Ernst Mayr

ernstmayr.jpg(1904-2005)

Chegar aos 100 anos de idade é algo raro entre os seres humanos. Ainda mais raro é chegar a essa idade lúcido e saudável. Muito mais raro é completar um século de vida lúcido, saudável e com força e disposição suficientes para continuar brigando pelas próprias idéias. Trata-se de algo verdadeiramente excepcional e que deveria ser saudado por todos nós, mesmo quando não concordamos inteiramente com as idéias do aniversariante.

Em 5 de julho de 2004, foi assim: o biólogo evolucionista Ernst Mayr (1904-2005) completou 100 anos de idade – lúcido, saudável e discutindo e escrevendo sobre ciência, mais precisamente sobre biologia. Continuar lendo “Ernst Mayr”

Abu Ali Hasan Ibn al-Haitham (Alhazen)

alhazen.jpgAbu Ali Hasan Ibn al-Haitham, mais conhecido como Alhazen, foi um cientista árabe da virada do milênio passado (965-1039) que passou a maior parte da sua vida no Egito, naquela época governado pelo todo-poderoso e também muito temperamental califa Al-Hakim. Continuar lendo “Abu Ali Hasan Ibn al-Haitham (Alhazen)”

A formiga de Langton

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/langtonsant.jpg&#8221; alt=”langtonsant.jpg” style=”margin:4px;” align=”left” border=”0″ />Imagine um plano completamente branco, dividido em quadrados de mesmo tamanho. Sobre ele, uma formiguinha avança um quadrado por vez, enquanto uma série de três regras simples se aplica a ela e ao plano.<!–more–> A primeira regra diz que quando a formiguinha encontrar um quadrado preto deverá fazer uma curva de noventa graus para a esquerda. A segunda regra diz que quando a formiguinha encontrar um quadrado branco deverá fazer uma curva de noventa graus para a direita. A terceira e última regra diz que quando a formiguinha sair de um quadrado ele deverá mudar de cor, de branco para preto ou de preto para branco, conforme o caso. Este sisteminha teórico, conhecido como Formiga de Langton (Langton’s Ant), foi criado nos anos oitenta por Chris Langton, estudioso de sistemas de vida artificial (simulação em computador de organismos vivos) e máquinas de Turing (modelos abstratos de funcionamento de computadores).

<img src=”http://www.burburinho.com/img/nn030720.gif&#8221; align=”right” border=”0″ height=”290″ hspace=”10″ width=”200″ />A formiguinha imaginária de Langton é um excelente exemplo de como regras simples podem gerar sistemas complexos. Quando deixada desacompanhada num plano completamente branco, seguindo as três regras básicas do seu universo, a formiga começa a criar padrões aparentemente simétricos em sua primeira centena de movimentos. Logo em seguida, porém, fica impossível reconhecer qualquer padrão de movimento e ela perambula aparentemente a esmo durante seus próximos dez mil movimentos. E quando tudo parece indicar que nenhuma forma reconhecível voltará a ser criada, a formiga começa a desenhar uma espécie de auto-estrada retilínea e com padrões decorativos, seguindo na mesma direção rumo ao infinito. Não existe qualquer regra no sistema instruindo a formiguinha a se comportar como um inseto bêbado durante dez mil movimentos ou a construir uma rodovia (mirmecovia?) depois disso. Trata-se de comportamento emergente, resultados complexos surgidos de regras simples.

Um observador atento não teria muita dificuldade em descobrir as regras do sistema, bastando para isso uma análise de causas e conseqüências. Mas o mesmo observador não teria como prever que, depois de milhares de movimentos desordenados, a formiguinha fosse iniciar a construção de uma auto-estrada. Observando o sistema em sua fase caótica, poderia concluir (erroneamente) que se trata de um sistema essencialmente caótico. Observando o sistema em sua fase ordenada, poderia concluir (erroneamente) que se trata de um sistema essencialmente ordenado. Mesmo num ambiente extremamente simples (um plano branco) e uma diminuta coleção de regras (apenas três), os resultados podem ser imprevisíveis. Quando acrescentamos mais alguns elementos, como alguns quadrados pretos pelo caminho ou uma segunda formiga, qualquer tentativa de determinar o futuro do sistema, ou mesmo de parte dele, é completamente infrutífera. Sim, podemos executar a simulação e descobrir o que sempre acontece numa determinada situação. Mas não temos como prever os resultados de situações novas.

E qual a importância disto tudo? Imagine que o sistema em questão é um pouco mais elaborado. Em vez de um plano, temos um espaço tridimensional. Em vez de uma simples formiguinha, temos milhões de elementos diferentes interagindo. Em vez de três regras simples, temos uma coleção bem maior de regras um pouco mais complicadas, e que ainda não conhecemos na totalidade, como gravidade, eletricidade, magnetismo, relatividade e mecânica quântica, entre outras. Sim, estamos falando do nosso universo. Se não conseguimos prever o comportamento de uma formiguinha imaginária num sistema extremamente simples, será possível compreender na totalidade algo cuja complexidade é infinitamente maior?

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Fonte: <a href=”http://www.burburinho.com/20030720.html”>http://www.burburinho.com/20030720.html</a></em&gt;

Obsessão pela ferramenta

ferramentas.jpgQuando me perguntam que câmara fotográfica eu uso, gosto de responder: qualquer uma. A reação é quase sempre de surpresa, já que a resposta esperada é alguma marca famosa e sua defesa incondicional. Porque muita gente confunde as ferramentas com o que podemos fazer com elas. Continuar lendo “Obsessão pela ferramenta”

O único debate válido sobre Design Inteligente

Moderador: Estamos aqui hoje para debater este assunto controverso que é Evolução versus Design Inte… (Cientista puxa um bastão de basebol)

Moderador: Ei, o que você está fazendo?

(Cientista quebra a patela do proponente do Design Inteligente)

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Eletroquímica

Atualmente, em cada parte que se olhe, a eletroquímica se faz presente. Desde a rede elétrica que abastece as nossas casas, até as pilhas usadas em lanternas. Desde a bateria de celulares, passando por processos de galvanização, produção industrial de alumínio, notebooks etc. O mundo precisa da energia elétrica emais ainda de produzi-la.

Como a energia elétrica é produzida? Como podemos usá-la na química? Continuar lendo “Eletroquímica”

O Dilúvio desmascarado

Uma das estórias mais absurdas do Velho Testamento com certeza é a que relata a estória do dilúvio. Um besteirol sem limites, digno das mais profundas fantasias de uma psique desvairada da natureza humana. E tem gente que afirma por A + B que aquilo lá ocorreu tal como descrito.

AQUI analisaremos os absurdos científicos, geográficos e históricos. Stay with us.

Porque sou agnóstico

Robert G. Ingersoll (1833-1899) foi um livre pensador americano do século XIX, um orador e líder político estadunidense, notável por sua cultura e defesa do agnosticismo. Crítico da religião cristã, tornou-se agnóstico.

Em “Porque sou agnóstico”, Ingersoll relata sua experiência junto ao cristianismo e sua repugnância pela religião. Leia aqui o texto de Ingersoll.

Sobre a Liberdade

Por Albert Einstein

Sei que é inútil tentar discutir os juízos de valores fundamentais. Se alguém aprova como meta, por exemplo, a eliminação da espécie humana da face da Terra, não se pode refutar esse ponto de vista em bases racionais. Se houver porém concordância quanto a certas metas e valores, é possível discutir racionalmente os meios pelos quais esses objetivos podem ser atingidos. Indiquemos, portanto, duas metas com que certamente estarão de acordo quase todos os que lêem estas linhas. Leia mais aqui

A Cisma do Oriente

Um dos eventos mais significativos na história das religiões é a dissenção entre a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa. Esta dissenção tem um nome: Cisma do Oriente e foi a causadora de sérias disputas e perseguições na Idade das Trevas.

Aqui estudaremos os fatos que levaram a esta briga e tentar entender o motivo das diversas vertentes cristãs não se entenderem (se é que algum dia seremos capazes de entender).

<–artigo revisto e atualizado–>

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