
A Agência Mundial Antidoping (World Anti-Doping Agency, WADA) já teve que lidar com muita Coisa ao longo dos anos. Sangue sintético, urina congelada de terceiros, testosterona escondida em cremes e shampoos, aquele esquema russo digno de roteiro de John le Carré envolvendo buraco na parede do laboratório. Mas nada, absolutamente nada na gloriosa história da trapaça esportiva preparou a WADA para o momento em que, a menos de 24 horas da cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de 2026 em Milão, seu diretor-geral teve que sentar numa coletiva de imprensa e responder com a cara mais séria possível se a agência ia investigar atletas olímpicos que supostamente estavam injetando ácido hialurônico no pênis para ganhar medalhas no salto de esqui.
Pausa para você reler essa frase e confirmar que não, você não está tendo um derrame, e sim, vivemos numa linha do tempo completamente surreal em que tem que dar uma guaribada no pinto para não entrar numa fria em meio a uma competição.
Pintando e bordando com trapaça em olimpíadas, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Penisgate: a Olimpíada de Inverno e a batalha aerodinâmica mais constrangedora da história do esporte”


Já sei que vai ter gente me xingando, mas estou sendo xingado desde que comecei a postar artigos na Internet há mais de 20 anos. A bola da vez, agora, é a questão da participação de transgêneros nos esportes. Isso está dando discussões acaloradas. Mulher-trans, em resumo, é um homem que praticamente se vê como mulher, mesmo sem fazer operação de mudança de sexo, o que não é exigido o Brasil, desde que tenha níveis de testosterona abaixo de 10 nanomols por litro, para praticar um esporte feminino. E estes níveis têm que se manter por pelo menos 12 meses. Depois disso, deve passar por monitoramento frequente.