Vocês sabem o quanto eu adoro jornaleiros, aquelas figurinhas que existem apenas para vender jornais, inventando manchetes escabrosas e notícias que não noticiam nada. Vivem apenas para gritar manchetes e ter visualização, como uma notícia do Correio Brasiliense "denunciando" prostituição de orangotangos na Tailândia. Algo extremamente absurdo, não é mesmo? Eu concordo com o fato de prostituir animais realmente é um absurdo devido aos maus tratos com o bicho e eu queria saber quem é que teria tesão em transar com um orangotango, mas taras esquisitas é o que não falta nesse mudo de Hades.
Mas por mais que a realidade seja estronha e eskésita, sempre devemos dar uma dupla checada nas informações.
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Já tive muito desgosto na vida. Uma delas foi uma pedarretardada que dá aula de Ciências dizer que ela não é um primata. Eu particularmente acho que é um Tapiridae. Ainda insistem que Evolução não tem nenhuma prova e continuará assim, mesmo que eu mostre uma pelve de macaco recém-descoberta, cujo dono provavelmente viveu lá pelos idos do início da grande evolução dos macacos.
O bebê de olhos escuros viu o raiar do dia. Seu murmúrio disse à sua mãe que ele estava com fome, e ela — como toda mãe zelosa — o amamentou. Aos poucos, o lindo bebê vira o rosto e começa a prescrutar o mundo e ele não sabe que será estudado por vários cientistas. Suas habilidades serão observadas e até pelo modo como ele pensa. Isto porque Kanzi, o bonobo, mostra como são pequenas as diferenças entre fera e homem.
Um estudo brasileiro acaba de contestar uma ideia largamente aceita desde o século XIX: a de que a maior capacidade cognitiva do ser humano se deve a seu cérebro relativamente avantajado. Os resultados mostram que o tamanho e o número de neurônios do cérebro humano são compatíveis com os de um primata de nosso porte – nem maiores, nem menores do que o esperado.
O macaco-prego desceu da árvore, caminhou pelo chão em postura bípede até uma palmeira baixa, coletou um coquinho e levou-o correndo a uma rocha plana. Depois, ainda apoiado sobre duas pernas, ajeitou o fruto sobre a superfície dura, ergueu acima da cabeça com as duas mãos uma pedra solta e desferiu um golpe certeiro sobre o coquinho. Tudo muito coordenado. Repetiu as pancadas até rachar a casca e expor a castanha nutritiva, sua refeição. Outros indivíduos do bando esperavam a vez para quebrar os próprios frutos naquela bigorna natural enquanto filhotes observavam atentos.