A alquimia dos pigmentos medievais

Eu gosto muito dos livrões medievais, principalmente os que vem com iluminuras. As cores eram fantásticas e a técnica complexa.Se fazer um pergaminho já era muito trabalhoso, que dirá preparar e aplicar os pigmentos daquelas artes, e quanto mais artísticos e colorido,maior era o valor do livro (que era mais uma decoração do que efetivamente para leitura).

O problema é que os artistas medievais tinham que fazer suas próprias tintas, ou encomendar. A Alquimia dessa época estava se distanciando do seu misticismo (mas não muito), e enveredava como ciência, para futuramente se tornar aquilo que nós conhecemos como Química. Pigmentos vibrantes eram usados por maceração de substâncias coloridas sólidas e misturadas com ligantes. O resultado tem nos maravilhado ao longo dos séculos.

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Animais se amarram numa fruta colorida


Tem uma fruta vermelha nesta foto

Plantas passam por processo de Evoução por Seleção Natural também. Todo mundo sabe disso (exceto os que acham que isso é absurdo, apesar de acreditarem em cobras falantes). Como todo ser vivo, plantas têm mecanismos para continuar a se alastrar pelo planeta. Para tanto, precisa dispersar sementes. As mais bem sucedidas arrumaram um modo bem eficiente: alguém comer suas sementes e “descomê-las” pelo caminho. Mas como comer essas sementes? As mais bem sucedidas entre as mais bem sucedidas arrumaram um embrulho todo especial: frutos. E qualquer embaladgem precisa ser atrativa aos seus consumidores. Por isso que as de cores mais fortes conseguem atrair mais animais frugívoros.

Essa ideia é bem amarrada e explica muita coisa. Mas ela só se sustentaria se os outros animais enxergassem da mesma maneira que nós, o que sabemos não ser o caso. Então, por que diabos os frutos são tão coloridos do jeito que são?

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As pinturas antigas que apresentam uma cor azul mais antiga ainda

Um dos grandes problemas na produção de corantes é que eles são muito difíceis de se obter. Antes de Perkin (algum dia teremos artigo sobre ele), os corantes eram produzidos praticamente por processo artesanal, valendo-se de produtos naturais. Antes dos corantes sintéticos, valia-se de raízes, frutos, solo e animais para se obter cores, e elas não eram em tão grande variedade. Para os artistas trabalharem, era uma dor de cabeça já na Renascença, agora imagine na Antiguidade!

Ao examinar antigos quadros, especialistas deram de cara com algo inusitado: o azul egípcio. Uma tonalidade de cor que os romanos usavam para controlar os tons de seus quadros e murais. Mas como assim azul egípcio?

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Antigas cores de seres do passado

Cores são muito mais que beleza. O conceito de "beleza" é puramente subjetivo. No mundo natural, as coisas são o que são e se for em termos de biologia, não foi pra ser bonitinho, mas alguma utilidade tem. Camaleões não mudam de cores porque é fashion, assim como zebras não estão de pijama, e se você pensa que isso é de agora, está totalmente enganado.

Pesquisadores suecos estudam fósseis de animais marinhos e determinam quais as cores que eles tinham e, melhor ainda, por que eles tinham.

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Quantas cores tem o arco-íris?

Estava eu na minha sala hoje, quando dois alunos chegaram e me pediram para intermediar uma aposta (não com essas palavras, óbvio). A  aposta girava em torno de quantas cores há no arco-íris. Um deles estava triunfante que eram sete. Mas a Natureza é mais ardilosa do que eles imaginavam. Infelizmente, o aluno perdeu a aposta, e veremos o motivo em mais um capítulo do Livro dos Por quês.

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