Já não se faz mais profetas como antigamente. Em outros tempos, o cara cultivava uma barba responsa, ia peregrinar numa montanha para sentar no pico e voltava com umas tálbas com uns trecos escritos que ninguém sabia o que era, porque todos eram analfabetos. O cara falava com uma voz grossa que aquele lance era coisa de Deus e todos baixavam a cabeça. Se o cara mandasse a galera dar um rolé no deserto, ninguém achava estranho, posto que tudo o que o profetão falava acontecia (como o Sol aparecer de dia e a Lua de noite, ou coisas tão imprevisíveis quanto).
A situação não mudou muito, pois ainda temos uma massa ignara que não consegue entender mais do que duas linhas (ler o que está escrito é uma coisa, conseguir interpretar o que foi lido é outra), mas a situação dos profetas anda meio abalada, pois não conseguem dar uma dentro (ops). O mesmo aconteceu com a previsão do fim do mundo que deveria ter acontecido no dia 21 p/p. E agora, Jesus?
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Se eu fosse um cara crédulo, ao ver que as besteiras que os toscos bostejam pelos recôndidos do Cet.net estão em menor volume, eu acreditaria de pés juntinhos que a humanidade está ficando mais inteligente e menos dependente de muletas psicológicas. Infelizmente, só no mundo dos sonhos que isso aconteceria, pois eles chegam com tanta idiotice que um só vale por uma legião de estúpidos. Uma legião, sim, pois eles são muitos. Eis que declaro o início de mais um Voz dos Alienados.
Eu nunca entendi direito da proibição (ou "recomendação singela", que se você violar lhe fará ir pro Inferno) de comer carne na Sexta-Feira Santa, também chamada Sexta –Feira da Paixão, mesmo levando em conta que, com certeza, não só Pilatos não tinha paixão nenhuma pelo nazareno maluco beleza, como o Sinédrio e toda a galera que mandou libertar Barrabás. Deveria ser Dia do Barrabás, que foi o único que se deu bem no relato mitológico. Minha estranheza é tanta que até
Enquanto o pau come lá no Oriente Médio, chega até nós mais uma notícia surpreendente. Durante a ação das forças da ONU contra o insano (e mau vestido) Muammar Kadafi — ou Gaddafi, como chamam aquele destaque de escola-de-samba de 3º grupo –, um carregamento descoberto por soldados da coalizão acaba de trazer uma das maiores descobertas arqueológicas: Tábuas com hieróglifos que demonstram sem a menor sombra de dúvidas a existência de Moisés. Fato ou ficção?
Uma pesquisa publicada esta semana sugere que em 9 nações desenvolvidas há uma forte tendência de se abandonar as religiões. Os países apontados como sendo palco de tais previsões seriam a Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suíça. De acordo com as análises dos dados colhidos pelos censos desde o século XIX, há uma grande tendência em que haja aumento no número de pessoas que afirmam não ter religião. Mas as coisas podem não ser tão simples quando as manchetes sensacionalistas de jornais fazem crer.
Infância é uma época difícil. Tudo assusta, tudo me dá medo e qualquer coisinha traz um problema generalizado no controle intestinal. Depois, vem a adolescência, onde tudo é revolta, tudo é motivo para ficar sapateando, achando que o mundo está se importando com suas imundas existências. Então, chega a idade adulta e você percebe que o mundo é uma merda mesmo e pára de se importar com coisas ridículas (e até mesmo com acordos ortográficos).
Eu sempre achei a Itália um país pra lá de bizarro. A insanidade corre solta, a ponto de ter um enclave de outro país sangrando suas entranhas. Obviamente, invadir este paisinho ridículo daria pano pra manga. Líbia? Quem se importa com a Líbia? Dessa forma, a Itália lida com suas esquisitices de forma bem estranha, pois lá não tem apenas Sexta Insana, a semana toda é insana. Que o diga o meritíssimo sr. juiz Luigi Tosti. Ele foi exonerado, chutado, expulso e o chamaram de cornuto. Tudo por que o nobilíssimo senhor ex-juiz não quis ter um crucifixo, uma ode ao mau gosto sado-maso, em em nenhum lugar do seu tribunal.