
Existe uma imagem que o mundo ocidental tem do crocodilo: aquele matusquela cabisbaixo nas margens lamacentas de um rio africano, imóvel como um tronco mal-humorado, esperando pacientemente que algum gnu distraído chegue perto o suficiente para se arrepender. Pois bem, essa imagem tem lá seus 200 milhões de anos de atraso. Porque antes que a preguiça se tornasse a filosofia oficial do grupo, houve quem corresse. E RÁPIDO!
Pesquisadores identificaram uma nova espécie de crocodilomorfo do período Triássico, encontrada em Gloucester, no sudoeste da Inglaterra, com cerca de 215 milhões de anos de existência e uma silhueta que não tem absolutamente nada a ver com o que imaginamos hoje quando pensamos em crocodilo. O bicho tinha pernas longas e esguias, corpo leve e uma constituição física adaptada para a velocidade em terra firme. Não vivia na água, nem ficava como um Zé Ruela esperando a presa. O serzão malvadão caçava. Continuar lendo “O professor que virou um crocodilo corredor”


“Convergência” é o nome que se dá ao processo evolutivo em que duas espécies distintas – até mesmo de classes diferentes – acabam convergindo para alguma característica semelhante. Um perfeito exemplo são os golfinhos (mamíferos) e tubarões (peixes), que possuem morfologia externa semelhante, ainda mais que ambos vivem no mar, e qualquer diferencial que propicie uma vantagem hidrodinâmica garante o almoço ou escapar de ser o almoço. Por convergência, eles acabaram com um formato bem parecido.
Qual a semelhança entre jacarés, aves e dinossauros? Novas descobertas mostram que quando os dinos começaram a dominar a Terra, havia menos oxigênio atmosférico do que existe hoje em dia. Tomando por base indícios de ancestrais comuns às aves e aos répteis, a descoberta traz novas reflexões sobre nossa compreensão do processo evolutivo de jacarés e aves.