MEC diz que Big Bang é o cacete e devemos privilegiar cosmologia indígena

Os anasázis era um grupo de nativos-americanos, que viviam na região sudoeste do atual Estados Unidos da América. os primeiros assentamentos datam de cerca do ano 100 AEC e seu florescimento durou até o início do século XIV, em que eles sumiram misteriosamente. PUF! Ninguém sabe quem eram, não se sabe nem como eles mesmos se chamavam. Os navajos os chamam de Anaasází (“ancestrais de nossos inimigos”), mas outros os chamam de Povos Antigos e, mais tarde, de Pueblos (“aldeia” ou “vila”).

Os anasázis era uma civilização com certo avanço tecnológico. Eles construíam casas e prédios. Suas construções eram feitas de adobe (um tijolo que não era o “nosso” tijolo, pois ele não era cozido), tinham agricultura, criavam gado e contemplavam as estrelas. Assim como outros povos, eles tinham observatórios astronômicos (PDF).

O MEC, ciente da nossa carência educação em termos de Ciência, excluiu do currículo do Ensino Fundamental e Médio a obrigatoriedade de ensinar sobre civilizações greco-romanas, além de achar que não se pode apenas ensinar Big Bang, tendo que dar espaço para a cosmologia de povos indígenas. Bem, estavam falando dos anasázi, certo?

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Uma carta ao mestre, com carinho

Eu creio que a parte mais emocionante do primeiro episódio da nova série Cosmos, apresentada por Neil deGrasse Tyson, é o relato dele quando conheceu Carl Sagan. Os olhos de Neil faiscaram ao se lembrar do homem que Carl Sagan era, a ponto de oferecer sua casa para o jovem Neil, com então 17 anos, passar a noite, caso não houvesse ônibus por causa da nevasca.

Neil escreveu uma carta a Carl, com a dedicação e apreço que um padawan se dirigiria ao mestre Jedi. E esta carta diz:

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Nas margens do Oceano Cósmico, eu sentei e chorei

Eu vi Cosmos ontem. Não quis ver em streaming, não corri para ver assim que apareceu para baixar (sim, baixei. Chama a Polícia Federal aí, anda!). Cosmos não é como uma série qualquer como CSI. Séries assim são que nem cerveja, pode-se ver a qualquer hora, em qualquer lugar, sem precisar de motivo. Cosmos é um vinho fino, digno de ser saboreado com uma companhia especial, à luz de velas e o crepitar da lareira ao fundo. Cosmos é tudo o que houve, tudo oque existe e tudo o que haverá. É algo que nos esmaga frente à sua grandiosidade do sabor de uvas bem colhidas e a sensibilidade de um delicado copo de cristal.

Cosmos sou eu e você.

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