O falecimento da Internet

Uma das maiores invenções do século XX foi a computação pessoal. Saímos dos grilhões que dependíamos de terminais burros acessando mainframes. Cada um podia ter seu próprio computador, fazer seus próprios programas ser senhor do seu pequeno mundo virtual. O problema é que você tinha que saber muito de eletrônica, tinha que saber muito de programação e ter o seu próprio computador mas para simples satisfação pessoal, o que não ajudava muito. Então, surgiu o Altair: sabendo programação, você podia usar as chavinhas para programá-lo. Veio Steve Wozniak e fez algo amigável. Veio os diferentes tipos de computadores (Commodore, Z-Spectrum, Amiga etc). Cada máquina com seu Sistema Operacional próprio. E então, o IBM-PC e o mundo foi outro. Você podia instalar o DOS e ter uma imensa variedade de programas, com a grande virada do Windows, que transformou tudo em muito mais amigável.

Ah, sim, veio o MacOS que jura que foi kibado pelo Windows, mas sabemos muito bem que tio Bill Gates pagou uma grana gostosa para a Xerox para ter a interface gráfica, enquanto a Apple praticamente roubou na cara dura com anuência dos executivos da fábrica de copiadoras, no que resultou em pedido de demissão em massa do PARC da Xerox. Continuar lendo “O falecimento da Internet”

Vai, confia na tecnologia durante o percurso, vai

Eu adoro a Amazon e o Mercado Livre (Fuck You, Correios!). Um dos motivos é terem entregadores que… bem, que entregam a sua mercadoria. O problema é que ninguém mjais sabe dirigir. Já pode ver o Uber: o miserável fica rodando pela cidade mas se não tiver o GPS, ele não sabe por onde vai, como chega e sequer onde é. Daí pessoal desenvolve uma fé cega, quase religiosa, pelo GPS. Uma confiança que ultrapassa laços familiares, opiniões de especialistas e, aparentemente, o instinto básico de não dirigir para dentro de um estuário com maré subindo.

Sim, o idiota não viu a porra de UM ESTUÁRIO! Continuar lendo “Vai, confia na tecnologia durante o percurso, vai”

O homem que acreditava ser o rei da França

Era uma vez um homem que acordou numa bela manhã de setembro de 1354, como sempre acordara nos seus 38 anos de vida: um próspero comerciante de Siena, ocupado com os negócios de sempre, preocupado com lucros, prejuízos e as pequenas intrigas da tosca República de Toscana. O mundo dá voltas mas de vez em quando ele capota, e quando a noite caiu sobre aquele mesmo dia, ele já se acreditava o legítimo rei da França. Não houve febre, não houve delírio, não houve nenhum cogumelo mágico medieval que justificasse a transformação. Houve apenas uma convocação, uma conversa e uma revelação tão absurda que parecia ter saído diretamente de uma novela.

Esta é uma SEXTA INSANA MEDIEVAL! Continuar lendo “O homem que acreditava ser o rei da França”

Família que dá golpe unida permanece unida na cadeia

Existe golpe, existe charlatanismo, existe o nível “Broadway do Estelionato” e existe a religião, um empreendimento tão lucrativo em que uma família inteira se reúne não para ceia de Natal, mas para encenar um ritual místico e trocar dinheiro vivo por fumaça teatral. Um exemplo disso é uma tia que perdeu… perdeu, não. Gastou, deu de presente R$ 250 mil acreditando que sofria de uma condição médica gravíssima chamada “coração preto”, diagnóstico feito por uma estranha num shopping, aquele templo moderno onde você vai comprar meia e sai com uma dívida emocional, um financiamento e, aparentemente, uma maldição espiritual.

O tratamento? Um pacote premium de ilusionismo barato: tambor incandescente, lençol branco, olhos fechados, fé cega e a clássica coreografia do “confie em mim enquanto eu substituo seu dinheiro por papel inútil”.

Dando cambalhotas na versão Cirque du Soleil do estelionato, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Família que dá golpe unida permanece unida na cadeia”

Artigos da Semana 290

Tá chovendo a semana toda. Eu estou aqui, com uma caneca de chocolate quente, entre minhas cobertas, feliz da vida ainda de férias. Lancei esta semana dois livros em que eu conto histórias, e lançarei mais livros separando os volumes por eras e assuntos. Tem até um artigo que eu só falo disso, além de outras coisas que eu postei durante a semana. Bóra ler?

E comprem meus livros. Custa só R$24,90 cada um.

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Artigos da Semana 289

Voltei de viagem, felizmente. Digo felizmente, porque o bom mesmo é estar em casa e detesto ter que ser arrastado para fora do meu castelo. O bom é que eu continuo de férias, mas em casa, sem trabalhar. Deixei vários artigos agendados para vocês mas agora, tudo será nos moldes de sempre. Entyão, começo o ano agora, aqui, já, neste instante, com o que foi postado durante a semana, e já tenho o que postar amanhã.

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O artigo mais demoníaco dos últimos anos

Este é o artigo forjado nos caldeirões fedorentos do Inferno, com as chamas abrasadoras, com o grito desesperado, com o clamor de dor e ranger de dentes. Este é o artigo que aferroa fundo, que promove sofrimento, o artigo sem igual e que mostra a extensão do meu poder. Este é o artigo mais demoníaco dos últimos anos. Este é o artigo nº 6.666.

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Melhores artigos de 2025 parte 6

Este é a última parte das memórias do que foi postado ano passado. Espero que todos vocês estejam bem, assim como eu espero estar bem. Devo estar. Não sei. Tomara! Contei muitas histórias em 2025, mas elas acabam aqui. Daqui pra frente, só coisa nova, só coisa inédita. Mas amanhã terá algo maneiríssimo e tenho certeza que estará no rol de melhores artigos do ano que vem. Sobre o que é? Volta aqui a amanhã e descubra.

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Melhores artigos de 2025 parte 5

Estou bem triste com as minhas férias. Descansando muito e muita preguiça. Tanta preguiça que nem vou falar mais nada. Olhe os artigos do ano passado. Lê ai, ô!

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Melhores artigos de 2025 parte 4

Fala, rapeize, que era como jovens se chamavam lá pela década de 80. Nenhuma saudade de ser chamado assim, mas manterei because zoeira. Ao longo do ano, contei muitas histórias de paz e de guerra, de aventureiros, de pedras, fontes de água, tartarugas heroicas (não as ninjas) e até um azarado que foi várias vezes atingindo por raios. Bóra dar uma olhada. Valeu, fui!

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