Artigos da Semana 243

O Carnaval tá chegando e eu estou muito animado, como a imagem de abertura mostra. Claro, estou me preparando para a folia. Enquanto isso, fiz esta postagem para lhe lembrar do que foi postado na semana!

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A Primeira Última Morada de Tutmés II

A descoberta da tumba de Tutancâmon em 1922 foi um choque na comunidade acadêmica e na vida das pessoas. Finalmente pudemos ter um vislumbre do poder, glória e opulência de um rei egípcio, ainda que fosse irrelevante – sim, pois é. A importância de Tut foi ter sua tumba encontrada intacta, com toda a sua riqueza. Agora, o papo é outro, pois outro rei foi descoberto (já falei inúmeras vezes para pararem de chamar reis egípcios de “faraós”). A New Kingdom Research Foundation descobriu a localização da tumba original de Tutmés II.

Original? Sim, leia o texto para entender! Continuar lendo “A Primeira Última Morada de Tutmés II”

Alguns passarinhos bebem água que passarinho não bebe

E estamos na quinta-feira, que não é sexta, nem dia da maldade, mas sempre é dia de tomar ela, a mardita, o mé, a cana. A questão é as pessoas não são as únicas que se deliciam em tomar uns golinhos da água que passarinho não bebe. Quer dizer, alguns passarinhos podem não beber, mas outros sim, além de lêmures e macacos. Se bem que “beber” não seria o termo certo, mas o consumo de frutas e néctar naturalmente fermentados, e como vocês sabem (vocês sabem, né?) fermentação de açúcares por fungos produz álcoois, principalmente etanol.

Sim, eles comem para ficarem “alegrinhos”. Continuar lendo “Alguns passarinhos bebem água que passarinho não bebe”

Aromas do Tempo: cientistas dão aquele cheirinho nos Faraós-oh-oh-oh

Qual é o cheiro de uma múmia de 3.000 anos? Não é uma questão que a maioria de nós já tenha ponderado, mas cientistas descobriram agora que cada múmia egípcia antiga tem sua própria impressão digital aromática distinta – variando de amadeirada e picante a floral e empoeirada.

Em um aromatizado e envolvente estudo Museu Egípcio, no Cairo, pesquisadores fizeram algo sem precedentes: eles capturaram e analisaram os aromas que emanavam de nove múmias diferentes. E não, ninguém cheirou nenhum suvaco de múmia (acho).

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Os registros muito antigos do clima zuado do passado

A reconstrução climática do passado é um campo de investigação essencial para compreendermos os padrões climáticos atuais e suas tendências futuras, mas é uma pesquisa ingrata. Como saber o que realmente aconteceu? Anéis de troncos de árvores, vestígios sedimentares e toda sorte de registros que a Natureza está sendo bem sacana em nos esconder. A história climática, um campo interdisciplinar que mescla geografia, meteorologia e historiografia, permite-nos decifrar os impactos do clima sobre as sociedades ao longo dos séculos.

Tomemos como exemplo a Transilvânia (sim, aquela), que atualmente parte da Romênia, mas no século XVI pertencia ao Reino da Hungria. Aquela região era um território estratégico marcado por fenômenos climáticos extremos, emergindo como um estudo de caso revelador sobre as interações entre condições climáticas e transformações sociais. E como sabemos disso? Através dos meus espiões que acham que eu não tenho o que fazer e me mandam notícias de coisas escritas em Húngaro para ficarem rindo da minha cara quando eu tento aprender um pouco desta coisa pavorosa. Continuar lendo “Os registros muito antigos do clima zuado do passado”

A bola prateada que telefona pra casa

Os homens contemplam sua criação. Simples homens, mas a criação deles é um ponto de virada no mundo, na Ciência, na Tecnologia, na História, na própria Humanidade. O brilho prateado refletivo tem um quê de místico e alienígena ao mesmo tempo. O suave toque, liso como seria a mais lisa das coisas é algo indescritível. Por milhares de anos não pudemos sair de algo mais que dar um pulinho aqui e ali. Chegamos a dominar os céus, mas aquilo? Era a ficção tornando-se realidade. Um dos homens ajeita o óculos. Ele olha para os seus companheiros, que sorriem, e levanta as sobrancelhas. Sim, claro, respondem eles sem verbalizar; então, o homem toca de novo. Liso e macio. Continuar lendo “A bola prateada que telefona pra casa”

O mistério mesozoico das montanhas Zagros

As imponentes Montanhas Zagros, que se estendem pelo Irã, Iraque e Turquia, guardam um segredo oculto a quilômetros de profundidade. Sob essa cadeia montanhosa, os resquícios da antiga placa oceânica Neotétis continuam a influenciar a geodinâmica da região. Um estudo recente conduzido por pesquisadores da Universidade de Göttingen revelou que essa placa, que outrora separava os continentes Arábico e Euroasiático, está se rompendo horizontalmente, com uma fratura que se propaga do sudeste da Turquia até o noroeste do Irã. Continuar lendo “O mistério mesozoico das montanhas Zagros”

Artigos da Semana 240

Minhas férias acabam hoje. #xatiado. Amanhã já volto ao trabalho e estou nas portas do desespero, chorando copiosamente. A única coisa que me impede de chegar a medidas extremas tomando veneno pra rato com tubaína é ler o que foi postado durante a semana.

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Velejando até a segunda estrela à direita, depois do amanhecer

Imagine um futuro no qual pequenas sondas espaciais, impulsionadas por finíssimas velas de luz, viajam a velocidades incríveis pelo espaço interestelar. Algo saído do conto Vento Solar, de Arthur Clarke. Entretanto, essa ideia está mais próxima da realidade do que você imagina, graças ao trabalho inovador de cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). Continuar lendo “Velejando até a segunda estrela à direita, depois do amanhecer”

A forças titânicas que moldaram o Japão

O Japão, um arquipélago situado no Círculo de Fogo do Pacífico, é um dos locais mais geologicamente ativos do mundo. Este cinturão de intensa atividade tectônica e vulcânica é responsável por algumas das paisagens mais impressionantes e dinâmicas do planeta, e isso por causa da sua geologia bela, mas catastrófica, marcada por uma complexa interação de placas tectônicas, que não só moldaram suas montanhas e vales, mas também deram origem a uma rica história de atividade vulcânica. Continuar lendo “A forças titânicas que moldaram o Japão”