Grandes Nomes da CIência

Biografias de cientistas conhecidos ou não tão conhecidos assim. Curiosidades e fatos sobre suas pesquisas, inclusive gente anônima que fez ciência e não recebeu os devidos créditos. Mais »

Livro dos Porquês

A sabedoria e o conhecimento. Isso é Poder! Abra sua mente, aprenda mais sobre questões básicas (e complexas) e tire suas dúvidas, de forma mais didática possível, sem ser aquelas aulas chatas de colégio. Mais »

Grandes Mentiras Religiosas

O mundo não é tão bizarro quanto fazem parecer. Mentiras e enganações para ludibriar as pessoas, lindamente desmontados, de forma a trazer à luz a desonestidade para tentar lhe fazer parar de pensar e simplesmente aceitar o que querem que você pense. Mais »

Caderno dos Professores

Para quem quer ensinar e muitas vezes se pergunta como abordar um tema. Como deixar a aula interessante, como levar conhecimento aos seus alunos por meios que pedagogos lhe odiarão, mas serão amados pelos estudantes. Mais »

 

Entendendo o Agnosticismo

Para aqueles que estão acostumados com definições wikipedianas, “Agnóstico” foi um termo cunhado por Thomas Huxley – carinhosamente conhecido como “Buldog de Darwin”, por suas defesas eloquentes em prol da Teoria da Evolução. Sua etimologia infere o “A”, prefixo grego que significa “não” e Gnosis, também do grego, que significa “conhecimento”. Assim, agnóstico seria aquele, numa tradução literal, que não possui conhecimento. Mas não é bem assim, já que não há ninguém que tenha conhecimento sobre tudo, exceto nossos amigos religiosos que sabem tudo… menos o que vem escrito em seus livros religiosos, como tantas vezes provamos que sequer sabem da existêcia de certas passagens, digamos, embaraçosas. Ou será mero esquecimento, mesmo? As pessoas são tão falíveis…

Em princípio, o agnóstico é aquele cuja posição filosófica o deixa incapaz de julgar eventos, entidades etc. que estão além da capacidade cognitiva da humanidade. Isso significa dizer que algo de existência supranatural – como deuses, por exemplo – estariam num nível muito acima de nossa capacidade de entendimento, deixando o agnóstico em dificuldade de atribuir características ou, a posteriori, julgar o caráter de suas existências. Falando mais diretamente, um agnóstico nunca dirá que Deus(es) não existem, pois para ele o conceito de divindade torna-se incapaz frente o intelecto de ser medido, dimensionado, testado e estabelecido como verdadeiro ou falso. Uma divindade pode existir, mas também pode não existir.

Devemos fazer uma observação aqui. Não devemos confundir Deuses com Divindades. Divindade é a soma de todas as características divinas. Deuses possuem algumas ou todas essas características. O conceito de divindade, como todo conceito, é algo que não pode ser mensurável, dado que ele não existe no nosso mundo natural, a saber: o Universo. Deuses para serem deuses devem ser supranaturais, já que, por definição, eles não estão sujeitos às leis da Física e Química. Qualquer entidade que pertença originariamente ao nosso Universo terá que se submeter a todas as propriedades da Física e da Química, já que “entidades” assim seriam materiais. E, segundo as religiões, deuses não são materiais. Uma simples questão de encadeamento lógico.

Agnósticos oferecem uma certa unidade no que concerne a ateus e religiosos: os mais arraigados odeiam agnósticos. Isso chega a ser divertido, pois pelo menos antípodas se unem em uma opinião em comum.

Vejamos: Se você perguntar a um agnóstico se o monte Everest existe, ele afirmará: Sim, existe. Existem fotos, testemunhas, provas fotográficas, filmes, medições, vídeo tapes etc. Há como testar sua falseabilidade, ou seja, dá para se testar evidências, esperando alguma probabilidade de encontrar um modo de provar que o Everest não existe. Popper na veia! Mas, considerando que as evidências apontam para a existência do Everest, e ninguém conseguiu mostrar uma única evidência que ele não existe, então sim, podemos provar que o Everest existe.

Agora, se eu pegar o exemplo de Carl Sagan sobre o Dragão da Garagem, temos um problema, pois os métodos de análise e determinação estão impossibilitados, pois o dragão é invisível, incorpóreo, não apresenta calor (não emitindo, por isso, ondas infra-vermelhas), é impalpável, inaudível e impalatável (se bem que eu não sei quem gostaria de saber o gosto de um dragão). Não se pode provar a inexistência do dragão, dado que não há meios físicos para isso. Não há amostras de fluidos, tecido, pele, unhas, excrementos nem nada, logo, não se pode fazer um teste químico.

Há uma probabilidade de existir esse dragão? Hummm… sim, há. Em Estatística, os resultados podem tender a 1 (100%) ou a zero (0%), mas nunca haverá probabilidade total de 1 e nem de zero, ou seja, em termos estatísticos, nunca poderemos afirmar com 100% de segurança que existe algo ou que não existe. Há sempre uma tendência.

Isso faz o dragão existir? Não. Posso provar com isso que o dragão não existe? Não, não posso. Num exame filosófico, não se pode provar a não-existência de nada. Qualquer coisa pode existir, assim como pode existir uma Lula Nonadáctila Incorpórea comedora de dragões invisíveis.

Tanto o dragão quanto a lula nonadáctila podem existir, mas não pertencem ao nosso mundo natural, sendo portanto sobrenatural (algo acima do natural) ou supranatural (acima de todas as coisas naturais e sobrenaturais).

Mas, espere aí! Assim, eu posso alegar que qualquer coisa que não existe no nosso mundo físico pode existir em outra… dimensão ou multiverso? Sim, pode! 😀

Mas de que adianta alegar uma coisa se eu não posso provar? Nada. E se você afirmar qualquer coisa nesse sentido, lamento, eu posso simplesmente não acreditar em você. É um direito meu. Se você ousar afirmar mais uma vez que sim, que aquilo realmente existe, lamento meu caro, mas o distintio TERÁ que provar a alegação.

Indo nesse sentido, você pode alegar que seu dragão invisível existe. Um amigo seu diz que não, que o Obaretrecht com 15 olhos e 20 pernas já devoraram todos os dragões invisiveis. Foi uma pena! Você alega uma coisa, seu amigo alega algo diametralmente diferente. Que tal? Um dos dois está com a razão (ou nenhum dos dois), mas ambos não podem provar nada. Que ótimo!

Um agnóstico diz: Bom, vocês dois alegam coisas diferentes que não podem ser testadas ou provadas. Por que eu acreditaria em ambos?

Ambos respondem: Mas você pode provar que não?

O agnóstico não pode e nem se interessa. Que diferença faz um dragão que não pode ser visto, tocado e, até o momento, não pôde ser provado que ele age sobre atividades em nosso mundo? É a mesma coisa que o dragão não existir. E aí?

Ateus ficam irritados com agnósticos, pois estes últimos abrem um precedente para que haja um deus (qualquer um). Um agnóstico com uma inteligência mediana não perderia seu tempo perguntando se o ateu tem como provar que deus não existe, já que não se pode provar uma inexistência, como foi explicado acima. Mas, em contrapartida, que diferença faz se existir ou não? Não se demonstrou que deus(es) age(m) sobre o mundo material, só restam alegações de teístas. Alegações sem provas, claro. Como poderia se explicar que uma chuva não poderia ocorrer sem uma vontade divina? Teria que se isolar o fator “Deus” do meio em questão e analisar os resultados. Sendo o fator “deus” não pertinente ao mundo natural, é impossível fazer tal coisa. Isso faz com que teístas fiquem possessos com agnósticos.

Então, os teístas soltam a bomba: Prove que meu deus não existe. O agnóstico tentará explicar que a probabilidade de um deus como Zeus existir é a mesma que a probabilidade do deus Tupã existir, assim como Ormuz Masda, Afrodite, Quexalcoatl, Bumba, Osíris e a Lula Nonadáctila também. Somente um processo de análise por eliminação forneceria a identidade do verdadeiro deus. Mas, como eu já disse mais de uma vez, são entidades supranaturais. Não há como fazer este teste.

O fanatismo não é uma questão apenas de religião; ele é uma característica puramente humana, que pode ser expressada com relação a qualquer coisa: futebol, política, religião e sobre quem era a melhor cantora do rádio.

Ateus fanáticos não gostam muito de agnósticos, coitados, porque estes deviam ser ateus. Cômico, não? Usam, às vezes, a expressão “sair do armário”, embora que eu ache uma expressão que tem mais a ver com opções sexuais. O conceito de liberdade (eu já falei que conceitos não existem no mundo real?) diz que somos – ou devemos ser – livres para tomar qualquer decisão que nos couber, desde que não afete a liberdade do outro. Assim, se o cara que ser ateu, agnóstico ou rezar pra Shiva, o problema é exclusivamente dele. DESDE QUE ele não encha o saco dos outros, impondo suas opiniões.

Como tudo na vida, os conceitos se distorcem. Alguns modificam o conceito de agnosticismo, tentando dividi-lo em 3 partes: Pai, Filho e… Agnosticismo Teísta, Agnosticismo Ateísta e Agnosticismo Comum; ou então chamam de “ateísmo fraco”.

Uma bobagem da grossa!

Vejamos: Um agnóstico decide que seu entendimento é incapaz de decidir pela existência (ou não) de uma divindade. Logo, como ele poderia ser teísta, já que teístas acreditam que existe uma (ou mais) divindade? Parece aquela frase: Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay.

Da mesma forma, como ele vai afirmar-se um agnóstico ateísta? Ele teria que afirmar que divindades não existem. Ambos os casos vão diretamente ao encontro do princípio filosófico do agnosticismo, que é não se importar se existe um deus chifrudo, vaca voadora, elefante mágico ou uma criatura que cria um universo através de seu vômito (sim, estes mitos existem).

Não se pode chamar de “ateísmo fraco”, porque simplesmente não é ateísmo. Você pode ter ateus moderados (aqueles que simplesmente não acreditam em divindades) e os chamados “ateus militantes”, que ficam bradando que deus(es) não existe(m). O agnóstico dá de ombros e o fato de simplesmente dar de ombros para cada uma dessas posições faz com que os ateus olhem atravessado. Para o agnóstico, existir um deus ou não dá na mesma, já que em ambois os casos o resultado é o mesmo, já que não se pode falsear as duas ocorrências.

Nesse instante, eu já posso ver que os cristãos estão esfregando as mãos, com olhos vidrados, babando pelo canto da boca e com a língua do lado de fora, achando que possuem um argumento infalível para “provar” que Jesus existiu.

Pééééééééééééééééé!!!!!!!!!

Lamento informar, mas não possuem, não. 😉

Segundo o mito cristão, Jesus era o verbo que se fez carne (se bem que a Bíblia é contraditória nesse ponto, mas vá lá…). Segundo o mito, ele nasceu, andou por aí (sempre a pé, exceto no Domingo de Ramos), sentiu dor, fome, raiva, sede, desespero, medo, chorou etc. Hummm, ele foi bem humano e estava, portanto, preso às leis naturais e ao comportamento inerente aos seres humanos. Assim, se eu perguntar se Jesus urinava ou defecava, a resposta teria que ser sim, e não uma lista de impropérios contra a minha cândida pessoa. Se Jesus foi jovem e adolescente, ele teve polução noturna (o que o deixava impuro, conforme as Leis Mosaicas). Assim, por que me xingam quando eu falo isso?

Bem, pelo sim, pelo não, se Jesus teve vida terrena, e estava submetido às Leis Naturais, logo, é concebível que hajam provas, testemunhos, registros etc. Não há evidências, como cansamos de provar aqui. Se ele andou por aí e interagiu com diversas pessoas, devem haver toneladas de fontes, de registros, de uma conversa aqui ou acolá, mas não, não existem tais relatos. Só o que encontramos nos Evangelhos (que estão cheios de contradições entre si, além de anacronismos grotescos). Sem evidência, sem modo de determinar a existência. Logo, ele não existiu. Mas como? Não foi dito que não se pode provar uma inexistência? Sim, podemos nesse caso. Querem um exemplo? Se eu disser: O Everest não é a maior montanha do mundo. A maior é o Pináculo de Santo André, localizado no Rio de Janeiro, no bairro de Bangu, nas zona oeste da cidade.

Bem, a National Geographic manda um grupo de exploradores, cartógrafos, geólogos e biólogos para verem se encontram tal monte que, segundo relato, possui 10.000 metros de altitude.

Depois de desembrarcarem no Aeroporto Tom Jobim, pegarem uma van, serem assaltados, pedirem dinheiro emprestado, revistados pela polícia, achacados por bandidos, sequestrados por um grupo de traficantes, sodomizados por Zecão Pé-de-Mesa, eles finalmente chegam em Bangu, num clima ameno da região em torno de 40 ºC à sombra, em plena primavera. Cadê o monte? Visualmente, não tem nada. Mapeamento vindo do espaço, através da Estação Espacial Internacional, não acusou nada. Uma consulta no Google Earth também não teve resultado. Onde diabos está a droga do Pináculo?

Depois de tantas medições e ensaios, ficou-se provado que não existe nenhum Pináculo de Santo André. Taí, mostrei que pode-se provar uma inexistência. Querem outro exemplo? Dados geológicos mostram que não há uma única evidência de um dilúvio global. A estratigrafia não acusou nada de nada de coisa alguma. Nenhum fóssil, vestígio etc. foi encontrado. Logo, provou-se que o Dilúvio, um evento alegadamente ocorrido em nosso mundo natural, não aconteceu, pois nada sustenta esta afirmação.

Mostrando isso, só resta os xingamentos de sempre, e que Jesus nos condenará ao inferno. Booooa!

Alguns religiosos são – como direi de forma amena? – desonestos, vagabundos, trapaceiros, hipócritas, mentirosos, mal-intencionados, farsantes e pulhas o bastante para entrar em fóruns e blogs alegando-se “agnósticos teístas”, a fim de espalharem suas bobagens, com medo de serem expulsos logo de imediato; como coisa que enganam alguém. Alguns são tão cômicos que até se dizem ateus, mentindo muito descaradamente, apesar que o deus deles ordena não mentir e que não devem renegar seu nome. Fazem as duas coisas ao mesmo tempo, e depois NÓS é que vamos pro inferno. Jesus te ama!

Esse texto todo é para dizer que o agnosticismo é a melhor opinião? Não, claro que não. Ele é apenas isso: uma opinião, uma posição filosófica pessoal. E como é pessoal, não urge que devamos ir de casa em casa convencer a todos a serem agnósticos. Para o agnóstico, se você é ateu ou reza pra uma serpente com asa, é problema inteiramente seu e ninguém tem nada com isso. O problema está na imposição, no que as defesas exarcebadas provocaram no mundo. Nas intransigências, nos ataques desmedidos nas invasões de âmbitos particulares, sejam casas, escolas ou blogs. Cada um de nós é livre para fazer o que quiser da vida, desde que não encha o saco dos outros. Pois, o que você faz ao seu próximo dará a ele o direito de fazer o mesmo com você. Pense nisso… se puder.

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

  • NestorBendo

    Acho que você está misturando alhos e bugalhos…

    Sou agnóstico e não creio nessa besteira que você falou aí, a não ser que você esteja falando da sabedoria acumulada pela humanidade, e não da consciência individual de cada homem.

  • Gabriel Dal’ Fabbro Gomes

    André, Você acredita que deus não existe ou não acredita que deus não exista ?

    Pryderi respondeu:

    Eu existo, como vc pode perceber.

    Eu sou Deus.

    Prove o contrário.

  • E quem afirma a existência de Deus não é arrogante porque…

  • ANIZIO COSTA

    vc tem razão André, as pessoas não leem e querem argumentar.

  • ANIZIO COSTA

    uma pergunta André, o agnostico, tem um ponto de encontro com outros agnosticos, ou simplesmente a pessoa é, e segue sua vida. obrigado.

    Pryderi respondeu:

    Agnosticismo não é clubinho. Nem ateísmo é.

  • isaias soares

    Acredito que o agnóstico verdadeiro é aquele que não declina nem para um lado nem para o outro, quando assim for é porque deixou de ser. acabei de criar um blog para debate inteligente sobre o tema; https://nomundoagnostico.blogspot.com.br

  • gfg

    hahahahahaha OWNED

    De qualquer forma excelente artigo, e irei apresenta-los ao meus amigos que se dizem agnósticos, mas acreditam em uma “força” maior(e não é a gravidade).

  • Junior Santos

    você falou sobre o ódio que tanto ateus quanto o teísta tem com o agnóstico e até explicou o motivo, mas pelos “adjetivos carinhosos” que você usou para se referir a eles ( principalmente aos teístas) me parece que esse ódio é reciproco.

    Pryderi respondeu:

    Se eu disser que estou me lixando pro que lhe parece, a princesa vai achar que eu a estou odiando também?

  • Ytalo Honorio

    Então um agnóstico ateista teria que afirmar que Deus não existe?… kkkkkk narcisismo puro, e eu achando que esse site tinha algo que vale se apena ser lido, que decepção.

    Pryderi respondeu:

    Princesa, você nem leu o artigo.

    O artigo que eu falo que não existe agnosticismo teísta ou ateísta, seu analfabeto retardado. Melhor mesmo não voltar. Este site é feito para gente que foi alfabetizada, não ignorantes. Suma.