Pareidolia e o Vale da Estranheza

pareidoliaA pareidolia é o fenômenos de ver e ouvir coisas que não estão lá. Trata-se meramente de nossa capacidade de reconhecimento que entra em curto e queremos ver coisas que, em princípio, não estão lá. Mas, as semelhanças fazem com que façamos ligações mediante nossa vivência. Assim, pessoas vêem Jesus em torradas, monstros em explosões e santas em vidraças.

Aliado a isso, algumas vezes temos sensações desconfortáveis, onde não gostamos do que vemos ou mesmo o repudiamos, à medida que alguma coisa tenta ser algo, mas não consegue chegar perto. É o Vale da Estranheza.

O presente artigo esmiuça nossa herança evolutiva, correlaciona a nossa capacidade de reconhecermos rostos desde nosso nascimento, e como isso nos influencia ao ver o mundo que nos cerca.

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Freud não explica (quase) nada

Por Reinaldo José Lopes

É irônico que um especialista em demolir ídolos, um sujeito que esmigalhava idéias pré-concebidas lambendo os beiços, feito gourmet, tenha ele próprio virado um monstro sagrado. Refiro-me, claro, a Sigmund Freud, o pai da psicanálise. O problema com a canonização de Freud é simples. Assim como não dá para negar a importância do psiquiatra vienense na história das idéias do Ocidente (e, por favor, leia “história” como se a palavra estivesse escrita com neon e letras garrafais), também é inegável que o grosso do que ele propunha como explicação da mente humana é… bem, porcaria. Pronto, falei.

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Religião é “produto” da evolução do cérebro humano, diz estudo

Nada como contar com os nossos leitores. Nos trouxeram uma notícia interessante. Nela, mostra-se que a crença em religiões e em um deus qualquer é apenas fruto de uma ação neurológica e comportamental apenas.

A religião é um “produto” da evolução do cérebro humano, de modo que a idéia de Deus, assim como os comportamentos religiosos, encontram seu fundamento no mundo real no qual o cérebro é predisposto a funcionar. A tese é do pesquisador americano Pascal Boyler, que publicou seu artigo na revista científica Nature.

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Considerações sobre o Espiritismo

Por H. Gil

O Espiritismo, atualmente, possui um número considerável de adeptos pelo Brasil.Vamos conhecer um pouco mais sobre a referida doutrina, que proclama como seu diferencial ter “a ciência andando lado a lado com suas proposições”. Abro um pequeno parêntese aqui, deixando claro que esse texto trata-se de um artigo simples e que não tem como objetivos um estudo exauriente de modo que os conceitos aqui apresentados, são os mormente encontrados dentro do conhecimento popular.

Tem-se como ponto inicial o caso das irmãs Fox, pelo que encontra-se em livros e matérias relacionadas, as irmãs Fox (Margarida e Catarina) faziam parte de uma família canadense que emigrou para os EUA, passando a morar em Hydesville um vilarejo do condado de Rochester, a casa onde foram morar era alugada e segundo algumas fontes, já era tida como assombrada.

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Nasa, Josué e o Sol que parou

Continuando a série Grandes Mentiras Religiosas, mostramos agora aquelas histórias ridículas de ataques de pelanca do deus Javé.

Os religiosos odeiam a Ciência! Lamento, pessoal, mas essa é a verdade. Os fanáticos não conseguem suportar a idéia que algo não necessite de explicações sobrenaturais para acontecimentos. Eles abominam a idéia de que a Ciência pouco se importa se Deus, Shiva, Isis, Quetzalcoatl ou o Monstro Espagueti Voador existam ou não. Fazem de tudo para atacá-la, mas sempre saem perdendo, dado o seu analfabetismo científico.

E quando percebem que não podem vencê-la, tentam usar descaradamente o nome de entidades científicas sérias em citações totalmente descontextualizadas, ou inventam torpes mentiras. Uma das mais visadas é a NASA.

Neste artigo desmentimos a farsa do chamado “dia mais longo que a NASA provou”.

Continuem sintonizados na nossa série. A verdade está lá fora. A crendice é que mora dentro das pessoas.

Grandes Mentiras Religiosas

Se existe uma coisa que é pública e notória – com nenhuma possibilidade de contestação – é a capacidade de descaramento de um religioso na hora de lutar para impor suas opiniões. A “cruzada” contra o livre pensamento lhes fazem mentir horrivelmente a fim de fundamentar alegações tão sólidas quanto castelos de nuvens.

As mentiras são muitas! Histórias fantasiosas que circulam por aí com a popularização da internet, escritas por pessoas totalmente burras, estúpidas, imbecis, incultas e fanáticas. Não, não fui exagerado nas qualificações porque aqui provaremos o porque disso. Esta série de artigos, escrita e cotejada por Abadon, e organizada por mim – eu, André, um dos Sábios Senhores do Ceticismo.net – abordará temas como frases feitas ameaçadoras. Cazuza foi morto por causa de um baseado oferecido a Jesus? Hitler realmente era ateu? Darwin rejeitou a Teoria da Evolução? Milagres existiram?

In Scepticismus Veritas!

Cada alegação será confrontada com fatos, cada alegação será pesquisada por fontes que corrobore, cada alegação será DESTROÇADA sem dó nem piedade. Sendo assim, venham, meus caros, temos algo a lhes contar. E contaremos beeeeeeem de perto… Read more »

A necessidade de uma crença

Muitas vezes pensamos por que as pessoas acreditam em coisas sem nexo. Ficamos estarrecidos com a capacidade crédula de acreditar nas coisas mais estapafúrdias que tem por aí religiões, correntes, superstições, mandingas, petições online, SPAM, boatos diversos, shows de mágica, promessas de políticos e que a namorada (ou namorado, dependendo das preferências de cada um) não mentirá na próxima vez.

Afinal, por causa de que as pessoas acreditam nessas sandices todas? Por que elas ainda remetem textos ridículos de ameaças de um fantasma de uma menina de 14 anos (bem, ela teria essa idade se estivesse viva)? O fantasma fica acompanhando os e-mails e comunidades do Orkut? O que fazem então? Repassam o lixo, com um adendo “vou repassar por via das dúvidas”. Via das dúvidas? Não, meu caro. Você repassou porque se cagou de medo da mensagem. E isso vale para as outras crendices. Mas, afinal, por que as pessoas têm essas crenças? Continue lendo »

Revelada a origem da construção do mito de Jesus

Por Israel Knohl
Traduzido por: Charles Coffer Júnior

A primeira menção do “Messias morto” chamou-se Mashiah ben Yosef (Messias Filho de José) é do Talmud (Sukkah 52a). No meu livro “O Messias Antes de Jesus” (University of California Press, 2000), considero que a história desse Messias morto é baseada em um fato histórico. Penso que está ligada à revolta judaica na Terra de Israel na seqüência da morte do Rei Herodes, em 4 a.C.

Esta insurreição judaica foi brutalmente reprimida pelos exércitos de Herodes e do imperador romano Augusto, e os líderes da revolta messiânica foram mortos. Estes eventos definem a tradição do Messias morto Filho de Joseph em movimento e abriu o caminho para a emergência do conceito de “messianismo catastrófico”. Interpretações do texto bíblico ajudaram a moldar a convicção de que a morte do messias era um elemento necessário e indivisível de salvação. A minha conclusão, baseada em escritos apocalípticos datados deste período, foi de que certos grupos acreditavam o Messias iria morrer, ser ressuscitada em três dias, e subir ao céu (ver “O Messias Antes de Jesus”, 27-42). Continue lendo »

Carta revela que Einstein desdenhava a religião

Uma carta escrita pelo físico Albert Einstein ao filósofo alemão Eric Gutkind e que veio à tona recentemente revela que o cientista desdenhava a religião.

A carta foi escrita em 1954, um ano antes da morte de Einstein, em resposta ao livro de Gutkind Escolha a vida: O chamado bíblico para a revolta (em tradução livre), e passou os últimos 50 anos nas mãos de um colecionador particular (esse tipo de colecionador é uma praga, pois eles nos privam de conhecer importantes obras e documentos historicos). Read more »

Lógica & Falácias

trustme.jpgHá muito debate na Internet; infelizmente, grande parte dele possui péssima qualidade. O objetivo deste documento é explicar os fundamentos da argumentação lógica e possivelmente melhorar o nível dos debates em geral.

O Dicionário de Inglês conciso de Oxford (Concise Oxford English Dictionary) define lógica como “a ciência da argumentação, prova, reflexão ou inferência”. Ela lhe permitirá analisar um argumento ou raciocínio e deliberar sobre sua veracidade. A lógica não é um pressuposto para a argumentação, é claro; mas conhecendo-a, mesmo que superficialmente, torna-se mais fácil evidenciar argumentos inválidos.

Há muitos tipos de lógica, como a difusa e a construtiva; elas possuem diferentes regras, vantagens e desvantagens. Este documento discute apenas a Booleana simples, pois é largamente conhecida e de compreensão relativamente fácil. Quando indivíduos falam sobre algo ser “lógico”, geralmente se referem à lógica que será tratada aqui. Read more »