
Toda invasão biológica tem um roteiro parecido: uma espécie pega uma carona indevida (geralmente na água de lastro de um navio, o Uber clandestino dos ecossistemas), desembarca num lugar onde ninguém a esperava, descobre um buffet livre de comida sem predadores à vista e começa a se multiplicar como se tivesse lido o manual de “Como Arruinar uma Economia Pesqueira em Três Passos Fáceis”.
No litoral do nordeste da Itália, esse papel está sendo interpretado com particular entusiasmo por um crustáceo americano de pinças afiadas, e a resposta que os italianos encontraram para lidar com ele é tão elegante quanto inusitada: soltar milhares de polvos bebês no mar e torcer para que cresçam com fome. Continuar lendo “Caranguejo sem-vergonha agora tem adversário a altura: um polvo faminto”


Não, não é brincadeira. Pelo menos acho que não é. Pelo menos não deveria ser. Eu não sei se é, estou em sérias dúvidas, mas é isso mesmo. Uma pesquisa aponta que os polvos e lulas são criaturas “extraterrestres”. Sim, ET Lula Home. Não apenas isso, esses seres filhotes de Cthulhu evoluíram em outro planeta antes de chegar à Terra, há centenas de milhões de anos, caindo aqui sob a forma de ovos congelados.
No lindo mundinho da Natureza, com unicórnios saltitantes, fadinhas volitantes, flores desabrochando e todo mundo cantando música-tema da Noviça rebelde, há certas criaturas vindas das profundezas que não dão a menor bola pro seu coraçãozinho puro, de vestidinho azul e um cachorrinho nos braços. O mundo das criaturas das Trevas, como caranguejos, por exemplo.
Em termos de sistema de defesa, muitas vezes as pessoas confundem camuflagem com mimetização. Camuflagem acontece quando o animal se mistura com o ambiente, alterando o seu padrão de cor. Um perfeito exemplo é o camaleão (família Chamaeleonidae), que passa de rosa pra verde, pra cinza e assim sucessivamente. Mimetização é um pouco mais especializado, onde o bicho imita o ambiente, seja no padrão de cores (e não apenas A cor) ou no formato, como é o caso do bicho-pau (ordem Phasmatodea).
Cientistas do South Australian Research and Development Institute (SARDI) estão estudando o comportomento da fauna aquática ao sul da Austrália. Entre as espécies estudadas, o leão marinho (Otaria flavescens) foi o que mais surpreendeu. Os cientistas acoplaram um conjunto Crittercam, que é um pequeno pacote de instrumentos incluindo uma câmera, um GPS etc, desenvolvido para a National Geographic.