A Internet pública e livre morreu. As empresas privadas venceram

Nos anos 1990, havia um vilão claro na História da Internet: as redes proprietárias pertencentes ao que hoje chamam de Big Techs (na época eram chamadas de empresas fidaputas, mesmo). Havia a AOL, a CompuServe e a Microsoft, com sua Microsoft Network (abreviada para MSN, que se resumiu a um serviço de mensagens instantâneas) recém-lançada. Eram serviços que funcionavam como condomínios fechados: você pagava a mensalidade, entrava no ambiente controlado pela empresa, consumia o conteúdo que ela selecionava e não saía dali para lugar nenhum. Bill Gates chegou a escrever um livro inteiro, A Estrada do Futuro, celebrando esse modelo de conectividade, sendo que parte da maravilha que ele descrevia era, convenhamos, a própria rede da Microsoft. A Internet aberta mal aparecia.

As pessoas reagiram com indignação saudável. Não queriam jardins murados. Não queriam intermediários decidindo o que podia ser lido, publicado ou discutido. Queriam um bosque a ser explorado, uma rede descentralizada, livre, construída sobre protocolos públicos que nenhuma empresa controlasse. Lutaram por isso e conseguiram. E foi lindo enquanto durou. Continuar lendo “A Internet pública e livre morreu. As empresas privadas venceram”

Google cafetizando produtor de conteúdo não-adulto

Há muito tempo eu tinha percebido algo interessante: o crescimento de gente que chegou aqui no site vindo e link do ChatGPT. Os do Google estão diminuindo. Uma coisa que eu já tinha percebido antes disso é como buscando no Google coisas que eu tenho aqui no blog, mesmo com citações imensas e textuais do que tenho aqui, o Google… não encontra. Isso refletiu na queda de visitações que, agora, está lentamente subindo.

Então, um vídeo do Tubo me deu um outro vislumbre. Continuar lendo “Google cafetizando produtor de conteúdo não-adulto”

Google sendo Google em suas práticas anticompetitivas. E ainda é caloteiro

Shadowban é um dos piores castigos que alguém pode receber na Internet. Este termo é usado para descrever uma prática em que alguém é parcialmente bloqueado ou restrito sem ser notificado e/ou aparecer nos mecanismos de busca. Você passa a simplesmente não existir, e isso não é uma falha, ele tem como objetivo limitar o alcance de conteúdo considerado indesejado sem alertar diretamente o usuário afetado. Se isso para uma pessoa comum já é ruim, imagine para uma empresa.

Foi o que aconteceu com a Foundem. Continuar lendo “Google sendo Google em suas práticas anticompetitivas. E ainda é caloteiro”

Google sendo Google permitindo que qualquer um roube a conta de qualquer um

Talvez vocês não tenham ficado sabendo, mas no domingo minha conta Google foi hackeada. Aconteceu quando eu estava dormindo e quando acordei, vi notificações no celular avisando que alguém entrou na conta, alterou a senha, alterou o email de recuperação, adicionou passos para reaver a senha, como o uso de dispositivo USB criptografado, tomou conta do canal no YouTube e lá fez uma zona. : marcou todos os vídeos como não listados e colocaram um vídeo passando como se fosse ao vivo, com Elon Musk falando sobe criptomoedas, e um QR code apontando para um site que prometia dobrar o seu dinheiro por meio de bitcoins. Claro, era um scam. Mas como isso foi acontecer? Continuar lendo “Google sendo Google permitindo que qualquer um roube a conta de qualquer um”