O Google Maps de uma tumba

Este garotão aí de cima é nosso amigo Amun-her-khepeshef (normalmente, vem um “C” depois, porque teve outros Amun-her-khepeshefs antes). Ele foi rei que mandou e desmandou no Egito por oito anos e dois meses, pertencente à 20ª Dinastia, o que nos situa em mais ou menos final do século XII A.E.C., uns 6 mil anos antes do surgimento do mundo, para o caso de você ser fundamentalista. Continuar lendo “O Google Maps de uma tumba”

A longínqua voz perdida do sacerdote que pode ser ouvida hoje

Sabeis vós, ó Príncipe, que aqui, que vos se apresenta, é a última morada de Natsif-Amon, o Sacerdote. Culto que era, este Portador do Incenso descansa depois de uma vida inteira dedicada aos seus ancestrais como nobre e escriba, desempenhando funções importantes no reino. Hoje, Alteza, ele repousa aqui, que gerações futuras e incultas chamarão de “Karnak”. Sim, meu príncipe, eu tenho o dom de ver o futuro, assim como o passado dos antigos reinos que lhe antecederam. Vós, que sois um Ptolomaico, sabe da importância de resguardar a nossa História.

Escutai, ó Príncipe, as vozes que emanam daqui. As vozes surdas que murmuram nossas conquistas, nossas realizações, nossas proezas e riquezas jamais vistas. Escutai a voz de Natsif-Amon, o Sacerdote. A voz que que será ouvida daqui a séculos, levando a mensagem de nossa grandeza, ó Príncipe!

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Pesquisadores estudam o DNA de antigos egípcios

O Egito é tão fascinante quanto dinossauros. O motivo é o mesmo: eles existiram (exceto se você for fundamentalista). Assim como dinossauros são monstros que efetivamente existiram, egípcios são aquela civilização fodona digna do Conan que existiu e ainda é respeitada até hoje. Sim, mesmo com assírios e babilônios, egípcios são “OS CARAS”.

Claro, por muito que se aprenda sobre o Egito, mais falta a aprender. Por isso, uma equipe internacional resolveu saber mais sobre o segredo escondidos em suas múmias. Eles recuperaram e analisaram o DNA de múmias egípcias que datam de aproximadamente 1400 A.E.C. a 400 E.C.

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O que é mumificação

Soldados! Aqui, 4000 anos de história vos contemplam. Aqui, tesouros vos aguardam! Não o tolo ouro, cujo valor varia de sociedade para sociedade. O principal tesouro é a cultura, a Ciência, os segredos escondidos aqui, mas conservados nelas, nas múmias.

O que são, como se formam? Quais os mistérios que a Química pode revelar no estudo das múmias? Egiptologia? Não, eles não foram os únicos a desenvolver técnicas de mumificação,

Mas que é essa mumificação? Por que as sociedades mumificavam? Quem eram essas pessoas? Vistam seus jalecos e coloquem um fedora. Corram pra biblioteca e abram o LIVRO DOS PORQUÊS.

A causa mortis que deu fim ao Faraó-oh-oh-oh é desvendada

Ser rei nunca foi fácil. Se o pessoal hoje em dia já sente ciúmes do seu fusquinha porque eles andam de ônibus lotado (ou sentem as maravilhas do calor humano do metrô de São Paulo), imagine comandar um vasto império como o Egito, Egito-ê. Todo mundo é suspeito e até mesmo o inspetor Poirot ficaria em dúvidas. O segundo faraó da 20ª Dinastia estava caminhando placidamente pelo seu palácio. No sagrado ano de 1155 A.E.C., a tragédia (solo de tambores) abateu-se sobre o Império do Nilo. O filho de Rá sucumbiu à conspiração e seu fim foi decretado.

Mais de 3000 anos são investigados por detetives do século XXI que querem saber: o que diabos aconteceu?

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Tutancâmon, efeminados e monoteísmo

Tutancâmon é o egípcio mais famoso. Depois dele só o Yul Brynner, digo, Ramsés II. Ramsés está mais para um Stallone, já que saiu na porrada com os hititas e foi chefiando o exército egípcio na Batalha de Kadesh (que na verdade acabou no 0 x 0, mas cada povo alegou que tinha saído vitorioso, provando que marketing político não é coisa recente). Tut está mais pro Justin Bieber ou algum ex-BBB. Ficou famoso, ninguém sabe ao certo como e o pessoal tá doido pra ver o cadáver.

Há uma aura de mistério na morte de Tut, o faraó menino, que não era tão menino assim para os padrões daquela época, já que o cabeçudo era casado já. Agora, pesquisadores se debruçam sobre uma questão meio incômoda: Por que Tut tinha um semblante mais feminino? E isso não era exclusivo dele. Quais os segredinhos purpurinados que ele esconde?

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Tutancâmon cai na rede

Tutancâmon foi rei egípcio pertencente à XVIII dinastia, nascido em 1341 A.E.C. e bateu as sandálias em 1323 A.E.C. Subiu ao trono aos 10 anos, reinou por nove e morreu aos 19 anos. Há uma séria discussão se ele morreu de “morte morrida” ou de “morte passada o cerol”, mais provavelmente, a última. O Rei Tut ficou mais famoso depois de múmia do que em vida. Sua tumba foi descoberta em novembro de 1922 pelo arqueólogo Howard Carter, patrocinado por Lord Carnarvon.

Hoje, Tut repousa eternamente em seu sarcófago, depois que meio mundo andou revirando sua múmia pra lá e pra cá, metendo a mão em locais que nem mesmo os oficiais da TSA ousariam enfiar (eu acho). Agora, Tutancâmon, apesar de não ser baiano, está alegre e descansado em sua rede, e todos o chamam de “meu rei”.

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Novos túmulos encontrados em Gizé

Uma coleção de túmulos que pertencem aos trabalhadores que construíram pirâmide de Khufu (2609-2584 A.E.C.) – mais conhecido pelo seu nome em grego, Quéops – foi descoberta na área dos túmulos dos operários sobre o planalto de Gizé, conforme anunciado pelo Ministro da Cultura, Farouk Hosni. Ele acrescentou que os túmulos foram encontrados por uma equipe de escavação egípcia liderada pelo Dr. Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades. Dr. Hawass disse que as tumbas são datadas da 4ª dinastia e pertencem aos operários que construíram as pirâmides de Khufu e Quéfren (2576-2551 A.E.C.).

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