O Épico Concurso da Polícia de Uttar Pradesh

Existe uma pergunta filosófica que atravessa séculos, de Platão a Juvenal, passando por qualquer pessoa que já assistiu a um noticiário com o estômago vazio: quem guarda os guardiões? A resposta, depois de acompanhar o concurso para soldado da polícia de Uttar Pradesh realizado entre 8 e 10 de junho de 2026, é simples e desoladora: ninguém. E talvez nem valha a pena tentar; mas aqui é o Ceticismo.net, e Uttar Pradesh mora em nossos corações rancorosos, então, o que se pode dizer se não…

Guardando a loucura e policiando o retardo mental, ESTA É A SUA SEXTA INSANA!!! Continuar lendo “O Épico Concurso da Polícia de Uttar Pradesh”

Golpista de 37 anos passa a perna em idiotas se passando por criança

Existe um limite para o que a humanidade consegue fazer sem que alguém pare, coce a cabeça e pergunte: “Sério, cara? Sério, mesmo?”. Durante muito tempo, achei que esse limite estava em algum lugar razoavelmente distante. Talvez além das seitas apocalípticas, dos gurus financeiros que vendem prosperidade por boleto ou das pessoas que acreditam que a Terra é plana mas, misteriosamente, usam GPS. Estava enganado. Em 2 de junho de 2026, em Joinville, Santa Catarina, uma mulher passou a conversa mole numa família por 14 meses. Se passu por freira? Modista? Empresária? Não, a dona de 37 anos na fuça foi em cana por se passar por uma menina de 12 anos. Continuar lendo “Golpista de 37 anos passa a perna em idiotas se passando por criança”

Mulheres, negociantes e trapaceiros na Assíria

Existe uma ideia muito popular, suficientemente errada para incomodar, de que as mulheres entraram no mundo dos negócios em algum momento entre a Segunda Guerra Mundial e a invenção do blazer feminino. A História, no entanto, tem o péssimo hábito de não cooperar com narrativas convenientes. Por volta de 1850 A.E.C., enquanto a Europa estava lá, na Idade do Bronze, sem nem saber escrever direito e se matando e trabalhar com uma agricultura plantada ainda de maneira tosca, mulheres assírias administravam empresas, faziam investimentos em sociedades de capital compartilhado, concediam empréstimos a juros e se correspondiam por escrito sobre fraudes financeiras com uma fluência que envergonharia muitos diretores financeiros de hoje.

Tudo isso gravado em tabuletas que sobreviveram 4.000 anos para nos lembrar que a Humanidade não mudou tanto assim; principalmente em termos de golpistas, salafrários, vagabundos e trapaceiros. Continuar lendo “Mulheres, negociantes e trapaceiros na Assíria”

Autor escreve livro com citações inventadas pelo robô que ele dizia odiar

Existe uma categoria especial de tragédia humana que nem os gregos antigos previram: o sujeito que passa anos alertando a civilização sobre os perigos de uma tecnologia, usa essa mesma tecnologia às escondidas para escrever o livro de alerta, não verifica absolutamente nada do que ela produz, publica com grande alarde, recebe elogios de jornalistas premiados, aparece na Wired, e então é detonado pelo New York Times porque as citações são inventadas. Os gregos tinham Édipo. Nós temos Steven Rosenbaum. Continuar lendo “Autor escreve livro com citações inventadas pelo robô que ele dizia odiar”

O hábito não faz o monge, mas ajuda o golpista

Estamos em época de exacerbar o empreendedorismo. Há muitas formas,  mas tem uma  que dispensa CNPJ, plano de negócios e qualquer traço detectável de vergonha na face; não, não estou falando de tráfico de drogas, e sim ter uma batina, uma expressão de quem conversa diretamente com o Altíssimo em grupo de WhatsApp e um QR Code estrategicamente escondido na manga. É o Capitalismo da fé em sua forma mais pura, onde Deus entra com a aura, o Espírito Santo com a legitimidade e o fiel entra com o saldo da conta corrente, feliz da vida por ter contribuído com a obra divina.

Pequenas Igrejas Grandes Negócios, e alguns resolveram encurtar o caminho para a riqueza. Continuar lendo “O hábito não faz o monge, mas ajuda o golpista”

Bela, recheada e desclassificada: o escândalo de botox que abalou o mundo

Desde que os humanos inventaram a beleza como competição, inventaram também a trapaça. Os gregos já ungiam os atletas com azeite para parecerem mais imponentes nas olimpíadas. Os medievais modelavam as armaduras para parecer mais musculosos. Os concursos de miss do século XX produziram décadas de cirurgia plástica negada com um sorriso e uma faixa no peito. Portanto, não há absolutamente nada de surpreendente no fato de que, em 2026, alguém tenha decidido injetar ácido hialurônico nos lábios de um camelo para ganhar um concurso de beleza. A humanidade é consistente, pelo menos nisso.

Péra… CAMELO????

Corcoveando pelas fraudes em concursos, esta é a sua SEXTA INSANA!

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Homem abre embaixada de país imaginário e ainda lucra mais que muito governo real

Sábado de sol, aquele dia em que a humanidade capricha nos absurdos pra justificar a existência de colunistas ranzinzas. E hoje, diretamente do departamento “Aqui é loucura sim!”, temos o caso do sujeito que teve a brilhante, mas questionável, ideia de fundar uma embaixada fake de um país que só existe na cabeça dele e talvez num mapa que ele desenhou com canetinha hidrocor. Estamos falando de um sujeito tão esperto quanto estúpido chamado Harshvardhan Jain, um autoproclamado diplomata da gloriosa nação imaginária chamada West Arctica.

Onde aconteceu isso? Ode mais poderia ter acontecido? Não, não foi no Brasil (inda), mas na sua versão asiática: Uttar Pradesh. Continuar lendo “Homem abre embaixada de país imaginário e ainda lucra mais que muito governo real”

Bruxas, trambiques e um golpe imobiliário na Índia (óbvio)

Unga-Bunga é uma coisa séria! Não pode deixar esses lances de feitiçaria rolando, mesmo quando não há nenhuma feitiçaria rolando, mas no tosco mundo do fanatismo religioso e de crenças tribais de muito antigamente, é melhor não dar sopa para este tipo de ocorrência que, claro, não passa de crendice retardada, se bem que essa é a própria definição de todas as religiões (sim, a sua, também. Desculpe se ninguém tinha lhe avisado antes)

A bola da vez é Jharkhand, o estado indiano onde a Idade Média decidiu tirar férias permanentes e montar acampamento e que resolveu competir com meu lindíssimo Uttar Pradesh. O caso de hoje se deu mais precisamente em Hazaribag, um lugar que soa como o nome de um chefão de videogame, mas é só o palco de uma história tão grotescamente absurda que faria até a Salém colonial pedir um calmante. Continuar lendo “Bruxas, trambiques e um golpe imobiliário na Índia (óbvio)”

Apelando para vivacidade, mulher leva tio pro seu último empréstimo. último mesmo

Existem pessoas que não andam bem, outras vivas, outras vivas até demais, e aqueles tão vivos que levam alguém que já bateu as botas, esticou as canelas, deu “Olá” pro Zé Maria, foi pra Luz ao contrário da Carol Ann. Um exemplo disso é a dona que levou o… tio para fazer um saque, mas ele estava meio morto de cansado…

Mesmo descansando para sempre. Continuar lendo “Apelando para vivacidade, mulher leva tio pro seu último empréstimo. último mesmo”

Muy amigo convence jovem a perder o membro para ele ganhar dinheiro

Eu diria que nada é pior que gente burra, mas não é verdade: tem os trapaceiros, também. Pior ainda, é o trapaceiro burro. Só tem uma coisa pior que trapaceiro burro: o jovem metido a esperto que banca o trapaceiro e acha que vai se dar bem. O resultado você já imagina qual seja. Se não imagina, deixe-me trazer a notícia que dois jovens de Taiwan tiveram a maravilhosa ideia de dar um balão em três categorias que não iam se deixar ludibriar: polícia, seguradora e agiota.

Os nomes foram trocados. Parece até aqueles documentários de crimes verdadeiros. Deve ser para ninguém passar chamar de idiota. Continuar lendo “Muy amigo convence jovem a perder o membro para ele ganhar dinheiro”