
E acabou-se o meu recesso. Estou desdesperançado. Amanhã volto ao trabalho. Deus, ó, Deus. Estou sem palavras mediante o desespero. Fiquem aí com os artigos da semana que eu vou chorar no banho.

E acabou-se o meu recesso. Estou desdesperançado. Amanhã volto ao trabalho. Deus, ó, Deus. Estou sem palavras mediante o desespero. Fiquem aí com os artigos da semana que eu vou chorar no banho.

Nas margens férteis do Nilo, onde a história da humanidade ganhou alguns de seus capítulos mais fascinantes, um alimento simples, mas poderoso, reinava supremo: o pão. Na Antiguidade, o pão não era apenas um item na mesa de refeições; era o coração pulsante de cada civilização, o combustível de impérios e o fio que costurava o tecido social das culturas mais duradouras da história; entre elas, o Egito. Continuar lendo “O Pão: o alicerce dourado da Civilização Egípcia”

Ah, as minhas doces micro-férias, que normalmente chamamos de recesso. Eu estou viajando e descansando muito, e vocês? Viram? Ninguém mandou estudar. Se fossem professores estariam se locupletando com este período de boa vida. Mas como eu adoro vocês, deixei artigos entrando automaticamente, e a seguir vocês verão o que foi postado nesta semana que passou. Esta semana que entra terá mais!

Motoristas xingando, pedestres querendo passar, uma confusão entre ruas estreitas, veículos com carga e descarga de mercadorias em mercados, guardas tentando organizar isso tudo, gente proferindo impropérios, batidas acontecendo, brigas por toda parte, o caos descendo sobre todos os que querem simplesmente se deslocar de um lugar a outro. O governo tenta impor medidas para controlar o tráfego, cria sistemas de restrição por horário, e tudo isso falha. Seja porque as leis eram idiotas e não pensadas no que poderia acontecer, ou porque as pessoas simplesmente ignoravam. Continuar lendo “O Caótico Tráfego Antigo Tão Moderno”

No turbulento século I da Era Comum, Roma vivia sob o governo do infame imperador Nero. Conhecido por sua extravagância e crueldade, Nero ascendeu ao trono aos 17 anos e governou de 54 a 68 E.C., um período marcado por controvérsias e transformações profundas na capital do império, principalmente depois que houve uns eventinhos de menor importância num cantinho chamado Iudaea.
Ser um cidadão romano durante o reinado de Nero significava viver em uma época de contrastes extremos. Por um lado, a cidade experimentava um esplendor sem precedentes, com construções grandiosas e espetáculos públicos elaborados. O Coliseu, embora concluído após a morte de Nero, foi concebido durante seu reinado, mas foi construído, mesmo, por outro motivo. Por outro lado, a população enfrentava desafios que não seriam muito (ou praticamente nada) diferente do que acontece nas nossas metrópoles de hoje. Continuar lendo “A Roma de Nero: imagens do passado refletidas hoje”

O Grande Rei repousa. Por mais de 3 mil anos em seu sono, o rei repousa esperando o pós-vida, quando reviverá e poderá fazer uso dos seus pertences. Comida, ouro, cama, joias, carruagem, mais joias, cadeiras, ouro pra cacete, miniaturas de servos e soldados que irão lhe proteger (também chamados “shabtis”), muitas pedras preciosas, trombetas, jói… trombetas?
Sim, trombetas. Continuar lendo “O Troar das Trombetas de Tutancâmon”

A história está cheia de personagens interessantes e outros um pouco, como direi, não muito chegados à honestidade, como é o caso de Ea-Nasir, o pior comerciante do mundo. Mas o comércio é a mola mestra das civilizações, existindo desde que o mundo é mundo, para horror do seu amigo que compra camisa na Che Store e odeia o capitalismo.
E nas profundezas da Anatólia, uma descoberta nos dá um vislumbre da história do comércio. Em Kültepe, uma antiga cidade situada a 18 km do centro de Kayseri, na Turquia moderna, arqueólogos fizeram uma revelação impressionante: uma tábua cuneiforme de 4.000 anos que detalha a fundação da primeira empresa conhecida na região. Continuar lendo “As Tábuas de Kultepe: quando a Anatólia se tornou o berço do comércio”

Ser um primata é ótimo, ainda mais simiiforme, com polegar opositor e o escambau. Poder usar ferramentas e nossas mãos SEREM as ferramentas é algo incomparável. Entretanto, tem um pequeno probleminha: ter membros alongados implica em eles estarem expostos a todo tipo de dano. Alguns desses danos são irreparáveis e visando mal menor, bem maior, eles acabam tendo que ser removidos. Chamamos este processo de “amputação”. A necessidade de substituir estas partes do corpo levou a uma corrida de como poder criar algo que possa ser útil e eficiente. Foi uma corrida atrás do que chamamos próteses. Continuar lendo “Uma pequena história de membros cortados e substituídos”

Você deve ter aprendido no colégio que a Queda de Constantinopla se deu em 29 de maio de 1453, marcando o fim da Idade Média e início da Idade Moderna. Obviamente, isso é muito mais complicado do que a princípio parece, mas deixe-me voltar um pouquinho mais no tempo. Quando vários sujeitos fanáticos por esporte, verdadeiros hooligans, salvaram Constantinopla e o próprio Império Bizantino.
Vamos nos situar primeiro. Continuar lendo “Quando uma disputa entre torcidas fanáticas salvou um império”

Todo mundo gosta das histórias medievais com seus cavaleiros e suas armaduras reluzentes. A saber, eram bem poucos que podiam arcar com o custo de uma armadura completa, mas isso não significa que na Idade do Bronze fosse assim. Pelo contrário, os soldados tinham armaduras padronizadas. Uma dessas remanescentes ficou conhecida como A Panóplia de Dendra (ou Armadura de Dendra), descoberta em maio de 1960 em um túmulo na vila grega de Dendra por arqueólogos suecos, sendo a armadura com peitoral inteiro totalmente feito de bronze batido, datada do final do século XV A.E.C.
Até então a pergunta: soldados realmente usaram esta armadura ou era apenas para fins cerimoniais (porque tudo oque se encontra é quase sempre “para fins cerimoniais”.
Continuar lendo “A arma dura grega que fazia estrago nos inimigos”