Quando o Ano Novo significava um tapão na fuça do Rei

Você adora comemorar réveillon que eu sei. Cair de boca no peru, passar a mão na coxinha da galinha, encher a caveira d álcool e fingir que você não é cuzão por natureza, tudo foi culpa da manguaça. Agora, imagine celebrar o Ano Novo com um ensopado de cordeiro e beterraba, um banquete digno de um rei. Problema que nessa festança, o rei da Babilônia seria arrastado pelos cabelos, forçado a ajoelhar-se e levaria um tapa tão forte no rosto que precisaria chorar de verdade, ou ia dar muito ruim.

Bem-vindo ao Akitu, o festival de Ano Novo da antiga Babilônia, onde humildade real, mitologia sangrenta e banquetes elaborados se encontravam numa celebração que durava mais de uma semana. Continuar lendo “Quando o Ano Novo significava um tapão na fuça do Rei”

O roubo mais audacioso da História da Inglaterra: uma pedra

Os facínoras planejaram o assalto, o roubo, a subtração. Eles estão preparados. Eles tinham tudo acertado e se muniram de ousadia, pois, ninguém havia tentado isso antes, ninguém tinha sequer imaginado ter o atrevimento de executar aquela ação. Eles estavam decididos a entrarem… digo, a escreverem a História.

Ao longo da história, ladrões audaciosos roubaram tronos, coroas cravejadas de diamantes, cetros de ouro maciço, joias que financiariam pequenos países. Tesouros reluzentes, objetos que gritam “EU VALHO UMA FORTUNA” para qualquer um com olhos funcionais. Mas em 1950, quatro estudantes escoceses olharam para todo esse catálogo de possibilidades e pensaram: “Sabe o que seria realmente ousado? Roubar uma pedra”. Não qualquer pedra, mas uma pedra de 150 kg que não vale nada no mercado negro, que não pode ser derretida, revendida ou escondida debaixo do colchão. Uma pedra que serve basicamente para dizer “esta é a nossa pedra”. E eles decidiram roubá-la. Continuar lendo “O roubo mais audacioso da História da Inglaterra: uma pedra”

O almoço do verdadeiro Drácula (ou quem o inspirou)

Eu já postei antes sobre o Paprika Hendl de Drácula; no caso, o Drácula do livro de Bram Stoker. Só que este Drácula foi inspirado numa figura bem mais sinistra que a criatividade humana não consegue superar, e isso porque não é uma crueldade ou malignidade sobrenatural, mas uma pessoa de carne e osso. Seu nome era Vlad Țepeș, voivoda da Valáquia.

Ele era tão gente fina que ficou conhecido como Vlad, o Empalador.

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Quando ser Rei não salva de morrer de forma ridícula

Ser rei parece o máximo no papel: castelos, coroas, poder absoluto. Mas a história tem um senso de humor macabro e adora nos lembrar que nem todo o ouro do mundo compra uma morte digna. Enquanto o cidadão comum geralmente parte desta vida de forma discreta, alguns monarcas conseguiram a proeza de transformar seus últimos momentos em episódios tão absurdos que fariam até os filmes do Leslie Nielsen parecerem documentários da BBC.

Aqui vai um listão de mortes ignominiosas, esquisitas e… ok, admito: hilárias. Continuar lendo “Quando ser Rei não salva de morrer de forma ridícula”

Revelada a verdadeira face de um grande rei


Dica: não é essa. Não de verdade.

Sempre lemos sobre o poder e riqueza dos reis de outrora. Eu já falei sobre um desses grandes reais: seu nome era Mansa Musa, e falei sobre ele no meu Apoia.se, num texto exclusivo para apoiadores (tenho planos baratinhos a partir de 5 reais, e lá você encontrará textos que eu não escrevi em lugar nenhum). Mansa Musa é tido como o homem mais rico que já viveu, mas há outro que chega perto. Seu nome era Amenhotep III, nono rei da Décima Oitava Dinastia do Egito Antigo. Continuar lendo “Revelada a verdadeira face de um grande rei”

Um banquete digno de um rei

A cultura do Antigo Egito é fascinante. Seja pelas pirâmides, palácios, templos, e o Vale dos Reis com suas tumbas. Mas ninguém fala nada do almoço dos reis do Egito. Bem, taí uma coisa que nosso amigo Rei Tutancâmon pode nos ajudar… ou quase isso.

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Nefertiti: Rainha, Poder e Mistério

Os pés mundanos caminham pelo terreno outrora sagrado. A luz intensa açoita quilômetros e mais quilômetros quadrados em volta e nada demais aparenta. Apenas deserto, areia, cascalho e pedras, mas há muito mais que os pobres olhos humanos podem ver. Os pés cautelosos temem estragar algo importante, algo irrecuperável se destruído, enquanto outros pés despreocupados caminham pela região, pouco importância dando. Apenas pagaram, faça-se o serviço, e apenas isso. Continuar lendo “Nefertiti: Rainha, Poder e Mistério”

O homem Edson morreu. O Rei viverá para sempre

A reportagem não era sobre futebol. Era num recantão do mundo largado por todos os deuses que puderam existir, existem ou existirão. Era o interiorzão do Nepal, no orifício anal do planeta Terra, o cu do mundo, para ser exato. O repórter pergunta a um molequinho lá naquele fim de mundo se ele tinha ouvido falar do Brasil. O moleque para e só diz uma única coisa: “Pelé”.

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A múmia escondida que foi desvendada

Amenhotep I foi rei do Egito, tendo sido o segundo governante da XVIII dinastia. Não se sabe direito quando ele nasceu, mas sua morte aconteceu no ano 1503 A.E.C. no século 11 A.E.C., o sarcófago foi aberto para reparos, mediantes fontes documentais egípcias. Sacerdotes o desenterraram para reparar os danos feitos por ladrões de tumbas. Sim, isso mesmo. Já tinha gente que não dava a menor pelota para alguma maldição.

Até agora, ninguém tinha examinado o corpo de Amenhotep (ou Amenófis, que é a versão grega do nome) por causa do seu sarcófago ricamente decorado, e ninguém queria estragar aquela obra de arte. Continuar lendo “A múmia escondida que foi desvendada”

O modelo de ensino tradicional que forjou um império

Quando a gente fala “escola”, imediatamente se pensa em lousa, cadernos, anotações e professor corrigindo tarefa. Bem, não é muito diferente ao longo dos séculos, com alunos escrevendo as tarefas e os professores corrigindo usando TCHARAAAAAAAAAAN tinta vermelha.

Pedagogas chorando copiosamente agora. Continuar lendo “O modelo de ensino tradicional que forjou um império”