O maravilhoso pio da Águia Espacial

A Nebulosa da Águia está situada a cerca de 6.500-7.000 anos-luz da Terra. Se viajássemos à velocidade da Luz (e nada viaja mais rápido que a Luz) demoraríamos quase 7 mil anos para chegar lá. É muito tempo. E isso sem contar com a dilatação espaço-tempo. Esses “quase 7 mil anos” são válidos apenas dentro da nave. A imagem acima, feita pelo Hubble, é apenas um pequeno trecho desta nebulosa; batizado de Pilares da Criação, estas estruturas são absurdamente enormes, com anos-luz de altura… ou pelo menos era assim há muito, muito tempo. Eles não existem mais, e se ainda os vemos, é por causa dos truques que a luz nos prega. Lembram que eu falei que demora quase 7 mil anos na velocidade da luz? Pois é.

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Hubble: uma viagem que não foi feita. Ainda!

O que você veria se pudesse voar para o Recife Cósmico? A nuvem nebulosa NGC 2014 parece um recife oceânico que reside no céu, especificamente no LMC, a maior galáxia satélite da nossa Via Láctea. Uma imagem detalhada desta nebulosa distante foi tirada pelo Telescópio Espacial Hubble para ajudar a comemorar 30 anos de investigação do cosmos. Dados e imagens deste recife cósmico foram combinados no modelo tridimensional apresentado no vídeo a seguir.

Todos esses dados e animados por computador. Mesmo porque, não é assim que os telescópios “enxergam”. Ainda assim, é magnífico ver estas imagens.

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As novas imagens de Saturno trazidas pelo Hubble

Saturno é o Senhor dos Céus. Um magnífico, enormemente gigante e maravilhoso planeta. Seus anéis e satélites são um sistema à parte e estudar Saturno é entender como o próprio Sistema Solar se formou e atua.

O Hubble está meio velhinho, mas sábio e enxergando como nunca. Ele a todo momento nos traz coisas que não tínhamos visto antes. É preciso uma confluência de geometria, óptica e sorte, também. Quando essas três componentes estão em sintonia, acontece do magnífico telescópio trazer até nós novas e incríveis imagens.

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Hubble descobre vapor d’água em exoplaneta

O K2-18b chamou a atenção de todo mundo. Foi descoberto água lá. Mas calma, não é água líquida, e sim, tem importância. Apesar das imagens do Hubble indicarem a presença de água no estado de vapor, alguns estão teorizando que tem até nuvens lá. Só que nuvens são água no estado líquido, e a assinatura molecular é diferente.

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Pesquisa encontra sal em Europa. Pesquisadora surta e diz que pode ter vida lá

Eu gosto das associações que costumam fazer. Algumas, totalmente despropositadas. Outras, têm até um motivo para a associação e esse motivo é simplesmente ser notado. Tive um belo vislumbre disso ao ler uma pesquisa científica que determinou a presença de cloreto de sódio (o sal de cozinha, você sabe) em um lago de Europa (o satélite de Júpiter e não o continente).

Uma das conclusões da pesquisadora é que isso podia ser indício de ter seres vivos lá.

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Hubble registra Phobos passando por Marte

O Telescópio Espacial Hubble continua firme e forte dando uma zoiada pelo Universo enquanto ainda não é descomissionado de vez, o que eu espero que nunca aconteça porque… bem, é o Hubble, né? Dessa vez, ele estava registrando umas imagens de Marte, quando o pequeno satélite Phobos estava em sua órbita normal e acabou sendo registrada pelo Hubble, mas tão pequena que é este satélite que ele parece uma pequena estrela.

Ao longo de 22 minutos, o Hubble levou 13 exposições separadas, permitindo que os astrônomos criassem um vídeo de lapso de tempo que mostra o caminho orbital de Phobos. As observações de Hubble foram destinadas a fotografar Marte, e o “Hello Ladies” de Phobos foi um bônus.

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Hubble descobre planetão gigante com estratosfera quente feito diabo

Ele está velhinho, mas ainda dá no couro, fazendo a alegria de muita gente. Não, não estou falando do seu Antenor, 70 anos, 32 filhos, o mais novo com 7 anos. Estou falando do Telescópio espacial Hubble, que está de olho em tudo pelo Universo afora (ok, ele não fica tomando conta da vida do seu Antenor). A mais recente descoberta é num exoplaneta. Não que exoplanetas sejam mais novidade (tá bem, são!). mas o interessante foi o que foi descoberto num exoplaneta: a comprovação de uma estratosfera.

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Um possível buraco negro se formando vindo de uma supernova que falhou

Uma equipe de astrônomos da Universidade Estadual de Ohio assistiu a uma estrela desaparecer e possivelmente se tornar um buraco negro. O diferencial é que esta estrela não tinha se tornado uma supernova, como a teoria corrente diz.

A equipe usou telescópios espaciais Hubble e Spitzer da NASA e o Grande Telescópio Binocular para observar e monitorar a estrela ao longo da última década. Se confirmado, esta seria a primeira vez que alguém testemunhou o nascimento de um buraco negro e a primeira descoberta de uma supernova falhada.

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Raio-X das turbulências de Perseus

O cluster de Perseus é um aglomerado de galáxias na constelação Perseus e é um dos objetos mais massivos do universo conhecido, contendo milhares de galáxias imersas em uma vasta nuvem de gás de vários milhões de graus. O telescópio espacial Hubble e o telescópio de raios-X Chandra captaram imagens quando um aglomerado de galáxias pequenas passou perto do cluster, perturbando os gases, formando o que chamamos  de onda de Kelvin-Helmholtz.

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A atmosfera de um planeta parecido com Netuno, só que não tão parecido

Quanto mais aprendemos, mais temos a aprender,. Quanto mais descobrimos, mais aprendemos. Quanto mais aprendemos, vemos que tem mais a se descobrir e isso nos explica muito sobre o que temos aqui perto de nós. Quando nós estudamos exoplanetas, muitas respostas aparecem que ilustram coisas que acontecem em planetas do nosso Sistema Solar.

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