Zé Ruela sai de casa e vai pra Washington com uma guilhotina a tiracolo… porque sim!

Existem maneiras mais discretas de chegar a Washington, D.C. Você pode pegar um avião, um trem, um ônibus ou, se estiver particularmente disposto a contemplar a decadência da civilização ocidental, dirigir desde a Califórnia. Agora, atravessar a Murica Fuck Yeah! numa caminhonete carregando uma guilhotina na caçamba e estacionar nas proximidades do Capitólio é uma escolha que exige um certo compromisso com o espetáculo. E foi exatamente isso que um Zé Ruela de 35 anos resolveu fazer, já que não bastava estacionar errado. Era preciso acrescentar à infração uma mensagenzinha implícita.. ou não tão implícita assim.

Decapitando e andando pelas estradas da loucura, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Zé Ruela sai de casa e vai pra Washington com uma guilhotina a tiracolo… porque sim!”

Drone gringo joga pimenta para conter gente doida atirando em escolas

Os Estados Unidos têm um problema sério com ataques de gente surtada armada varando geral em escolas. Eu até entendo quando olho para os meus alunos, mas alguns casos são meio extremos. Combater isso não é simples: dá para colocar detectores de metal na entrada, reforçar o policiamento, aumentar a segurança… só que nada disso parece resolver de verdade. Foi aí que surgiu a solução definitiva: uma versão Terminator baiano tacando pimenta no lazarento que resolve se meter numa escola com fuzil.

Esse tipo de cena a gente imaginaria em algum filme futurista dos anos 90, cheio de neon nos prédios e robôs patrulhando tudo, só faltando o Juiz Dredd aparecer. Só que o caso em questão é o de hoje e já está a caminho de algum corredor de uma escola pública da Geórgia; o robô gigante trocado por um drone de plástico e a arma por um borrifador de pimenta. A vida imita a arte, mas em versão econômica, com orçamento de prefeitura. Continuar lendo “Drone gringo joga pimenta para conter gente doida atirando em escolas”

O vaso de guerra que perdeu a guerra para o vaso com cocô

A Marinha dos Estados Unidos opera com um orçamento anual na casa dos US$200 bilhões. Uma quantia tão colossal que quase exige trilha sonora de música clássica e um pedido formal de desculpas à realidade e o motivo você vai saber enquanto estiver lendo o texto. Por enquanto, basta saber que esse montante visa projetar poder global, manter frotas inteiras, desenvolver tecnologias que beiram a ficção científica e, em tese, assegurar que a máquina militar mais sofisticada do planeta funcione, inclusive no básico.

Pelo menos, no papel. A realidade costuma ser mais sacana, como um naviozão gigantão dominado por um cagalhão. Continuar lendo “O vaso de guerra que perdeu a guerra para o vaso com cocô”

Homem-Foguete deixa pessoas alarmadas. Flórida, é claro!

O Planeta Flórida é um lugar bem peculiar, esquisito, estranho e Além da Imaginação. Tenho certeza de que o Rod Sterling escreveu o Manual de Usuário da Flórida, onde a bizarrice é ordem do dia, uma espécie de Uttar Pradesh com dinheiro. Como o lugar deve emanar eflúvios ou radiação ou algo assim, o Florida Man e a Florida Woman são um quesito diferenciado de seres humanos.

Um exemplo é o ex-membro da Força Aérea Americana, Michael Nipper, que aparentemente acordou num domingão, 22 de março, com um plano simples: conquistar o mund… er… quero dizer, seu plano era transportar um carregamento pela Interstate 4. A carga estava disposta da maneira mais chamativa possível. Nada de cobertura, nada de discrição, nada de bom senso: eram mísseis (ou quase). Continuar lendo “Homem-Foguete deixa pessoas alarmadas. Flórida, é claro!”

Quando Nova York quis se divorciar dos EUA

Acho que, na psique das pessoas, quando você fala “Estados Unidos”, todo mundo pensa na Estátua da Liberdade e na própria Nova York, um ícone de civilização ocidental. Eu posso assegurar que ninguém pensa em Pascagoula, Mississippi, quando se fala na Murica. O que as pessoas não sabem é que, em 1860 o prefeito de Nova York andava de ovo virado e resolveu transformar a maior metrópole americana num paraíso comercial sem compromisso com ninguém além do próprio lucro. E olha, quase deu certo. Continuar lendo “Quando Nova York quis se divorciar dos EUA”

Donald Trump finalmente começa a guerra


Sim, a bola tá errada. Dane-se você também!

E ATENÇÃO, ATENÇÃO! O presidente dos Estados Unidos da América, Donald John Trump, no uso de suas atribuições, ignora apelos pela paz mundial e dá o tiro inicial do que será conhecido pelos livros de História como a Terceira Guerra Mundial. Trump será responsável por várias lutas internas e externas, e isso poderá ser o fim da Era como nós a conhecemos. Seu modo direto e incisivo pode custar vários problemas e frentes serão formadas para defender ou ataca-lo.

Trump declarou que “soccer” é o cacete, NFL não faz sentido e o correto mesmo é football, bola no pé, e não caroço de azeitona nas mãos.

Chutando para marcar mais um gol no placar da loucura, esta é a sua SEXTA INSANA!! Continuar lendo “Donald Trump finalmente começa a guerra”

Quando sacos de alimentos ajudaram a aquecer corpos e corações

Eu fui a uma loja de roupas hoje. Tinha de todo tipo: as modernas dry-fit, as de poliéster com algodão, as de algodão puro. Uma miríade de roupas de todo tipo de preço (obviamente, não sou de frequentar lojas que cobram caríssimo. Então, em algum momento eu fiquei pensando como era a vida há 100 anos. Você estudou (ou, pelo menos, seu professor tentou ensinar) que em 1929 foi o estopim da Grande Depressão. Não entrarei em detalhes sobre isso. Mas uma coisa eu sei: comprar roupas naquela época era difícil, como tudo naquela época era difícil. Continuar lendo “Quando sacos de alimentos ajudaram a aquecer corpos e corações”

A Revolta dos Jornaleiros de 1899

Não, não estou falando dos pseudojornalistas que cobrem celebridade e influencers. Estou falando de jornaleiros, mesmo. Gente que vendia jornal, principalmente crianças. Conhecidos como “newsies”, em inglês (news = notícias), eram em sua maioria crianças com apenas sete ou oito anos de idade, trabalhando para ajudar a sustentar os pais. Eles eram responsáveis pela distribuição dos principais jornais da cidade. De mãos calejadas e vozes estridentes, eles anunciavam as manchetes do dia em esquinas movimentadas, independentemente das condições climáticas ou das horas.

O que poucos imaginavam era que, em julho de 1899, estes pequenos trabalhadores protagonizariam um dos mais significativos movimentos grevistas infanto-juvenis da história americana, desafiando gigantes do jornalismo como William Randolph Hearst e Joseph Pulitzer.

Esta é a história de um dos maiores movimentos lutando por direitos trabalhistas. Continuar lendo “A Revolta dos Jornaleiros de 1899”

Oregon: o eterno balé entre a Terra e o Céu

Há um lugar onde a natureza sussurra segredos antigos e o tempo se dissolve em pura magia. Este é o estado norte-americano do Oregon, um reino encantado onde cada paisagem é uma obra-prima esculpida pela mão invisível do universo. O Oregon é apelidado de “The Beaver State”, embora isso não tenha sido oficializado pela legislatura do Oregon, mas com certeza o castor é o animal oficial do estado, aparecendo inclusive na sua bandeira. O apelido surgiu no início do século XIX, quando chapéus de pele estavam na moda e os riachos do Oregon eram uma fonte importante de peles de castor.

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Trump foi eleito. And now, Joseph?

E agora… nada. Donald Trump, o cara que muitos julgaram que era um azarão, que não tinha capacidade de passar nem das primárias, foi eleito nessa madrugada como presidente da tida como Nação Mais Poderosa da Terra. Não sei se este termo ainda é aplicável hoje, mas não faz diferença. Com isso, os Republicanos estão rindo de orelha a orelha. Concentram a maioria no Congresso, tanto na Câmara dos Deputados quando no Senado. Com a eleição de Trump, o Executivo e Legislativo estão sob domínio da ala conservadora.

Mas o que isso significa de fato?

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