Pesquisadores indianos descobrem mais coisinhas interessantes em Marte

Durante décadas, a imagem popular de Marte foi a de um deserto vermelho, parado e silencioso, uma sala de espera cósmica onde nada acontece além de poeira e de Matt Damon plantando batatas. Só que planetas, mesmo os que parecem mortos, têm clima, e clima é sempre mais agitado do que a aparência sugere.

É disso que trata um estudo recente liderado por cientistas da Índia, em parceria com universidades dos Emirados Árabes Unidos. É tipo uma mistura de dança do ventre estilo dancinha de Bollywood, pegando o melhor deles: no caso, a matemática. Pensa só a zona que ficaria passinho de Bollywood com dança do ventre (mandem o vídeo pro meu inbox). Continuar lendo “Pesquisadores indianos descobrem mais coisinhas interessantes em Marte” →

OpenAI chamou o contato, o contato veio com mastro, corda e ordem de restrição

Imagine uma churrascaria que coloca na porta uma placa: “Atenção: carne vermelha faz mal, tem cheiro esquisito e pode provocar a extinção da espécie humana. Provem nosso rodízio!” Agora imagine que, diante do espanto dos clientes, o dono acrescente: “Mas o governo devia fechar a churrascaria da esquina”. É mais ou menos o estado da arte do debate sobre segurança da Inteligência Artificial em fins de setembro de 2026.

O problema dos desejos é que eles podem acontecer. Pena que a OpenAI não se tocara disso; deveriam ter consultado o ChatGPT. Continuar lendo “OpenAI chamou o contato, o contato veio com mastro, corda e ordem de restrição” →

Artigos da Semana 325

Esta semana foi a semana da velharia dizer a que veio. Seja da Terra das Múmias, seja do vô resolvendo peitar um moleque de 34 anos e ganhando! No tiro, claro, porque esse negócio de fazer na mão é coisa de gente sem preparo. Também tem texto sobre como o seu cérebro tem partes vindas de pais diferentes e até sobre o uso de burcas na Itália.

E lembrem-se: suas opinião são muito importantes pra você, nem sempre são efetivamente importantes!

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O gigantesco anfiteatro das suas opiniões

Eu vi uma notícia na CNN, cuja manchete é “Coliseu reabre em Roma após fechar por dias por morte de funcionário”, e pensei sarcasticamente “Se um romano do século I visse isso, acharia estranho e lhe perguntaria “mas não é para isso que foi construído?”, então, comecei a divagar a respeito e cheguei a algumas conclusões que eu já tive antes, mas por outras vias. Óbvio, você que está achando esquisito, mas é assim que começam meus pensamentos.

Ao longo dos séculos, o Coliseu fala muito mais aos nossos ouvidos do que possamos entender, e quando falo “entender” não é bem entender o Coliseu, mas sim o mundo hoje. Aliás, corrijo-me: entendendo o coliseu, entende-se o mundo hoje, mas… eu sei. Está confuso! Acompanhe meu raciocínio. Continuar lendo “O gigantesco anfiteatro das suas opiniões” →

Chuck Norris baiano de 98 anos passou o cerol num Zé de 34 anos. É Gen X nas cabeças!

Existe um tipo específico de notícia que faz a gente parar o café na metade do gole, encarar o parágrafo de novo e sussurrar “espera… MAS HEIN?”, depois levanta a cabeça lentamente e olha para o vazio da cozinha. A de hoje é dessas: um homem já entrado em idade acaba de ser condenado por matar um homem de 34. Não, não é piada de novela mexicana ou alguma série dramática turca no Netflix. É uma legítima crônica vinda da Bahia, com cheirinho de sarapatel exalando da tela do seu dispositivo. Vem saída fresquinha do Tribunal de Justiça, e recheada com tantos plot twists que você vai ficar tonto.

Sim, um homem matou outro, e cinco anos depois, foi condenado. Este assassino é um senhor de 103 anos e quando perpetrou o crime tinha 98. NOVENTA E OITO!!!! Deixem isso afundar lentamente na sua mente enquanto eu digo: ESTA É A SUA SEXTA INSANA!! Continuar lendo “Chuck Norris baiano de 98 anos passou o cerol num Zé de 34 anos. É Gen X nas cabeças!” →

Kadesh: o outdoor mais caro da Idade do Bronze, agora com caco novo

A única verdade dita nos filmes do Indiana Jones é que a maior parte do trabalho de um arqueólogo é feito em bibliotecas. A segunda maior parte do trabalho é catar uns cacos por aí e tentar dar significado ao que tem lá, além de tentar escapar de algumas maldições (corte de verbas é uma delas). Aliás, eu acho que o arqueólogo fica muito mais feliz com múmias e cacos de argila (não que achar uma máscara de ouro como a do Tut faça algum mal, mas, convenhamos, não é algo que acontece todos os dias).

A rigor, arqueólogos ficam mais do que loucamente excitados quando descobrem umas tabuletas de argila, ainda mais algo que há muito tempo estava perdido e, de repente, chega à luz do dia: o tratado de paz firmado depois da Batalha de Kadesh. Continuar lendo “Kadesh: o outdoor mais caro da Idade do Bronze, agora com caco novo” →

Primeira-Ministra da Itália diz que não tem essa de burca lá, não!

Jornais estão dando ataque de piti por causa da decisão da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. A loira juntou as pontas dos dedos e mandou um “ma che?” (ok, eu posso estar inventando este detalhe… ou não) anunciou planos para introduzir uma medida governamental que limita o número de estudantes estrangeiros em sala de aula e proíbe o uso de burcas e niqabs nas escolas. Claro, pessoal já tá vociferando chamando-a de direitista, fascista, esgrimista e flamenguista.

Meloninha explicou que a iniciativa também tornaria obrigatória a educação em língua italiana para pais de alunos estrangeiros que enfrentam “sérias dificuldades de integração ao sistema escolar”, e aí mesmo que pessoal surtou. Como assim você tem que saber um mínimo do idioma do país onde você mora? Seria o mesmo absurdo que querer que o brasileiro fale um português passável e compreensível. Continuar lendo “Primeira-Ministra da Itália diz que não tem essa de burca lá, não!” →

A mulher atrevida que driblou a Marinha do Rei e circunavegou o planeta

A audácia, em sua mais pura raiz etimológica, nasce do latim audere: o ato de atrever-se, de ousar cruzar a fronteira do que já está posto. Na prática da vida, essa herança linguística se manifesta naqueles raros indivíduos que conseguem despir o olhar dos grilhões invisíveis e dos impedimentos sociais que moldam a maioria de nós.

Enquanto o mundo caminha sob o peso de regras tácitas, expectativas alheias e o medo paralisante do julgamento, o audaz enxerga a realidade sem filtros ou amarras. Para ele (ou ela), as convenções não são muros intransponíveis, mas linhas imaginárias desenhadas pelo hábito; sua mente opera em uma frequência de liberdade que transforma o risco em espaço de criação e o “impossível” em mero ponto de partida. Olhar a existência através dessa lente de desapego social não é apenas uma demonstração de coragem, mas uma rebeldia silenciosa contra as prisões cotidianas que nós mesmos aceitamos construir. Continuar lendo “A mulher atrevida que driblou a Marinha do Rei e circunavegou o planeta” →

O Ironman alemão imortalizado por um pronunciamento escatológico

Há gente que perde uma mão em batalha e vira nota de rodapé em livro de história militar; mas nenhum deles é Götz von Berlichingen, o cavaleiro que perdeu a mão direita e acabou conhecido, não apenas pela sua bravura, mas por um de seus pronunciamenteos, ainda que tal expressão que já rondasse as terras alemãs antes da Alemanha existir, e que virou clássico nacional depois que Götz gritou a versão certa para o interlocutor errado.

Alguns alcançam a imortalidade de formas bem expressivas. Continuar lendo “O Ironman alemão imortalizado por um pronunciamento escatológico” →

Galinhão gigante dá rolê e agita cidadezinha

Existem manhãs de domingo para café, jornal e um cochilo culposo no sofá. E existem manhãs de domingo em uma cidadeca no Arizona, nas quais um grupo de vizinhos decide dar uma volta tranquila pela trilha do canal e se depara com uma ave grande, incapaz de voar, encharcada e visivelmente arrependida das próprias escolhas de vida, boiando como quem não tinha absolutamente nenhum plano B. Bem-vindos ao tipo de notícia que a realidade insiste em produzir só para lembrar que ela é, invariavelmente, mais criativa que qualquer redator de plantão.

O caso aconteceu em Gilbert, Arizona, uma espécie de Texas wannabe, mas sem uma gota de petróleo. O que sai de lá é cobre, o que é temerário porque quem tem cobre tem medo, principalmente de piadas ridículas e infames. Continuar lendo “Galinhão gigante dá rolê e agita cidadezinha” →