova.jpg&#8221; alt=”testemunhadejeova.jpg” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ />Hoje de manhã bateram à minha porta. Ao atender, eu me deparei com um casal muito bem vestido. O homem falou primeiro:

John:
– Olá! Eu sou John e esta é Mary.

Mary:
– Olá! Nós estamos aqui para convidar você para beijar a bunda de Hank conosco.

Eu:
– Como?! Do que vocês estão falando? Quem é esse Hank e por que eu iria querer beijar a bunda dele?<!–more–>

John:
– Se você beijar a bunda do Hank ele vai dar a você um milhão de dólares. Se você não beijar ele vai foder com você.

Eu:
– Que? Isto é algum tipo bizarro de chantagem?

John:
– Hank é um filantropo bilionário. Hank construiu esta cidade. Ele é o dono dela. Ele pode fazer tudo o que quiser e o que ele quer é dar a você um milhão de dólares mas ele não pode fazer isso enquanto você não beijar a bunda dele.

Eu:
– Isto não faz sentido. Por que…

Mary:
– Quem é você para questionar o presente de Hank? Você não quer um milhão de dólares? Não é um preço suficiente por um pequeno beijo na bunda?

Eu:
– Bem talvez, se for verdade, mas…

John:
– Então venha beijar a bunda de Hank conosco.

Eu:
– Você beija a bunda de Hank freqüentemente?

Mary:
– Oh sim, o tempo todo…

Eu:
– E ele lhe deu um milhão de dólares?

John:
– Bem… não… você não pega o dinheiro de fato enquanto não deixar a cidade.

Eu:
– Então por que você não sai da cidade agora?

Mary:
– Você não pode partir até Hank lhe dizer que deve ir senão você não ganha o dinheiro e ele fode contigo.

Eu:
– Você conhece alguém que beijou a bunda de Hank, saiu da cidade e ganhou o milhão de dólares?

John:
– Minha mãe beijou a bunda de Hank durante anos. Ela deixou cidade ano passado, e eu tenho certeza que ela ganhou o dinheiro.

Eu:
– Você não falou com ela desde então?

John:
– Claro que não! Hank não permite.

Eu:
– Então por que você acha que ele realmente lhe dará o dinheiro se você nunca falou com alguém que ganhou o dinheiro?

Mary:
– Bem, ele lhe dá um pouco antes de você ir. Talvez você ganhe um aumento, talvez você ganhe um pequeno prêmio na loteria, talvez você ache uma nota de vinte dólares na rua.

Eu:
– O que é que isso tem a ver com Hank?

John:
– Hank tem certas “conexões”.

Eu:
– Desculpem, mas isto parece algum tipo de brincadeira maluca.

John:
– Mas são um milhão de dólares! Você não vai arriscar, vai? E lembre-se: se você não beijar a bunda de Hank ele vai te foder.

Eu:
– Talvez se eu pudesse ver Hank, falar com ele, obter os detalhes diretamente dele…

Mary:
– Ninguém vê Hank, ninguém fala com Hank.

Eu:
– Então como você beija a bunda dele?

John:
– Às vezes nós apenas sopramos um beijo para ele e pensamos em sua bunda. Outras nós beijamos a bunda de Karl, e ele passa adiante.

Eu:
– Quem é Karl???

Mary:
– Um amigo nosso. Ele é o que nos ensinou tudo sobre beijar a bunda de Hank. E tudo que nós tivemos que fazer foi levá-lo para jantar fora algumas vezes.

Eu:
– E vocês simplesmente aceitaram a palavra dele quando ele disse que havia um Hank, que Hank queria que vocês beijassem a bunda dele, e que esse Hank os recompensaria?

John:
– Oh, não! Karl tem uma carta que ele obteve de Hank há alguns anos explicando a coisa toda. Aqui está uma cópia; veja você mesmo.
<blockquote>Karl

1. Beije a bunda de Hank e ele lhe dará um milhão de dólares quando você deixar a cidade.

2. Beba com moderação.

3. Foda com as pessoas que não são como você.

4. Coma direito.

5. Hank em pessoa ditou esta lista.

6. A lua é feita de queijo verde.

7. Tudo que Hank diz é certo.

8. Lave suas mãos depois de ir ao banheiro.

9. Não beba álcool.

10. Coma suas salsicha com pães, sem qualquer condimento.

11. Beije a bunda de Hank ou ele foderá com você.</blockquote>
Eu:
– Isto está escrito num papel timbrado de Karl!

Mary:
– Hank estava sem papel.

Eu:
– Eu tenho uma suspeita de que, se nós conferíssemos, nós descobriríamos que esta letra é de Karl.

John:
– Claro, Hank ditou isto.

Eu:
– Eu pensei que você tivesse dito que ninguém consegue ver Hank?

Mary:
– Não agora, mas anos atrás ele falou com algumas pessoas.

Eu:
– Eu pensei que você tivesse dito que ele era um filantropo. Que tipo de filantropo fode com as pessoas só porque elas são diferentes?

Mary:
– É o que Hank quer, e Hank está sempre certo.

Eu:
– Por que você acha isto?

Mary:
– O artigo 7 diz: “Tudo o que Hank diz é certo”. Isso é o bastante para mim!

Eu:
– Talvez seu amigo Karl tenha feito a coisa toda.

John:
– De jeito nenhum! O Artigo 5 diz: “Hank em pessoa ditou esta lista”. ‘ Além disso o artigo 2 diz “beba com moderação”, o artigo 4 diz “coma direito”, e o artigo 8 diz “lave suas mãos depois de ir ao banheiro”. Todo mundo sabe que essas coisas são corretas, então o resto deve ser verdade também.

Eu:
– Mas o 9 diz “não beba álcool”, o que contradiz o artigo 2, e o 6 diz “a lua é feita de queijo verde”, que está óbviamente errado.

John:
– Não há nenhuma contradição entre o 9 e o 2. O 9 apenas esclarece o 2. E, sobre o 6, você nunca esteve na lua, assim você não pode dizer com certeza.

Eu:
– Os cientistas têm afirmado categoricamente que a lua é feita de pedra…

Mary:
– Mas eles não sabem se a pedra veio da Terra ou do espaço sideral, então ela pode facilmente ser queijo verde.

Eu:
– Eu realmente não sou um perito mas eu acho que a teoria de que a Lua veio da Terra foi descartada. Além disso não saber de onde a pedra veio não faz dela queijo.

John:
– Aha! Você acabou de admitir que os cientistas cometem enganos, mas nós sabemos que Hank sempre tem razão!

Eu:
– “Sabemos”?

Mary:
– Claro que sabemos. O artigo 5 diz isso.

Eu:
– Você está dizendo que Hank está sempre certo porque a lista diz isso, que a lista está certa porque Hank a ditou e nós sabemos que Hank ditou isto porque a lista assim o diz. Isso é lógica circular, é como dizer que “Hank está certo porque ele diz que ele está certo”.

John:
– Agora você está entendendo! É gratificante ver alguém chegando ao modo de pensar de Hank.

Eu:
– Mas… oh, não importa. Como é o negócio com salsichas?

<em>(Mary se ruboriza)</em>

John:
– Salsichas com pães e sem nenhum condimento. É o modo de Hank. Qualquer outra maneira está errada.

Eu:
– E seu eu não tiver pão?

John:
– Sem pão, sem salsicha. Salsicha sem pão é errado.

Eu:
– Sem catchup? Sem mostarda?

<em>(Mary aparenta estar realmente chocada)</em>

John <em>(gritando)</em>:
– Não precisa usar esse vocabulário! Condimentos de qualquer tipo são errados!

Eu:
– Então uma porção grande de chucrute com algumas salsichas picadas estaria fora de questão?

Mary <em>(colocando os dedos nos ouvidos)</em>:
– Eu não estou ouvindo isto… La la la, la la, la! La la la, la la, la!

John:
– Isso é repugnante. Só um anormal comeria…

Eu:
– É bom! Eu sempre como.

<em>(Mary desmaia)</em>

John amparando Mary:
– Bem, se eu soubesse que você era um desses eu não teria perdido meu tempo aqui. Quando Hank foder você eu estarei lá, contando o meu dinheiro e rindo. Eu beijarei a bunda de Hank por você, seu comedor-de-salsichas-picadas-sem-pão!.

<em>(Com isto, John arrastou Mary para o seu carro e ambos foram embora)</em>

<hr />Uma variação deste texto pode ser encontrada aqui: <a href=”http://www.projetoockham.org/cgi-bin/yabb/YaBB.cgi?board=outros;action=print;num=1150125666″>Vote em Hugo!</a>

O Paradoxo de Fermi

Reza a lenda que certo dia no laboratório de Los Alamos, um grupo de jovens cientistas discutia animadamente a possibilidade de vida extraterrena. Concluíram que os extraterrestres deveriam existir, afinal, o Universo é infinito e nós não devemos ser os únicos seres inteligentes em todo esse espaço. Seria então que o físico Enrico Fermi, que estava ouvindo a conversa, teria se levantado em resposta e professado a célebre frase “Então onde eles estão?”. Como Fermi era brilhante e muito famoso, sendo o inventor entre outras coisas do primeiro reator nuclear, desta simples frase nascia o ‘paradoxo de Fermi’, um dos principais argumentos usados para afirmar que nós estamos sozinhos. Segundo ele, se os ETs existem, eles já deveriam ter pousado na frente da Casa Branca. Read more »

Um dragão em minha garagem

por Carl Sagan

dragongarage.jpgQual a primeira arma de um cientista? Equipamentos de última geração? Técnicas futuristas? Não! É o ceticismo e a vontade de descobrir.

Estudar e buscar respostas. Mas, e quando as pessoas lhe apresentam um problema que não querem que você solucione? E quando você apresenta diversos meios de testar as alegações, mas é impedido? A teoria do “dragão na garagem” ilustra muito bem isso…

Leia mais AQUI.

O Ceticismo e a “pedra irremovível”

O Ceticismo filosófico originou-se a partir da filosofia grega. Arcesilaos (315-241 a.C.) e Carneades (213-129 a.C.) desenvolveram perspectivas teóricas, que refutavam concepções absolutas de verdade e mentira. Carneades criticava as visões dos Dogmatistas, especialmente os defensores do Estoicismo, alegando que a certeza absoluta do conhecimento é impossível. Continuar lendo “O Ceticismo e a “pedra irremovível””

Preces de terceiros não ajudam doentes

oracao.jpgNa Scientific American, edição de julho de 2006, saiu uma reportagem a respeito de uma pesquisa que visava testar o efeito das orações de pessoas em prol de doentes internados em hospitais. O resultado não é lá muito inesperado… Continuar lendo “Preces de terceiros não ajudam doentes”

Criacionistas sofrem golpes na eleição americana

criacionismo.jpgUm dos principais campeões do movimento contra o ensino da evolução, o senador Rick Santorum, do Partido Republicano, não conseguiu ser reeleito.

O movimento do design inteligente (DI), que busca contestar o ensino da teoria da evolução nas escolas públicas dos Estados Unidos, sofreu duras derrotas políticas na recente rodada eleitoral americana. Continuar lendo “Criacionistas sofrem golpes na eleição americana”

Misturar bebidas destiladas e fermentadas aumenta a ressaca?

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/bebidas.gif&#8221; alt=”bebidas.gif” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ /><em>Por <a href=”http://www.projetoockham.org/div_quem.html#ana”>Ana Luiza Barbosa de Oliveira</a></em>

A sabedoria etílica popular afirma que não devemos misturar bebidas fermentadas e destiladas se quisermos evitar uma ressaca daquelas em que até o barulho da grama crescendo é insuportável.<!–more–>

Antes de tudo, o que é ressaca? O assunto é controverso mesmo entre especialistas. Aquele mal-estar após a ingestão de (muita) bebida alcoólica possui um nome técnico: veisalgia, do norueguês kveis, mal-estar após orgia, e do grego algia, dor. Nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas e em igual intensidade, mas os sintomas a seguir costumam ser relatados: fadiga, fraqueza e sede, dores de cabeça e musculares, náuseas, vômitos e dor de estômago, tontura e sensibilidade a luz e som, tremores, suor em excesso e pulso acelerado e aumento da pressão cardíaca, vertigens (aquela sensação de o quarto estar rodando). Estes sintomas aparecem quando a concentração de álcool no sangue está diminuindo e atingem seu pico quando esta se encontra próxima a zero, como bem sabe todo bebum que continua bebendo para evitar a ressaca.

Ninguém conhece muito bem as causas da ressaca, mas sabe-se que a intensidade dos sintomas depende do tipo e quantidade de bebida ingerida e, é claro, também de fatores individuais. Antes de analisarmos o papel da mistura entre fermentados e destilados, vamos dar uma olhada nas outras causas da ressaca…

<strong>Desidratação e desequilíbrio eletrolítico</strong>

O etanol faz com que o corpo perca muita água através da urina, ou seja, ele age como diurético, o que pode desidratá-lo. Só para você ter idéia, a ingestão de 50g de álcool em 250mL de água, faz com que sejam eliminados de 600mL a 1 litro de água no decorrer de várias horas. Já o desequilíbrio eletrolítico é algo que ocorre quando a pessoa perde muito líquido na forma de urina, suor e vômitos, de maneira que a concentração de sais no sangue fica muito baixa. Isso é o que leva a típica secura da boca (e outras mucosas), sede e tontura típicas do famigerado “dia seguinte”

<strong>Distúrbios do sistema digestivo</strong>

O álcool irrita a parede do estômago e dos intestinos, causando gastrite e retardo no esvaziamento do estômago. Como se não bastasse também causa o acúmulo de gorduras no fígado (maldita comida de botequim: contribui mais ainda para a nossa ressaca…) e aumento da produção dos sucos gástrico e pancreático e secreções intestinais. Tudo isso leva à náusea, mal-estar, dor no estômago, vômitos…

<strong>Distúrbios do sono e biorritmos</strong>

Apesar do álcool ter aquele efeito sedativo capaz de fazer o pinguço dormir em qualquer lugar (calçadas costumam ser as preferidas) a qualidade do sono é muito ruim: há uma diminuição da fase de sono profundo e das horas totais de sono. Uma noite de sono alcoolizado não é exatamente do tipo que faz alguém acordar bem disposto no dia seguinte.

<strong>Dor de cabeça</strong>

Apesar de ser um dos sintomas mais comuns da ressaca, ainda não foi possível determinar sua ligação como a ingestão de álcool. Pode ser devido à vasodilatação e também a alterações provocadas em vários hormônios e neurotransmissores associados com a incidência de dor de cabeça.

<strong>Efeitos da síndrome de abstinência</strong>

Mais uma área controversa. O álcool etílico é um depressor do sistema nervoso central, ou seja, uma droga como qualquer outra. Após uma noitada bebendo, seu organismo “sente falta” da droga usada. No caso do álcool, esta síndrome de abstinência só se manifesta de forma completa após longos períodos de bebedeira, algo como dois ou três dias. No entanto, muitos dos sintomas de ressaca, que pode ter início mesmo com poucas doses de etanol, são similares aos da síndrome de abstinência.

<strong>Metabólitos do álcool</strong>

O álcool é metabolizado em dois passos: primeiro convertido a acetaldeído, através da enzima álcool-desidrogenase (ADH) (a tal enzima que os homens têm em maior proporção e que por isso podem beber mais que as mulheres), e depois a acetato, através da aldeído-desidrogenase (ALDH). Esta última enzima não permite que o acetaldeído se acumule no sangue. Seus efeitos tóxicos incluem pulso acelerado, suor excessivo, fluxo de sangue para a pele (aquele famoso nariz vermelho dos pinguços), náuseas e vômitos. Apesar da concentração de acetaldeído no sangue ser praticamente zero quando a ressaca atinge seu pico, ou seja, quando a concentração de álcool também é quase zero, acredita-se que os efeitos do acetaldeído perdurem por algum tempo após sua eliminação. Além disso, algumas pessoas possuem variantes genéticas da ALDH que permitem o acúmulo de acetaldeído. Estas pessoas passam mal com pequenas quantidades de álcool ingeridas.

<strong>Congêneres</strong>

Os congêneres são substâncias produzidas em pequenas quantidades durante a fermentação ou geradas durante o envelhecimento ou processamento da bebida, através da degradação (modificação) de substâncias orgânicas. Também podem ser adicionadas. Elas são responsáveis pelo sabor e aroma das bebidas e também se você vai prometer (em vão) nunca mais beber no dia seguinte. Elas incluem álcoois de cadeia longa (substâncias parecidas com etanol, porém com mais átomos de carbono em seu esqueleto), ésteres e compostos carbonilados. As bebidas fermentadas (vinho, cerveja etc) possuem mais destes compostos que as destiladas, e estas possuem tanto mais congêneres quanto mais escuras são. Em outras palavras, vodca contém muito menos congêneres que um uísque, por exemplo. Estudos mostram que bebidas com menos congêneres causam menos ressaca. Porém não se esqueça que mesmo álcool puro também causa ressaca.
O fígado é responsável por metabolizar o álcool. Nosso corpo considera o etanol um veneno que deve ser expelido, pois pode, entre outros danos, causar danos permanentes no cérebro. Os congêneres também são metabolizados no fígado, portanto quanto mais congêneres, mais sobrecarregado seu fígado e mais sintomas de intoxicação você terá.
O metanol, uma substância semelhante ao álcool etílico, a não ser por um átomo de carbono a menos, parece estar ligado aos sintomas de ressaca. O metanol permanece no sangue quando as concentrações de etanol já diminuíram bastante, justamente quando a ressaca se instala. Outros fatos que suportam esta afirmação é que bebidas com altos teores relativos de metanol, uísques e brandies, estão associados a terríveis ressacas além do que a administração de etanol diminui os sintomas.

<strong>Fatores pessoais</strong>

Alguns estudos mostraram interessantes ligações entre traços de personalidade e a gravidade dos sintomas de ressaca. Entre as pessoas mais propensas a ter graves ressacas são aquelas com traços de neurose, raiva e comportamento defensivo. Experiências negativas e sentimentos de culpa quanto ao consumo de álcool podem trazer sintomas piores na manhã seguinte (então não adianta se arrepender da bebedeira, isto só vai piorar sua ressaca!).

<strong>A mistura</strong>

A questão da mistura de fermentados e destilados é um pouco complexa, várias situações podem acontecer. É comum que as pessoas somente misturem após estarem “de fogo”, portanto não têm mais muita noção do quanto realmente beberam. Outras após ingerir bebidas fermentadas que possuem teores modestos de álcool (3 a 12% em média), bebem as destiladas (com teores em torno de 40 a 50%) na mesma velocidade, digamos um copo de 200mL a cada 15 minutos. Logo, ingerem etanol muito mais rápido, daí se embebedarem rápido e se arrependerem depois.
Outra circunstância digna de nota está relacionada à cerveja e ao champanhe, pois o gás carbônico das borbulhas aumenta a taxa de absorção de álcool, daí elas embebedarem mais rápido.

<strong>Conclusão</strong>

A verdade é que nem os especialistas sabem qual o efeito exato da mistura de bebidas no tamanho da sua ressaca. O mais provável é que se você chegou ao ponto de misturar é porque a ressaca já está bem encomendada. O tamanho da sua ressaca vai depender mesmo é da quantidade ingerida de álcool (seja a bebida destilada ou fermentada) e de congêneres. E quanto à mistura de congêneres, ainda não existe evidência de que ela tenha algum efeito.

<em><strong>Referências</strong></em>

<em><a href=”http://www.niaaa.nih.gov/publications/arh22-1/54-60.pdf”>Alcohol Hangover Mechanisms and Mediators – Robert Swift, MD, Ph.D.; and Dena Davidson, Ph.D.</a>
<a href=”http://www.annals.org/issues/v132n11/pdf/200006060-00008.pdf”>The Alcohol Hangover – Jeffrey G. Wiese, MD; Michael G. Shlipak, MD, MPH; and Warren S. Browner, MD, MPH</a>
<a href=”http://www.newscientist.com/hottopics/alcohol/alcohol.jsp?id=ns99991717″>New Scientist – Champagne does get you drunk faster</a>
<a href=”http://www.newscientist.com/hottopics/alcohol/alcohol.jsp?id=lw238″>New Scientist – Party Spirit</a>
<a href=”http://www.sciam.com/askexpert_question.cfm?articleID=0001A537-8D0E-1E5F-A98A809EC5880105″&gt; Scientific American – Why do hangovers occur?</a></em>

<em>Fonte: <a href=”http://www.projetoockham.org/boatos_ressaca_1.html”>http://www.projetoockham.org/boatos_ressaca_1.html</a></em&gt;

Cientistas propõem novo método matemático para cortar bolo

Por Carlos Orsi

Autores dizem que a técnica é melhor que a clássica ´eu corto você escolhe´.

Quando um matemático e um cientista político americanos se unem a um economista austríaco para estudar um problema, é de se imaginar que a questão seja importante, complexa e desafiadora. Como esta, por exemplo: qual a melhor forma de cortar um bolo? Continuar lendo “Cientistas propõem novo método matemático para cortar bolo”

O que é um buraco negro?

blackhole.gifDe forma muito simplista, um buraco negro é uma região no espaço que contém tanta massa concentrada que nenhum objeto consegue escapar de sua atração gravitacional. Como a melhor teoria gravitacional no momento ainda é a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, somos obrigados a mergulhar em alguns dos resultados preditos por essa teoria para entender alguns detalhes de um buraco negro, mas vamos começar devagar, pensando sobre a gravidade em circunstâncias relativamente simples. Continuar lendo “O que é um buraco negro?”

Religião e Epilepsia

Por Edson Amâncio
Scientific American Brasil –
abril de 2006

cerebro.jpgEstrutura mental da espiritualidade e seu papel evolutivo ainda são um mistério.

Um dos temas atuais mais palpitantes em neurociências é saber “onde” estão as redes neurais cerebrais que codificam a crença (ou a fé). Localizacionistas apostam no lobo temporal, e tal convicção se fundamenta na religiosidade das pessoas que sofreram lesão nessa área. Continuar lendo “Religião e Epilepsia”