Google bonzinho avisou sobre o terremoto na Venezuela. O problema é o que ele fazia antes com as informações

Na quarta-feira, 24 de junho de 2026, os venezuelanos estavam em casa celebrando o aniversário da Batalha de Carabobo, aquela de 1821 que selou a independência do país. Às 18h04min, o chão decidiu comemorar também, à sua maneira: um terremoto de magnitude 7,2 sacudiu o norte da Venezuela e, 39 segundos depois, como se o primeiro fosse apenas o aperitivo, veio o de 7,5. Prédios desabaram em Caracas. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi danificado e fechado. O banco central do país virou entulho. Ao menos 164 pessoas morreram e quase mil ficaram feridas, numa tragédia que se tornou o evento sísmico mais destruidor do país em mais de um século.

No meio do caos, um detalhe estranho viralizou nas redes: os celulares Android de milhares de venezuelanos vibraram com um alerta alguns segundos antes do chão começar a tremer. A Internet, fiel à sua vocação para o melodrama, logo espalhou que o Google havia previsto o terremoto. Mas não foi bem assim. Foi algo bem melhor e bem pior ao mesmo tempo. Continuar lendo “Google bonzinho avisou sobre o terremoto na Venezuela. O problema é o que ele fazia antes com as informações”

A forças titânicas que moldaram o Japão

O Japão, um arquipélago situado no Círculo de Fogo do Pacífico, é um dos locais mais geologicamente ativos do mundo. Este cinturão de intensa atividade tectônica e vulcânica é responsável por algumas das paisagens mais impressionantes e dinâmicas do planeta, e isso por causa da sua geologia bela, mas catastrófica, marcada por uma complexa interação de placas tectônicas, que não só moldaram suas montanhas e vales, mas também deram origem a uma rica história de atividade vulcânica. Continuar lendo “A forças titânicas que moldaram o Japão”

As poderosas forças sísmicas do Sol

Um terremoto é algo absurdo de ruim. Não estou falando daqueles tremorzinhos, mas terremoto de verdade, daqueles de arrasar prédios. É a desgraça pura, e se for na área do oceano, ainda ganhamos de presente um tsunami. O que pode ser melhor para estragar o seu dia? Bem, se isso lhe serve de consolo, ainda bem que você não mora no Sol, porque as coisas lá ganham dimensões cataclísmicas.

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Terremoto no Japão: Um tsunami de desinformações

Nada pode ser mais poderoso que desastres naturais. Entre eles, movendo imensa quantidade de energia, causando uma destruição sem limites, temos: a avalanche de desinformação, um dilúvio de péssimas matérias, um cataclísmico soterramento internético de sandices extremas. Nada, eu disse NADA, pode ser mais violentamente perigoso que um bando de jornalistas querendo vender seu peixe e empurrar para você uma cobertura de acontecimentos onde a acurácia é comprometida e o terror é a ordem do dia. Nada pode ser mais danoso ao cérebro do que acompanhar a imprensa brasileira na cobertura de qualquer evento, desde briga de galo até missões espaciais, e o terremoto que aconteceu esta madrugada perto do Japão é mais um exemplo, onde a Terra mudou seu eixo, cientistas temem a chegada de ondas gigantes no Brasil e sismógrafos explodem numa pirotecnia informativa que faria P. T. Barnum roer os cotovelos de inveja.

Vamos começar com informação de verdade. Se você não está pendurado na Internet desde a madrugada e está sem saco ou não sabe procurar, vamos pelo início. Que merda está acontecendo?

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