Quando a IA buscou, localizou e encontrou espermatozoides escondidos

Imagine procurar por uma única pessoa específica em todas as praias do mundo, sem saber em qual continente ela está, se é que está em algum lugar. Agora imagine que essa pessoa seja invisível na maior parte do tempo. Bem-vindos ao universo da azoospermia, onde a natureza decide brincar de esconde-esconde com espermatozoides, e onde um casal acabou de quebrar o recorde mundial de persistência reprodutiva: 18 anos tentando engravidar. Dezoito. Anos. Para colocar isso em perspectiva, quando eles começaram a tentar, o iPod ainda era novidade e Mark Zuckerberg ainda era apenas um universitário desajeitado em Harvard.

Mas esta não é uma história sobre desistência. É sobre como a inteligência artificial acabou de se tornar a melhor parteira do século XXI, transformando o que parecia uma missão impossível em uma gravidez real, com bebê previsto para dezembro. E não, não estamos falando de ficção científica; estamos falando de uma revolução silenciosa que está acontecendo bem debaixo dos nossos narizes, ou melhor, bem debaixo dos microscópios. Continuar lendo “Quando a IA buscou, localizou e encontrou espermatozoides escondidos”

Ciência comprova indica: corpo cheio de microplásticos é um saco!

A gente já sabia que o plástico estava em todo lugar. No oceano, no ar, no sal de cozinha, no peixe que comemos, no pulmão, no sangue, no fígado, no cérebro… e agora, como se não bastasse, ele resolveu invadir os bastidores mais íntimos da existência humana: lá, onde tudo começa e tudo se resolve.

Sim, pois, é. Os safadinhos microplásticos estão agora oficialmente na terra prometida da fertilidade: esperma e ovários. Agora, o termo “saco plástico” ganha outras conotações. Continuar lendo “Ciência comprova indica: corpo cheio de microplásticos é um saco!”

Quando um fazendeiro Norueguês tropeçou na Netflix da Era Viking

Imagine a cena: é agosto de 1904, você é um fazendeiro norueguês cavoucando o próprio quintal porque… sei lá. Parece que isso é comum por lá. Cartas para a Redação. Bem, o cara lá fuçando o quintal bate a enxada em algo que claramente não era raiz teimosa, nem pedra, nem papel ou tesoura. Era madeira! Madeira muito, muito antiga. Knut Rom, nosso protagonista involuntário desta história, provavelmente teve o mesmo sentimento de quem encontra uma pasta perdida no computador e descobre que ela contém todos os memes raros dos últimos dez anos. Só que, no caso dele, a pasta continha mil anos de história viking condensados em 22 metros de carvalho esculpido que faria qualquer cenógrafo de Game of Thrones ter um ataque de inveja.

Rom havia acabado de descobrir o navio de Oseberg. Continuar lendo “Quando um fazendeiro Norueguês tropeçou na Netflix da Era Viking”

Artigos da Semana 260

Enquanto vocês estavam aí dando F5 em tudo que é rede social, site de notícias e contatos no Uatzup para saber do arranca-rabo no Oriente Médio (tem vários, escolham o que melhor lhes aprouver) eu estava curtindo meu feriadão. Ainda bem que tem vocês, que não se importam com essas coisas, e preferem dar atenção a inutilidades do outro lado do mundo que não lhes afeta em nada. Obrigado. Assim, os preços de tudo ficam mais baixos por causa da procura reduzida.

Aproveitem e leiam o que foi postado automaticamente durante a semana.

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Físicos finalmente fazem algo de útil e criam um violino em nanoescala

Você já deve ter ouvido a expressão “toca o menor violino do mundo pra isso”, geralmente acompanhada daquele gesto debochado com os dedos como se alguém estivesse tocando um instrumento microscópico em resposta a uma reclamação dramática demais. Pois bem. A ciência britânica levou isso ao pé da letra, e ao nível nanométrico. Literalmente.

Enquanto químicos (com eles a oração e a paz) salvam o mundo que eles ajudaram a construir (e outros fizeram umas cagadas), um grupo de físicos, que quando não estão fazendo contras criam umas coisas esquisitas, construiu o que eles acreditam ser o menor violino do mundo. Deve servir para algo, como oferecer para os chorões de rede social. Continuar lendo “Físicos finalmente fazem algo de útil e criam um violino em nanoescala”

Rios muy amigos botando gás carbônico pra fora e ferrando nossa vida


à meia-noite eu vou aquecer o seu planeta!

Durante muito tempo, os cientistas acreditaram que havia uma espécie de cofre subterrâneo onde o carbono antigo dormia em paz, intocado há milênios. Um descanso digno, protegido por camadas de solo, rochas e otimismo geológico. Mas acontece que esse carbono resolveu acordar, bocejar e, de forma nada discreta, dar um pulinho nos rios — e, de lá, voltar direto para a atmosfera em forma de CO₂. Sim, senhoras e senhores, o passado voltou. E está no ar.

Um estudo mostrou que mais da metade do carbono que os rios liberam na atmosfera não é material orgânico fresquinho, recém-chegado da decomposição de folhinhas caídas, como se imaginava. Não. É carbono velho. Muito velho. Tipo aposentado há milênios, do tipo que veio de camadas profundas do solo ou de rochas que vêm sendo intemperizadas desde quando mamutes ainda estavam de pé. Continuar lendo “Rios muy amigos botando gás carbônico pra fora e ferrando nossa vida”

Uma selfie perseverante

Há quem diga que Marte é um deserto morto e sem graça. Bom, aparentemente até deserto tem senso de humor, porque enquanto o rover Perseverance tentava fazer uma selfie decente para comemorar seus 1.500 dias marcianos (ou sols) de passeio pela Cratera Jezero, um pequeno vórtice de poeira resolveu fazer uma aparição especial; sim, um legítimo Saci Espacial no fundo da foto.

O Universo pode ser cruel, mas tem timing. Continuar lendo “Uma selfie perseverante”

O mistério magnético da Lua

Desde que as primeiras missões espaciais começaram a explorar a Lua, cientistas se depararam com um enigma intrigante: algumas rochas lunares apresentam um magnetismo surpreendentemente forte, apesar de o satélite não possuir um campo magnético global ativo. Agora, pesquisadores do MIT podem ter encontrado uma explicação para esse fenômeno. Continuar lendo “O mistério magnético da Lua”

Grandes Nomes da Ciência: Mariângela Hungria

A mulher que enverga a roupa branca olha pelas lentes de seus óculos a peça de vidro. Uma simples peça de vidro com tampa. Dentro daquela peça de vidro que também tem uma tampa de vidro tem… coisas… coisas vivas. Minúsculos seres que farão a diferença no mundo. Seres responsáveis por alimentar países, erguer nações, acabar com a fome. A mulher do jaleco branco pousa a peça de vidro que é o pequeno universo que ela ajudou a criar, mas ela não é uma mulher qualquer. É alguém paciente, convicta, insistente, e por longas décadas ela logrou o seu intento. Não, ela não é uma mulher qualquer, ela é uma cientista. Ela é Mariângela Hungria. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Mariângela Hungria”

Liberaram a rosca preta no Kansas

Era uma bucólica tarde, como qualquer outra ode ser em Bonner Springs, Kansas… o tipo de dia em que o máximo de emoção costuma ser alguém esquecendo o freio de mão no estacionamento do mercado. Nesta cidade com 6768 habitantes ou um ônibus levando gente pro trabalho de manhã, sem aviso, aconteceu o Evento! O céu resolveu flertar com o sobrenatural e um anel negro, perfeitamente formado, pairava no azul límpido como um portal para outra dimensão, ou no mínimo um aviso de que os alienígenas estavam com o GPS finalmente calibrado.

Pessoas saíram de suas casas em silêncio, como zumbis convocados por um eclipse demoníaco. Teorias pipocaram mais rápido que sapos sobre uma placa quente (é uma figura de linguagem. Não façam isso com os batráquios): de OVNIs a buracos negros, passando por um possível renascimento do Senhor dos Anéis em versão live-action celestial.

Um dia de horror e consternação em Bonner Springs que alavancará incertezas, despertará medos e causará a maior comoção, pois esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Liberaram a rosca preta no Kansas”