Avestruzes pararam de voar quando os dinossauros desapareceram

avestruz.jpgDinossauros foram os dominantes supremos da Terra, há alguns milhões de anos. Sua presença afetou o processo evolutivo de outras espécies, já que aqueles seres que não estavam adaptados para fugir dos grandões, acabavam virando banquete. Em contraposição, com o sumiço dos dinos, quase todas as espécies de animais tiveram uma nova linha evolutiva que pudessem seguir. Dessa forma, aves como a ema e o avestruz dispunham de maior quantidade de alimento, acabaram tornando-se mais gordos e não tinham mais necessidade de voar, segundo pesquisadores australianos.

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Ecolocalização: o fator que une morcegos e baleias

Se você já viu algum filme com submarinos, você deve ter ouvido falar do sonar. Submarinos não podem usar radares embaixo d’água, por causa do meio envolvente. Assim, usam algo melhor: ondas sonoras. A velocidade do som é diretamente proporcional à densidade do meio no qual ele se propaga; e é por causa disso que o som não se propaga no vácuo, pois o som é uma onda mecânica e não eletromagnética.

Antes do homem ter inventado aparelhagens que usam ondas sonoras para mapearem o meio à sua volta, morcegos e baleias dentadas já faziam isso, mas de uma forma um tanto diferente, mas não menos eficiente mediante às suas necessidades. Obviamente, alegarão que isso é um projeto “inteligente”, mas não me importo com gente que acha que tudo é perfeito, assim como vírus, bactérias e as mortes horrorosas que ambos podem causar. Enfim…

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Grandes Nomes da Ciência: Ray Solomonoff

Para larga maioria das pessoas, computadores se resumem em acessar a Internet e postar besteiras nos Orkuts da vida, servindo de modelo para a imbecilidade humana, virando vedete dos sites que mostram as tosqueiras que andam naquele ninho de aborrecentes acéfalos.

Este não foi o caso de Ray Solomonoff, o homem que desenvolveu uma paixão pelos teoremas matemáticos que duraria toda a vida. O homem que estudou como transformar um tema da Ficção Científica em realidade, pois ele fez parte de um certo projeto do Dartmouth College que seria amplamente conhecido com o nome de Inteligência Artificial. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Ray Solomonoff”

Pegadas de milhões de anos questionam atual processo evolutivo dos tetrápodes

pegadas_varsovia.jpgDando um giro pelo mundo e encontramos direto da Polônia, com sugestão do nosso espião, o Sabino: Algumas pegadas fossilizadas de 395 milhões de anos foram descobertas na Polônia, pertencentes a um animal vertebrado com membros em vez de aletas emparelhadas (o chamado tetrápode). 00-à-esquerda sabe que muitos criaBURRIcionistas usarão isso para desmentir a Evolução, coitados. Por isso, ele insistiu que eu explicasse o que diabos significam aquelas pegadas.

Ao contrário do que possam pensar, a descoberta coloca mais uma informação no cenário da Evolução, já que questiona a origem dos vertebrados terrestres, onde os fósseis encontrados até agora são de 18 milhões de anos. Isso significa dizer que temos não uma falha da Evolução (lamento, ela está mais do que provada em campo, in vitro e in silico), mas algo que a comprova como fato de MUITOS milhões de anos ANTES do que supunhamos. Assim, se você é mais um que acredita na Terra Nova (aquela bobagem da Terra possuir só 6000 anos), lamento, mas não muito. Mais foi mais uma pá de cal em seus sonhos. ;) Continuar lendo “Pegadas de milhões de anos questionam atual processo evolutivo dos tetrápodes”

Grandes Nomes da Ciência: Emily Rosa

rosa_emily.jpgTodos nós conhecemos pessoas que escreveram seus nomes no grande livro da história da ciência. Nomes como Copérnico, Newton, Darwin, Faraday, Lavoisier, Mendeleyev, Galileu, Einstein, Linus Pauling entre tantos outros que não dá para citar. No entanto, estes são os mais famosos, com uma produção científica de inegável importância; mas existem aqueles que contribuíram, contribuem e contribuirão muito para o avanço de nosso conhecimento, mas não necessariamente serão famosos e/ou conhecidos dos leigos. Sabemos que Stephen Hawkings é uma das maiores mentes científicas da atualidade, assim como sabemos que a pesquisa de Richard Dawkins na Biologia Evolutiva também é fenomenal. Contudo, abordarei nomes que 90% das pessoas não conhecem. Nomes de pessoas que deram grandes contribuições ou que se destacaram muito, mas que a publicidade não chegou a iluminá-los por completo. Quando a publicidade veio, foi embora e muitos não se lembram mais.

Pode-se pensar que para ser um bem cotado cientista, com trabalhos publicados e reputação entre seus pares demanda anos de preparação e estudo. Na larga maioria das vezes é verdade, mas também há aqueles que surpreendem e se destacam ainda bem jovens, muito jovens, muito jovens mesmo! Um perfeito exemplo disso foi uma menina que usou as bases do Método Científico e teve seu nome num artigo científico, ganhando notoriedade por ser a pessoa mais jovem a ter seu nome num artigo publicado num periódico científico com revisão por pares, chegando até mesmo a constar no livro Guinness, o livro dos recordes. O nome dessa menina é Emily Rosa (hoje com 23 anos) e ela foi capaz de desmascarar a pseudociência do Toque Terapêutico, ganhando admiração de cientistas e de pessoas que defendem que a pseudociência esteja bem longe das pessoas.

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Feliz Aniversário, Isaac!

isaac_newton.jpgHoje é dia 4 de janeiro, como coisa que vocês ainda não saibam. O que muitos não sabem é que hoje é aniversário de alguém querido e muito especial. Alguém que – como muitos que vieram antes dele, e outros que vieram depois – modificou o rumo da Ciência, lançando novos conhecimentos, novas reflexões e criou novos paradigmas para nossa humilde compreensão do universo.

Parabéns, Sir Isaac Newton, pelos seus 367 aninhos de vida,mas com um corpinho de 300.

Muitos blogs científicos já devem ter lotado a Internet com parabéns, mini-biografias, fofocas sobre sua suposta virgindade etc. Alguns simplesmente estão deixando passar em branco. Não importa, o importante é sabermos onde está a maior importância do legado que tio Isaaac nos deixou. Eu posso chamá-lo de tio, enquanto que o restante terá que tomar muito chá das 5 (e ler suas obras em latim) para ter essa honra e coleguismo. Para vocês: SENHOR Isaac Newton.

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Evolução pega no ato: Cientistas medem a rapidez da evolução no genoma

arabidopsis_thaliana.jpgSe me perguntarem como pode-se resumir Evolução Biológica em apenas três coisas, eu responderia com muita facilidade: Mutação, Seleção Natural e Tempo.

As mutações são a base de tudo e serve de mola mestra para o processo evolutivo. Tio Darwin sabia disso, hoje nós sabemos disso, criaBURRIcionistas negar-se-ão até a morte em saber disso. Não faz mal, o processo ainda está lá.

Mendell sabia que caracteres eram hereditários e passavam de pais para filhos. Quando ele fez suas experiências, ele propiciou mudanças no código genético de algumas plantas (como as ervilhas), modificando como os descentes seriam. Com isso, ele ia selecionando artificialmente as mudas. Preciso dizer o nome desse processo? Bem, como as mudanças que Mendell fez não afetava na capacidade da planta de sobreviver, os espécimes continuavam gerando descendentes, levando adiante as alterações genéticas em seu genoma, embora Mendell sequer imaginasse o que viria a ser descoberto e batizado com a sigla DNA.

Muitos anos mais tarde, colegas conterrâneos de Mendell, que trabalham no Instituto Max Planck de Biologia do Desenvolvimento em Tübingen, na Alemanha, juntamente com pesquisadores da Universidade de Indiana, em Bloomington, já foram capazes de medir pela primeira vez, diretamente a velocidade com que novas mutações ocorrem nas plantas. Suas descobertas lançam uma nova luz sobre um processo fundamental da Evolução. Eles explicam, por exemplo, por que a resistência a herbicidas pode aparecer dentro de poucos anos. A pesquisa foi publicada na edição de 1º de janeiro deste ano que se inicia da revistaScience. Eu até faria alguma piadinha sarcástica sobre ciraBURRIcionistas e sua visãozinha estreita do mundo, levando mais uma marretada no quengo, mas estou bondoso. Direi apenas: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH BANG!! Mais um tiro de canhão no barquinho feito de papel-bíblia.

Continuemos com a programação normal após o break.

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2010: O ano da vida artificial?

synthia Seres vivos são sistemas químicos fechados, capazes de se autossustentar, replicarem-se e capazes de evolução biológica. Até hoje os cientistas buscam a feitura de seres vivos em laboratório, ainda que bem primitivos. Ao que parece, talvez estejamos mais próximos disso do que pensávamos; entretanto, quando falamos em vida artificial, não estamos nos referindo em Exterminadores ou na deliciosa Daryl Hanna baixando o sarrafo no Harrison Ford. Estamos nos referindo realmente em organismos primitivos, como bactérias, que pode parecer pouco, mas seria um feito e tanto em termos de ciências biológicas. Continuar lendo “2010: O ano da vida artificial?”

Pesquisadores criam nova raça de peixes robóticos

Há muito tempo os engenheiros têm buscado na natureza pistas que os ajudem a construir robôs que se movam com algo parecido com a graça dos seres vivos. Apesar do uso de metal rígido e partes plásticas geralmente resultar em movimentos duros e mecânicos, uma equipe do Massachusetts Institute of Technology (MIT) está fazendo experiências com o uso de um único pedaço flexível de polímero de silicone e uretano para criar peixes robóticos que deslizem suavemente pela água como os de verdade.

Os peixes se movem por meio da contração dos músculos de cada lado do corpo, gerando uma onda que viaja da cabeça até a cauda. Para imitá-los, os pesquisadores do MIT criaram dois tipos diferentes de peixes-robô. Continuar lendo “Pesquisadores criam nova raça de peixes robóticos”

Dislexia: quando até mesmo gênios possuem dificuldade para ler

Dislexia é normalmente caracterizada pela dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras, na leitura precisa e fluente e na fala. em outras palavras, uma pessoa dislexa tem um probleminha na hora de se comunicar, pois muito dificilmente relaciona o som de certas palavras com sua grafia, ou na ordem em que as letras vêm expressas. Para um dislexo, “abóbora” e “abóroba” são a mesma coisa, em termos de escrita. Isso não tem nada a ver com idiotas que escrevem “mais” no lugar de “mas”. Isso é burrice, mesmo.

Nossa evolução cultural cunhou alguns alicerces em nosso meio de vida. Ficamos com a impressão indelével que pessoas cultas são senhores do mundo, bem falantes, excelentes redatores, oradores primorosos, charmosos, simpáticos e incrivelmente envolventes. De fato, somos, mas isso não é uma regra absoluta. Algumas pessoas inteligentes podem não possuir grandes capacidades de leitura e, sim, muitos gênios eram/são dislexos. Continuar lendo “Dislexia: quando até mesmo gênios possuem dificuldade para ler”