Não preciso mais de nada. Tenho IA

Eu estava pensando outro dia. Eu tinha escrito sobre o falecimento da Internet e como o uso intensivo das IA generativas de LLM (os chatbots turbinados. Não são bem isso, mas… bem, você entendeu e não vou me alongar). Vários conteúdos sendo feitos, imagens feitas, artes e até vídeos curtos e alguns cada vez mais longos mantendo consistência, isto é, se começa um vídeo com o Lula, daqui a pouco não vira o Godzilla com barba ou algo assim. É o mesmo estilo de personagem estilizado, seja desenho ou “3D”.

Eu vi umas brincadeiras de como fariam filmes com o Super-Homem ou o Homem-Aranha e me peguei pensando… não precisarei mais esperar por livros, música e filmes e nem me decepcionar com eles caso não estejam do meu agrado.

E isso é perigoso. Continuar lendo “Não preciso mais de nada. Tenho IA”

Artigos da Semana 296

O entrevero lá no Oriente Médio já é notícia de ontem e ninguém mais liga. Entra aiatolá, se atola o aiatolá, bomba daqui, bm da dali, tudo a mesma coisa. Só tem uma coisa que não é a mesma coisa: meus artigos, que sempre é algo novo e diferente.

Continuar lendo “Artigos da Semana 296”

Bela, recheada e desclassificada: o escândalo de botox que abalou o mundo

Desde que os humanos inventaram a beleza como competição, inventaram também a trapaça. Os gregos já ungiam os atletas com azeite para parecerem mais imponentes nas olimpíadas. Os medievais modelavam as armaduras para parecer mais musculosos. Os concursos de miss do século XX produziram décadas de cirurgia plástica negada com um sorriso e uma faixa no peito. Portanto, não há absolutamente nada de surpreendente no fato de que, em 2026, alguém tenha decidido injetar ácido hialurônico nos lábios de um camelo para ganhar um concurso de beleza. A humanidade é consistente, pelo menos nisso.

Péra… CAMELO????

Corcoveando pelas fraudes em concursos, esta é a sua SEXTA INSANA!

Continuar lendo “Bela, recheada e desclassificada: o escândalo de botox que abalou o mundo”

O maravilhoso (pelos motivos errados) Unicórnio de Madgeburgo

Existe uma categoria especial de erro humano que vai além do simples engano. É aquele tipo de equívoco tão monumental, tão fantástico, tão confiante em si mesmo, tão documentado e celebrado por pessoas inteligentes que acaba se tornando, séculos depois, uma espécie de obra de arte às avessas. O Unicórnio de Magdeburgo pertence a essa categoria. É um incrível exemplo de um fabuloso somatório de “deve ser assim, então é assim” Continuar lendo “O maravilhoso (pelos motivos errados) Unicórnio de Madgeburgo”

Artigos da Semana 294

Acabou-se o carnaval PLUFT! Não se tem muito o que fazer sobre isso, além de reclamar de outra coisa: do calor infernal que tá, enquanto eu fiquei sem luz váris horas sem poder ligar um ar-condicionado ou ventilador. Me senti coo os químicos sumérios que inventaram o asfalto. Sim, eu contei esta e outras histórias durante a semana.

Continuar lendo “Artigos da Semana 294”

Multidão de imbecis assassinam mulher por acharam que ela era uma bruxa

Carnaval é notícia de ontem e já tivemos que voltar ao trabalho, e aos chefes maníacos e à insânia dos colegas e às loucuras do mundo. PAUSA! Respira fundo. Conta até dez. Tenta o método da meditação, do chá de camomila, do aplicativo de mindfulness que você baixou e nunca abriu. Não vai adiantar. Porque a humanidade, com aquela generosidade que só ela tem, acabou de entregar mais um episódio da série favorita de todo mundo: Sou um imbecil e farei de tudo para provar isso!

Estamos em 2026, ano em que a Inteligência Artificial escreve romances, robôs operam pacientes e bilionários brigam por quem chega primeiro em Marte. E em Jharkhand, estado no leste da Índia, um grupo de idiotas se reuniu numa noite de fevereiro, pegou querosene, foi até a casa de Jyoti Sinku, 32 anos, com o filho de dois meses no colo, e ateou fogo em tudo. Motivo: acharam que ela era uma bruxa.

Fazendo mandinga na Quaresma, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Multidão de imbecis assassinam mulher por acharam que ela era uma bruxa”

O falecimento da Internet

Uma das maiores invenções do século XX foi a computação pessoal. Saímos dos grilhões que dependíamos de terminais burros acessando mainframes. Cada um podia ter seu próprio computador, fazer seus próprios programas ser senhor do seu pequeno mundo virtual. O problema é que você tinha que saber muito de eletrônica, tinha que saber muito de programação e ter o seu próprio computador mas para simples satisfação pessoal, o que não ajudava muito. Então, surgiu o Altair: sabendo programação, você podia usar as chavinhas para programá-lo. Veio Steve Wozniak e fez algo amigável. Veio os diferentes tipos de computadores (Commodore, Z-Spectrum, Amiga etc). Cada máquina com seu Sistema Operacional próprio. E então, o IBM-PC e o mundo foi outro. Você podia instalar o DOS e ter uma imensa variedade de programas, com a grande virada do Windows, que transformou tudo em muito mais amigável.

Ah, sim, veio o MacOS que jura que foi kibado pelo Windows, mas sabemos muito bem que tio Bill Gates pagou uma grana gostosa para a Xerox para ter a interface gráfica, enquanto a Apple praticamente roubou na cara dura com anuência dos executivos da fábrica de copiadoras, no que resultou em pedido de demissão em massa do PARC da Xerox. Continuar lendo “O falecimento da Internet”

Vai, confia na tecnologia durante o percurso, vai

Eu adoro a Amazon e o Mercado Livre (Fuck You, Correios!). Um dos motivos é terem entregadores que… bem, que entregam a sua mercadoria. O problema é que ninguém mjais sabe dirigir. Já pode ver o Uber: o miserável fica rodando pela cidade mas se não tiver o GPS, ele não sabe por onde vai, como chega e sequer onde é. Daí pessoal desenvolve uma fé cega, quase religiosa, pelo GPS. Uma confiança que ultrapassa laços familiares, opiniões de especialistas e, aparentemente, o instinto básico de não dirigir para dentro de um estuário com maré subindo.

Sim, o idiota não viu a porra de UM ESTUÁRIO! Continuar lendo “Vai, confia na tecnologia durante o percurso, vai”

O homem que acreditava ser o rei da França

Era uma vez um homem que acordou numa bela manhã de setembro de 1354, como sempre acordara nos seus 38 anos de vida: um próspero comerciante de Siena, ocupado com os negócios de sempre, preocupado com lucros, prejuízos e as pequenas intrigas da tosca República de Toscana. O mundo dá voltas mas de vez em quando ele capota, e quando a noite caiu sobre aquele mesmo dia, ele já se acreditava o legítimo rei da França. Não houve febre, não houve delírio, não houve nenhum cogumelo mágico medieval que justificasse a transformação. Houve apenas uma convocação, uma conversa e uma revelação tão absurda que parecia ter saído diretamente de uma novela.

Esta é uma SEXTA INSANA MEDIEVAL! Continuar lendo “O homem que acreditava ser o rei da França”

Família que dá golpe unida permanece unida na cadeia

Existe golpe, existe charlatanismo, existe o nível “Broadway do Estelionato” e existe a religião, um empreendimento tão lucrativo em que uma família inteira se reúne não para ceia de Natal, mas para encenar um ritual místico e trocar dinheiro vivo por fumaça teatral. Um exemplo disso é uma tia que perdeu… perdeu, não. Gastou, deu de presente R$ 250 mil acreditando que sofria de uma condição médica gravíssima chamada “coração preto”, diagnóstico feito por uma estranha num shopping, aquele templo moderno onde você vai comprar meia e sai com uma dívida emocional, um financiamento e, aparentemente, uma maldição espiritual.

O tratamento? Um pacote premium de ilusionismo barato: tambor incandescente, lençol branco, olhos fechados, fé cega e a clássica coreografia do “confie em mim enquanto eu substituo seu dinheiro por papel inútil”.

Dando cambalhotas na versão Cirque du Soleil do estelionato, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Família que dá golpe unida permanece unida na cadeia”