Um grupo de pesquisadores dos EUA anunciou ontem ter conseguido criar macacos geneticamente alterados para contrair a doença de Huntington. Usando os animais em pesquisa, os cientistas pretendem compreender melhor essa doença neurológica hereditária sem cura para buscar novos tipos de tratamento.
O método para alterar o DNA dos animais está descrito num estudo no site da revista “Nature” (www.nature.com). Usando vírus geneticamente alterados para “infectar” óvulos, os cientistas conseguiram obter dois macacos portadores do gene causador a doença. Um deles, com dez meses, já está apresentando sintomas. Os macacos também carregam um gene que deixa sua pele fosforescente, a prova física de que o experimento deu certo. Continuar lendo “Universidade Emory cria macaco com doença humana”

São 300 dias por ano que não chove nem uma gota d’água. A cidade mais próxima fica a duas horas de ônibus –um pouco menos, se você estiver voltando, porque é descida. Apenas 15 pessoas moram nesse lugar. Por mais inóspito que possa parecer, não estamos falando de Marte, mas do observatório de Paranal, em Antofagasta, no Chile, no começo do deserto do Atacama, a 2.600 m de altitude.
Responda rápido: O que tem bico que nem ave, rabo de castor, olhos de toupeira, pé de pato, veneno nas esporas, anda que nem réptil, é peludo, coloca ovos semelhantes aos do lagarto e é mamífero? A resposta é a foto do rapazinho aí do lado e é uma grande dor de cabeça para os criaburricionistas e defensores do DI (Design Intelijumento). Se bem que há quem ache que caracóis são ótimos exemplos de uma obra de arte de um projetista tão inteligente que cria um animal que defeca na própria cabeça, mas isso é secundário.
Uma carta escrita pelo físico Albert Einstein ao filósofo alemão Eric Gutkind e que veio à tona recentemente revela que o cientista desdenhava a religião.
Para os fãs do
Se já não bastasse as maluquices nossas do dia-a-dia, ainda temos que aguentar as tosqueiras pelo mundo afora.
Para um professor universitário, Francisco Ayala passa muito tempo na estrada. Biólogo evolutivo e geneticista da Universidade da Califórnia em Irvine, ele realiza freqüentes palestras em universidades, igrejas, diante de grupos sociais e em muitos outros lugares, em defesa da teoria da evolução e contra os argumentos do chamado “criacionismo” e seu primo ideológico o “design inteligente”. Usualmente, o público que assiste às suas palestras já concordava com ele antes de ouvi-lo. Mas nem sempre.
No maravilhoso mundinho das pseudociências, a onda agora é algo que eu chamo de “Sindrome Dactilomórfica do Wolverine”. Trocando em miúdos, alegaram que fizeram o dedo de um homem chamado Lee Spievak, de 69 anos, (que havia perdido a ponta do mesmo quase até a primeira junta – ao colocá-la na hélice de um avião miniatura, em 2005) crescer de novo que nem estrela-do-mar, com o auxílio de um pózinho mágico (provavelmente, trazido pela fada Sininho, que era “vapor” do Walt Disney).