Nós não somos nada. estamos aqui simplesmente por causa de compostos químicos reunidos. Não há diferença entre eu, você e uma barata. Nossas químicas são basicamente a mesma; e toda ela veio de elementos produzidos mediante as temperaturas e pressões colossais atuando no interior de estrelas que há muito explodiram. Das cinzas às cinzas, do pó ao pó, do pó ao Homem, do Homem ao pó.
O vídeo abaixo é uma animação que ilustra o fim estupendo de uma estrela massiva, explodindo de forma magnífica, quando a relação entre as forças do interior do seu núcleo não podem ser contidos pela força gravitacional. A estrela explode e lança pelo espaço tudo que foi produzido na sua imensa fornalha nuclear. Continuar lendo “Dos átomos ao pó”

Nada é mais difícil de racionalizar do que tamanhos. Quando eu falo que meu irmão tem 1,90 m de altura, vocês conseguem ter uma ideia de quão grande ele é. Se eu disser que minha irmã “pesa” (sim, eu sei) 100 kg, vocês têm uma noção que ela é maior que meu irmão, assim como maior ainda será o número de ossos quebrados que eu terei quando ela ler este parágrafo. Entretanto, se eu falar da distância entre Rio de Janeiro e Quito (capital do Equador) e perguntar se esta distância é maior que entre Lisboa e Kiev (capital da Ucrânia) , teremos problemas, pois são distâncias que não conseguimos abstrair, nos reservando a comparar medições com números exatos.
Somos muito dependentes de nossa visão. Achamos que é o principal sentido do corpo (não é), pois estamos acostumados a procurar com os olhos e esquadrinhar o ambiente em que vivemos com uma varredura de olhar. Só que nada é perfeito nos organismos vivos, apesar do que querem que você acredite; e nossa percepção prega truques em nosso olhos, fazendo surgir as chamadas “ilusões de óptica” (não me esqueçam do P). É por causa disso que sempre nos assombramos com o que vemos, que na verdade não vemos. Apenas somos enganados quando o cérebro preenche lacunas com as poucas informações que recebe.