Quando o Sol está de mau-humor e dá um lembrete quem manda por aqui

Maio de 2024. Uma parte do Sol simplesmente explodiu. Não foi uma explosão qualquer, daquelas que você vê em filme B de ficção científica. Por alguns dias, bolhas magnéticas carregadas com bilhões de toneladas de plasma viajaram pelo espaço a velocidades 6.000 vezes maiores que um jato comercial, até colidirem com o campo magnético da Terra. O resultado? Auroras espetaculares visíveis em lugares onde auroras não deveriam existir, alguns satélites perdidos, agricultores americanos lamentando US$ 500 milhões em prejuízos e, claro, milhões de fotos no Instagram.

Mas aqui está o detalhe que deveria nos tirar o sono: essa tempestade solar foi uma das mais intensas em 20 anos, e ainda assim foi fichinha perto do que o Sol já nos aprontou antes. E perto do que pode aprontar de novo. Continuar lendo “Quando o Sol está de mau-humor e dá um lembrete quem manda por aqui”

Auroras: as maravilhas assassinas de tecnologia

Em 10 de maio de 2024, uma poderosa tempestade geomagnética desencadeou uma espetacular exibição da aurora boreal, visível até o México. No entanto, este fenômeno celestial deslumbrante trouxe consigo uma série de complicações terrestres, especialmente para os agricultores cujos tratores guiados por GPS ficaram desorientados no auge da época de plantio. Isso não é legal, e apesar de serem lidas vistas daqui da terra, elas, como tudo na Natureza, estão pouco se lixando para nossas dependências de tecnologias. Continuar lendo “Auroras: as maravilhas assassinas de tecnologia”

Auroras, tempestades coloridas e como seus eletro-eletrônicos podem ir pra vala

Toa vez que eu posto os belíssimos vídeos de auroras, dou uma explicação simples do porquê elas acontecem: por causa de partículas de alta energia, mas em verdade eu nunca dei detalhes. Também nunca falei em como o mesmo efeito que causa as auroras pode ser extremamente danoso para aparelhos eletrônicos. Continuar lendo “Auroras, tempestades coloridas e como seus eletro-eletrônicos podem ir pra vala”

As verdes cores de uma paisagem espacialmente linda

Eu não tenho postado timelapses sobre auroras, seja a boreal ou austral. Ou, pelo menos, só falando dela. Então, me peguei pensando sobre a Estação Espacial Internacional e a visão que eles tem lá de cima. A Aurora Boreal vista da Estação Espacial Internacional é uma das maiores maravilhas; um espetáculo de cores vibrantes que se desenrola perante olhos que nunca se cansam de ver as maravilhas do Universo, presenciando uma dança em harmonia esplêndida, criando uma das visões mais impressionantes da natureza.

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A magnificência austral de uma aurora

Os Pólos (Norte e Sul) são os pontos mais extremos da Terra, em termos de distância, não de altura, lógico. Todos queriam ir até lá, vencer o desafio dos grandes oceanos e varar por terras congeladas. O Pólo Norte até é tranquilo em cmoparação ao Pólo Sul. Este, sim, é pros destemidos.

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A luminescente aridez da Antártida

A Antártida é um imenso deserto de gelo. A rigor, o maior deserto do planeta, se ignorarmos temperatura. É um dos lugares mais frios, secos e inóspitos da Terra, em seus -70ºC. Pelo fato de estar na direção oposta do Polo Norte (duh!), pode-se ver facilmente a Aurora Austral, que são quando partículas vindas do sól defletem na magnetosfera, deixando um rastro colorido.

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