Os Evangelistas eram historiadores confiáveis?

evangelistasPor Richard Carrier
Trad. Sky Kunde

A qualidade ou confiabilidade de um fonte requer uma avaliação de todos os fatores relevantes. Os evangelhos são falhos como relatos confiáveis porque falham em todos os critérios, não porque falham em um ou dois. Para encurtar a conversa, Lucas, o melhor deles, não oferece nenhuma das marcas de um historiador crítico e cuidadoso, em vez disso prega e propagandeia, e implicitamente serve uma agenda ideológica, não uma objetiva investigação em direção a verdade.

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Intelectuais criticam poder abolutista de Bento XVI

Depois de quatro anos do reinado pontificado, só agora que os teólogos e analistas religiosos se tocaram do óbvio: O Império do Mal governado por Darth Ratzinger possui um estilo recluso, sendo liderado de forma autoritária. Se isso é novidade pra você, significa que você não acompanha Ceticismo.net; exemplos não faltam.

Especialistas – sabe-se lá em que – ouvidos pela BBC Brasil afirmam que decisões tomadas recentemente pelo ex-chefe da Gestapo Católica – como a nomeação de um bispo auxiliar conservador na Áustria sem considerar o parecer do episcopado local – são sinais de um papado centralizador e pouco democrático, como coisa que democracia e religião andam juntas. Que tal um referendo pra escolher o novo nome de Deus? Que tal um plebiscito pra escolhermos quais atitudes nos conduzem ao inferno? Não, meus caros. Democracia situa-se diametralmente divergente de qualquer religião. Continuar lendo “Intelectuais criticam poder abolutista de Bento XVI”

Reforma Ortográfica: Um Titanic Lingüístico

Antes que vocês digam, o trema usado no título foi proposital. E por quê? Porque eu acho esta nova reforma ortográfica uma grande palhaçada. O Brasil – comandado por um presidente que possui graves problemas em usar plurais corretamente – quis tirar onda de gostoso e saiu correndo na frente de todo mundo. O resultado podemos ver: todo mundo tem dúvidas sobre como escrever corretamente.

O presidente-molusco não satisfeito por não falar corretamente, ao invés de comprar um bom livro de gramática, teve a “brilhante” idéia (sim, com acento) de nos tansformar em semi-analfabetos. Valeu, Lula. Continuar lendo “Reforma Ortográfica: Um Titanic Lingüístico”

Infecções hospitalares – até quando?

Por Sérgio Danilo Pena
Professor Titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia
Universidade Federal de Minas Gerais

Hospitais deveriam ser lugares seguros, aonde vamos curar nossas doenças. Eles jamais deveriam ser fonte de enfermidades. Mas essa situação tem mudado de forma drástica com o enorme problema das infecções hospitalares. Recentemente um médico amigo meu foi hospitalizado com infarto agudo de miocárdio. Ele logo se recuperou do infarto… mas quase morreu de uma infecção, adquirida na UTI, que até hoje lhe causa problemas.

No mês passado, o grande médico mineiro Lincoln Freire, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria e meu confrade na Academia Mineira de Pediatria, faleceu em decorrência de uma infecção hospitalar, após ter sua doença primária controlada. A medicina mineira está de luto. Mas é hora de reagir, tomando providências para evitar episódios semelhantes no futuro. Continuar lendo “Infecções hospitalares – até quando?”

Como as mães podem afetar a memória dos filhos

Um novo estudo com camundongos sugere que experiências da infância materna podem afetar as funções cerebrais de sua prole. Pesquisadores descobriram que mães de camundongos, fisicamente ativas, estimuladas e que mudavam seus hábitos de vida com freqüência quando jovens davam à luz filhotes com melhor memória que aqueles nascidos de mães criadas em ambientes sem atrativos.

“A qualidade da memória dos camundongos jovens depende dos estímulos a que suas mães foram expostas quando jovens”, comenta Larry Feig, bioquímico na Tufts University Medical School, em Boston, e autor de estudo a ser publicado no The Journal of Neuroscience. Continuar lendo “Como as mães podem afetar a memória dos filhos”

A Igreja Católica em profunda crise moral na Áustria

O próprio cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, admitiu: a Igreja católica austríaca atravessa uma crise e os bispos devem “uma explicação” aos católicos. “Nós também queremos exprimir a esperança de que toda crise também pode ser uma bênção”, escreveu o presidente da conferência episcopal austríaca em uma carta pastoral publicada em 16 de fevereiro resultado de uma reunião para discutir a crise, reunindo todos os bispos.

O monsenhor Schönborn tira as lições do mal-estar suscitado por dois episódios particularmente mal vistos pelos católicos, e que acabam de se juntar a um problema mais antigo. O anúncio do dia 24 de janeiro feito pelo Vaticano de revogar a excomunhão de quatro bispos lefebvristas, dos quais um é negacionista, chocou os católicos austríacos e suscitou a incompreensão no mais alto nível da hierarquia. Continuar lendo “A Igreja Católica em profunda crise moral na Áustria”

Criação da nova árvore evolucionária da vida está próxima

Sanderson, biólogo da Universidade do Arizona, faz parte de um esforço para descobrir o parentesco entre o estimado de 500 mil espécies de plantas. Durante anos, os pesquisadores seqüenciaram o DNA de milhares de espécies vindas de selvas, tundras e gavetas de museus. Eles usaram supercomputadores para processar dados genéticos e coletaram pistas sobre como a diversidade atual de baobás, dentes-de-leão, musgos e outras plantas evoluíram ao longo dos últimos 450 milhões de anos.

O ritmo de seu progresso dá a Sanderson esperança de que será possível desenhar toda a árvore evolucionária das plantas nos próximos anos. “Isso já está muito perto de acontecer,” Sanderson disse. Continuar lendo “Criação da nova árvore evolucionária da vida está próxima”

Um primata nada especial

Um estudo brasileiro acaba de contestar uma ideia largamente aceita desde o século XIX: a de que a maior capacidade cognitiva do ser humano se deve a seu cérebro relativamente avantajado. Os resultados mostram que o tamanho e o número de neurônios do cérebro humano são compatíveis com os de um primata de nosso porte – nem maiores, nem menores do que o esperado.

Os pesquisadores, liderados pela neurocientista Suzana Herculano-Houzel, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriram que o cérebro humano tem 86 bilhões de neurônios – e não 100 bilhões, como se acreditava anteriormente. Esse número – na verdade apenas uma estimativa de ordem de grandeza – era amplamente difundido até então, tanto que batiza um livro e a coluna que Roberto Lent – professor da UFRJ e co-autor do trabalho – mantém na Ciência Hoje On-line. Continuar lendo “Um primata nada especial”

Menino de dois anos se casa com cadela na Índia

Não conheço um único homem que não tenha arrumado uma namorada… digamos… de moral duvidosa. Se você é daqueles que AINDA não experimentou, não sabe o que tá perdendo. Temos um pequeno trecho no nosso cromossomo Y que nos faz aproximar criaturinhas que podem ser descritas como: vagabundas, vadias, safadas, sirigaitas, ordinárias, pistoleiras, periguetes, chave de cadeia, cretinas e, é claro, cachorras.

Claro que só mulheres são tão delicadas assim para se referirem a outras mulheres. Homens preferem chamar logo de puta mesmo ou, de um modo mais amistoso, “primas”. E é claro que eu já tive a minha cota, mas hoje encontrei a luz, a verdade e a vida… (não, não é Jesus. Sou um cético facão). O doce amor da minha vida que adoça os meus dias, promove minha felicidade, cuti-cuti-cuti (pronto, já puxei o teu saco, agora vai fazer a porra da janta, mulé!).

Nesse mundo ensandecido, onde idiotas fazem e acontecem, o absurdo acaba se tornando comum e alguns levam certos adjetivos a sério. Como foi o caso de um garoto que se casou com uma cachorra de verdade (sim, o mamífero quadrúpede da família Canidae). O país onde uma tosqueira dessas aconteceu? Na Índia, ora. Não leu o título? Continuar lendo “Menino de dois anos se casa com cadela na Índia”

Professor é suspenso por retirar cruz de sala de aula na Itália

Todo mundo quer ter direitos, mas alguns esquecem que há uma coisa chamada “deveres”. Isso acontece muito no mundo religioso, onde todos querem que suas crenças sejam respeitadas, mas não querem abrir mão dela em prol de nada. Nem mesmo quando chega ao ponto de violar leis, como foi o caso de um professor italiano que foi suspenso por um mês, após seus alunos terem reclamado por ele ter retirado um crucifixo da sala de aula.

Eu não sei se eles achariam ruim se eu arriasse um ebó no canto da sala; afinal, é um símbolo religioso, não é? Quem sabe um painel de uma cena de sacrifício dos maias? Não seria muito diferente de rezar pra um instrumento de tortura e morte. Continuar lendo “Professor é suspenso por retirar cruz de sala de aula na Itália”