Um primata nada especial

Um estudo brasileiro acaba de contestar uma ideia largamente aceita desde o século XIX: a de que a maior capacidade cognitiva do ser humano se deve a seu cérebro relativamente avantajado. Os resultados mostram que o tamanho e o número de neurônios do cérebro humano são compatíveis com os de um primata de nosso porte – nem maiores, nem menores do que o esperado.

Os pesquisadores, liderados pela neurocientista Suzana Herculano-Houzel, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriram que o cérebro humano tem 86 bilhões de neurônios – e não 100 bilhões, como se acreditava anteriormente. Esse número – na verdade apenas uma estimativa de ordem de grandeza – era amplamente difundido até então, tanto que batiza um livro e a coluna que Roberto Lent – professor da UFRJ e co-autor do trabalho – mantém na Ciência Hoje On-line. Continuar lendo “Um primata nada especial”

Pareidolia e o Vale da Estranheza

A pareidolia é o fenômenos de ver e ouvir coisas que não estão lá. Trata-se meramente de nossa capacidade de reconhecimento que entra em curto e queremos ver coisas que, em princípio, não estão lá. Mas, as semelhanças fazem com que façamos ligações mediante nossa vivência. Assim, pessoas vêem Jesus em torradas, monstros em explosões e santas em vidraças.

Aliado a isso, algumas vezes temos sensações desconfortáveis, onde não gostamos do que vemos ou mesmo o repudiamos, à medida que alguma coisa tenta ser algo, mas não consegue chegar perto. É o Vale da Estranheza.

O presente artigo esmiuça nossa herança evolutiva, correlaciona a nossa capacidade de reconhecermos rostos desde nosso nascimento, e como isso nos influencia ao ver o mundo que nos cerca.

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Pareidolia e o Vale da Estranheza

pareidoliaA pareidolia é o fenômenos de ver e ouvir coisas que não estão lá. Trata-se meramente de nossa capacidade de reconhecimento que entra em curto e queremos ver coisas que, em princípio, não estão lá. Mas, as semelhanças fazem com que façamos ligações mediante nossa vivência. Assim, pessoas vêem Jesus em torradas, monstros em explosões e santas em vidraças.

Aliado a isso, algumas vezes temos sensações desconfortáveis, onde não gostamos do que vemos ou mesmo o repudiamos, à medida que alguma coisa tenta ser algo, mas não consegue chegar perto. É o Vale da Estranheza.

O presente artigo esmiuça nossa herança evolutiva, correlaciona a nossa capacidade de reconhecermos rostos desde nosso nascimento, e como isso nos influencia ao ver o mundo que nos cerca.

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Reprogramando o cérebro contra as drogas

por Nikhil Swaminathan

Pela primeira vez, cientistas identificaram transformações de longo prazo no cérebro de camundongos que podem trazer alguma luz à questão da dependência de drogas – nesse caso, de metanfetaminas – e da enorme dificuldade de se livrar do hábito. As descobertas, relatadas na publicação especializada Neuron, podem abrir caminho para novas maneiras de acabar com a necessidade de drogas – e ajudar os dependentes a se libertarem delas.

Utilizando um rastreador com pigmento fluorescente, os pesquisadores descobriram que camundongos que receberam metanfetaminas por 10 dias (mais ou menos o equivalente a uma pessoa fazer uso da droga por dois dias), tiveram a atividade suprimida em uma determinada área do cérebro. Para a surpresa dos cientistas, essa área não voltou a funcionar normalmente nem quando a droga deixou de ser oferecida, mas recuperou suas funções quando eles administraram uma única dose da droga novamente, depois que os camundongos já estavam em “abstinência”. Continuar lendo “Reprogramando o cérebro contra as drogas”

Você é mentiroso? Pergunte a seu cérebro

A simples possibilidade de ser interrogado – pelo pai ou pela mãe, pelo chefe ou outra pessoa importante – é suficiente para fazer com que a pressão sanguínea, o ritmo cardíaco e a respiração aumentem. Mas, ao contrário da sabedoria popular, esses sinais de ansiedade não são indicadores confiáveis da honestidade de alguém. É por isso que os pesquisadores estão se voltando para o cérebro para separar os mentirosos dos honestos. Continuar lendo “Você é mentiroso? Pergunte a seu cérebro”

Ameba “devoradora” de cérebros já matou 6 nos EUA

amebacerebro.jpgParece ficção científica, mas é verdade: uma ameba assassina que vive em lagos, invade o corpo humano pelo nariz e ataca o cérebro, onde o devora até matar a pessoa infectada.

Embora os encontros com o microrganismo sejam muito raros, ele já matou seis meninos e rapazes nos Estados Unidos neste ano. O pico no número de casos tem preocupado agentes de saúde americanos, que estão prevendo mais casos no futuro. “É definitivamente um problema que temos de acompanhar”, diz Michael Beach, especialista dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) dos EUA. Continuar lendo “Ameba “devoradora” de cérebros já matou 6 nos EUA”