Hanuman apronta das suas e macaco dá balão em policiais indianos (ou foi isso o que disseram)

Em 2007, uma mulher morreu. Morreu como tantas mulheres morrem na Índia rural: por causa do dote, aquele sistema medieval que o governo proibiu em 1961 e que o país continuou praticando olimpicamente como se a lei fosse apenas uma sugestão bem-intencionada, mas digna de piada. O marido foi indiciado, como já era de se esperar, só que as joias da vítima, um anel, um brinco de nariz, pulseiras e um colar, foram recolhidas como prova e depositadas no almoxarifado da delegacia de Kotwali Sadar, no distrito de Lakhimpur, em Uttar Pradesh. Ali ficariam guardadas enquanto a Justiça seguia seu curso lento e inexorável. Dezessete anos depois, o marido foi absolvido e a família foi buscar as joias. A resposta que recebeu era de se emoldurar: um macaco havia levado tudo.

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“Mãe” adotiva escrota troca adolescente por um macaco

Existem histórias que chegam até nós já com o ar de coisa inventada, dessas que a realidade produz com a crueldade específica de quem sabe que ninguém vai acreditar. Uma dessas histórias loucas, bizarras e esquisitas é o da “mãe” (entre aspas, mesmo) adotiva de mais de duzentas crianças, em que uma delas foi simplesmente trocada por um… macaco, algo que não se vê todo dia. Pelo menos, não pra mim que sou uma pessoa normal (eu me esforço, ao menos). Continuar lendo ““Mãe” adotiva escrota troca adolescente por um macaco” →

O bizarro imposto sobre janelas

Ao longo da história, os governos têm demonstrado uma criatividade fiscal que seria admirável se não fosse tão irritante. Os egípcios antigos tributavam o óleo de cozinha. Roma cobrava imposto sobre urina, matéria-prima valiosa para lavar roupas e curtir couro. Pedro, o Grande, resolveu taxar as barbas russas. E a Inglaterra, fiel à sua tradição de excentricidade institucionalizada, inventou o imposto sobre janelas. Sim: o direito de olhar para fora de casa tinha preço, e quem não pudesse pagar simplesmente emparedava a abertura e ficava no escuro, literalmente. Continuar lendo “O bizarro imposto sobre janelas” →

O Épico Concurso da Polícia de Uttar Pradesh

Existe uma pergunta filosófica que atravessa séculos, de Platão a Juvenal, passando por qualquer pessoa que já assistiu a um noticiário com o estômago vazio: quem guarda os guardiões? A resposta, depois de acompanhar o concurso para soldado da polícia de Uttar Pradesh realizado entre 8 e 10 de junho de 2026, é simples e desoladora: ninguém. E talvez nem valha a pena tentar; mas aqui é o Ceticismo.net, e Uttar Pradesh mora em nossos corações rancorosos, então, o que se pode dizer se não…

Guardando a loucura e policiando o retardo mental, ESTA É A SUA SEXTA INSANA!!! Continuar lendo “O Épico Concurso da Polícia de Uttar Pradesh” →

Quando o cérebro usa o fracasso como combustível

Existe uma razão pela qual aquela dieta que você “começou na segunda-feira” já foi abandonada pela quarta. E uma razão pela qual você ainda digita a senha do ex no celular sem perceber. O cérebro humano, esse órgão presunçoso que se gaba de ter mandado foguetes à Lua e inventado o sorvete de pistache, tem um vício embaraçoso: ele adora repetir o que já funcionou antes, mesmo quando o mundo ao redor mudou completamente. É o que os neurocientistas chamam de “rigidez comportamental”, os filósofos chamam de teimosia e o que sua mãe chama simplesmente de “você sendo você”.

A boa notícia é que o cérebro tem um mecanismo de resgate embutido. A má notícia é que esse mecanismo só é acionado quando você leva um fora. Continuar lendo “Quando o cérebro usa o fracasso como combustível” →

Golpista de 37 anos passa a perna em idiotas se passando por criança

Existe um limite para o que a humanidade consegue fazer sem que alguém pare, coce a cabeça e pergunte: “Sério, cara? Sério, mesmo?”. Durante muito tempo, achei que esse limite estava em algum lugar razoavelmente distante. Talvez além das seitas apocalípticas, dos gurus financeiros que vendem prosperidade por boleto ou das pessoas que acreditam que a Terra é plana mas, misteriosamente, usam GPS. Estava enganado. Em 2 de junho de 2026, em Joinville, Santa Catarina, uma mulher passou a conversa mole numa família por 14 meses. Se passu por freira? Modista? Empresária? Não, a dona de 37 anos na fuça foi em cana por se passar por uma menina de 12 anos. Continuar lendo “Golpista de 37 anos passa a perna em idiotas se passando por criança” →

Os ET pede, o tosco dá, depois a CIA fica na cola de quem fez DNA

Há um tempo atrás, andava na moda querer saber os ancestrais. Os paulistenses não precisaram fazer isso, pois, é mais fácil e mais barato usar sotaque italiano de novela da Globo e mencionar alguma nona perdida (o mais próximo da Itália que têm relação é macarrão, e isso é mais chinês que italiano). Se você é um desses manés e já cuspiu num tubinho de plástico e mandou pelo correio para descobrir se tem ascendência italiana, nórdica ou algum bisavô turco que a família preferia não mencionar, há uma possibilidade que o folheto informativo omitiu completamente: você pode ter fornecido material genético para uma operação secreta da CIA em busca de híbridos extraterrestres.

Etzando a ascendência dos outros, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Os ET pede, o tosco dá, depois a CIA fica na cola de quem fez DNA” →

Google cafetizando produtor de conteúdo não-adulto

Há muito tempo eu tinha percebido algo interessante: o crescimento de gente que chegou aqui no site vindo e link do ChatGPT. Os do Google estão diminuindo. Uma coisa que eu já tinha percebido antes disso é como buscando no Google coisas que eu tenho aqui no blog, mesmo com citações imensas e textuais do que tenho aqui, o Google… não encontra. Isso refletiu na queda de visitações que, agora, está lentamente subindo.

Então, um vídeo do Tubo me deu um outro vislumbre. Continuar lendo “Google cafetizando produtor de conteúdo não-adulto” →

Idiota age como idiota e xinga astronautas dizendo que eles não foram ao Espaço

Sexta-feira, finalzão de semana, todo mundo pronto pra sextar (exceto eu porque é dia 22 e o salário é uma longe lembranaç). O cérebro humano deveria estar descansando, hidratando, talvez contemplando uma pizza sinistra de ótima (já pedi a minha) e decisões ruins perfeitamente aceitáveis para depois das oito da noite. Seria assim, mas fomos novamente arrastados para o grande esgoto radioativo da civilização digital, já que depois da invenção de celulares com câmeras, o bando de Morlocks saiu debaixo da pedra e fica atazanando pessoas.

Um desses imbecis decidiu abordar os astronautas da missão Artemis II no Capitólio dos Estados Unidos para acusá-los de nunca terem ido ao Espaço. A esta altura, a Seleção Natural já deve estar preenchendo formulário de desistência, e Darwin ergue os ombros e diz “mas nunca falei que a seleção era para gente mais esperta”.

Voando até a Fronteira Final da Idiotice, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Idiota age como idiota e xinga astronautas dizendo que eles não foram ao Espaço” →

Autor escreve livro com citações inventadas pelo robô que ele dizia odiar

Existe uma categoria especial de tragédia humana que nem os gregos antigos previram: o sujeito que passa anos alertando a civilização sobre os perigos de uma tecnologia, usa essa mesma tecnologia às escondidas para escrever o livro de alerta, não verifica absolutamente nada do que ela produz, publica com grande alarde, recebe elogios de jornalistas premiados, aparece na Wired, e então é detonado pelo New York Times porque as citações são inventadas. Os gregos tinham Édipo. Nós temos Steven Rosenbaum. Continuar lendo “Autor escreve livro com citações inventadas pelo robô que ele dizia odiar” →