O Brasil não deveria ter museus ou a tragédia do Museu Nacional

O Museu Nacional foi destruído. Mal sobraram as paredes e umas pouquíssimas coleções. Tudo perdido. Tudo virou cinzas. Tudo virou lágrimas e desespero. A incompetência generalizada deste país fez com que 200 anos de Museu e bilhões de anos de história se perdessem. Começou o empurra-empurra de responsabilidades, quando, no final, ficará por isso mesmo.

Vendo isso acontecer, como sabendo que outros museus no Brasil foram destruídos por incêndios, eu mantenho a minha opinião: entreguem todos os acervos de todos os museus brasileiros e entreguem para quem tem condições de cuidar deles.

Continuar lendo “O Brasil não deveria ter museus ou a tragédia do Museu Nacional”

Moscas explicam o que acontece quando temos medo e fugimos do perigo

Você deve ter ouvido a máxima “antes um covarde vivo do que um herói morto”. Por bilhões de anos de evolução biológica, seres vivos aprenderam que tem uma hora que o melhor a ser feito frente ao perigo é ralar peito dali o mais rápido possível. Notadamente, qualquer animal tem 3 tipos de reação frente ao perigo: Lutar, ficar imóvel e rezar para não ter sido avistado e meter sebo nas canelas, picando a mula de uma vez.

A questão que fica é: como o cérebro decide por estas três alternativas? É o que uma pesquisa recente procura responder.

Continuar lendo “Moscas explicam o que acontece quando temos medo e fugimos do perigo”

Lagartos mostram Efeito Baldwin no deserto

Aprendemos que Evolução não se dá em indivíduos apenas, mas em populações. Aprendemos também que é um processo lento, mas de vez em quando ela nos prega peças e acontece mais rápido do que poderíamos supor, já que o mundo não é como queremos que seja, e as “leis científicas” são uma aproximação. Ou, como eu costumo dizer, “É regra que toda regra tem exceção”. Outro exemplo poderia ser o Lamarckismo, cujo princípio é a lei do Uso e Desuso. Você sabe, aquele lance das girafas serem pescoçudas para poderem comer as folhas das árvores mais altas por motivo sei lá, já que poderiam comer as folhas mais baixas.

Só que ainda temos um pequeno detalhinho: o Efeito Baldwin.

Continuar lendo “Lagartos mostram Efeito Baldwin no deserto”

Ideia imbecil da semana: Encher o Saara de usinas eólicas para salvar o mundo

Eu gosto de soluções mágicas. Elas funcionam no mundo maravilhoso que aquele problema é único e não refletirá em mais nada. Assim, resolvesse o galho e todo mundo cavalga em direção ao pôr-do-sol ao som de Enio Morricone. O problema é que a realidade caga e anda pra isso e tudo o que se faz tem impacto, de um jeito ou de outro. Só quem não sabe disso são os jêneos que resolveram como melhorar o mundo: Encher o Saara de fazendas eólicas e solares de forma a suprir as necessidades energética do mundo inteiro.

Continuar lendo “Ideia imbecil da semana: Encher o Saara de usinas eólicas para salvar o mundo”

Células artificiais exterminam bactérias

Bactérias são como parentes. Algumas ajudam, outras atrapalham. Existe bactéria-cunhado que chega junto, ajuda na digestão, produz vitaminas, sem elas você não vive. E existe a bactéria-cunhado que ferra com a sua vida, vive às suas custas, e se bobear te manda um monte de contas (do hospital). Você não quer esta segunda bactéria-cunhado, e, para isso, foram desenvolvidos antibióticos para dar cabo dessas sem-vergonhas. O problema é que a Seleção Natural, essa danadinha, tem feito o que melhor sabe fazer: selecionar quem está apto a viver, e isso nos deu as superbactérias.

Mas e se pudéssemos criar artificialmente células caçadoras de bactérias?

Continuar lendo “Células artificiais exterminam bactérias”

Voz dos Alienados 100

Eu comecei o Voz dos Alienados numa forma de não ficar poluindo (muito) a área de comentários dos posts. Ficava uma loucura descontrolada. Daí, a ideia de fazer um artigo separado só com a melhor mostra de imbeclidade, creme de la creme do retardo mental. Um amigo deu a ideia de chamar Voz dos Alienados, que é quando damos voz a estes imbecis, mas não sem ter resposta à altura

Esta é a centésima edição da coluna preferida de todos vocês. a coluna incrível que traz a VOZ DOS ALIENADOS!

Continuar lendo “Voz dos Alienados 100”

Mitos que são verdade

Algumas histórias são estranhas, até loucas. Muitas não faazem o menor sentido é seria mais do que natural que ninguém acreditasse. Só que o mundo não está nem aí para o senso comum, e muitas histórias, por mais esquisitas, pitorescas e totalmente sem noção são, entretanto, pura verdade.

Aqui vai uma listinha de histporias interessantes que realmente ocorreram. São os Mitos que são Verdade!

Continuar lendo “Mitos que são verdade”

Precisando de ajudinha pra comer? Chame o MaNuEL

Envelhecer não é legal. Esse negócio que se sente melhor, a vida começa aos 50 blábláblá é ótimo, mas quando seu plano de saúde é ótimo e você tem gente cuidando de você. No mais, é uma droga. E se você é daqueles que é solteiro, divorciado, separado, viúvo e mora sozinho, a tendência de sofrer de desnutrição é altíssima. Mais e mais pessoas idosas sofrem de desnutrição.

Mas espere! Uma pesquisa mostra que pessoas (tanto homens quanto mulheres) são casados tendem a cuidar melhor de si mesmos, assim como aqueles que têm dificuldade em andar e/ou subir escadas, ou que acabaram de voltar do hospital, também são mais propensos a sofrer de desnutrição do que outros da mesma idade.

Continuar lendo “Precisando de ajudinha pra comer? Chame o MaNuEL”

Curto e grosso: Educação continua uma bosta, mostra IDEB 2017

E depois que o Museu Nacional virou cinzas, descobrimos que o filme da Educação está queimado também. Motivo? Nada não. Só o fato que nenhum (“nenhum” significa NENHUM!) dos estados conseguiram atingir a meta proposta para o IDEB, mas isso não é surpresa. Só as puras almas cândidas chegaram a aventar que conseguiriam atingir a meta.

Já uns três me mostraram a reportagem e eu com cara de “show me the News!”

Continuar lendo “Curto e grosso: Educação continua uma bosta, mostra IDEB 2017”

Eulogia a uma vítima de assassinato

Eis-nos aqui. Era para ser um momento de celebrarmos, ainda com tristeza. Mas não há como. Não é uma morte que veio de causas naturais, a não ser que por “natural” você entenda o descaso patente de uma tribo burra, selvagem e ignorante. Um bando de incultos que não têm apreço pela Cultura. Ninguém pareceu se importar no estado até que as chamas irromperam. Séculos de escritos, documentos e pesquisas estão perdidos. Não adianta sequer imaginar a reconstrução física, pois o valor que lá tinha poderia ser alocado numa choupana que ainda assim seria inestimável. Talvez, numa choupana estivessem mais seguros.

Da minha janela eu vi arderem as estruturas, e vi também as chamas consumirem tudo lá. A sabedoria e cultura de vários povos virou cinza e se perdeu na suave brisa da noite, quando o Inferno parecia consumir tudo, tendo o próprio senhor do submundo decidido pela destruição irrestrita, mas eu bem sei que não foi ele. Foram homens. Simples homens mortais que pouco se importam com cultura e conhecimento, numa irresponsabilidade absurda.

Meus joelhos tremem, minhas pernas fraquejam, meus olhos marejam perante a perda incalculável que jamais poderá ser reposta.

Continuar lendo “Eulogia a uma vítima de assassinato”