Artigos da Semana 251

Hoje é dia dele: do coelhinho (se eu fosse como tu). Espero que a Páscoa tenha sido ótima e tenham pego em muitos ovinhos, para depois estarem chapados e saírem catando tudo que é ovo e alguns coelhos sem orelhas.

Então, termine o dia lendo oque foi publicado na semana.

Continuar lendo “Artigos da Semana 251”

A descoberta do fogo em meio ao gelo

Olhando a vastidão gelada e desolada da minha janela no Rio de Janeiro, com temperaturas glaciais de 21ºC, eu fico imaginando viver em um mundo coberto por gelo, no qual o fogo não era apenas uma ferramenta de sobrevivência, mas também um símbolo de engenhosidade e progresso. Durante a Idade do Gelo, entre 45.000 e 10.000 anos atrás, nossos tatatatatatatataravós enfrentaram desafios extremos para dominar o uso do fogo. Mas como foi o domínio do fogo em condições tão adversas.

É o que uma pesquisa propõe responder por meio de uns cantinhos queimados há muito, muito tempo! Continuar lendo “A descoberta do fogo em meio ao gelo”

Grandes homens criam o menor marca-passo do mundo

Diariamente, várias pessoas possuem um pequeno dispositivo em seus peitos: um marca-passo, usado para regular a frequência cardíaca do paciente, cujo coração meio que “esquece” de bater (é uma licença poética, não encham o saco). Desenvolvido em 1958 pelo cirurgião cardíaco sueco Åke Senning, o primeiro marca-passo apresentava dimensões notavelmente grandes (em comparação aos modelos atuais); ele possuía um diâmetro de 55 milímetros e pesava de 60 gramas. A energia provinha de uma bateria primárias poderiam ter sido usados. As células de Ruben-Mallory com zinco como ânodo e óxido de mercúrio como despolarizador. Mais tarde, foram trocadas por baterias de níquel-cádmio.

Agora, temos modelos muito mais leves, e uma recente pesquisa apresentou um marca-passo incrivelmente pequeno e biodegradável, e ele será voltado para criancinhas. Continuar lendo “Grandes homens criam o menor marca-passo do mundo”

Artigos da Semana 248

Chegou o fim do mês e quinto dia só na outra semana. Pelo menos as contas estão pagas e aguardando as próximas que não tardam, pois se tem duas certezas na vida é a morte e os boletos. Espero que o segundo chegue primeiro. Enquanto isso, vamos ver o que foi postado na semana!

Continuar lendo “Artigos da Semana 248”

Grandes ideias de jerico: colecionar plutônio

Existem boas ideias, ideias medianas, ideias muito ruins, ideias péssimas, invadir a Polônia e ser jovem. Imaginem o jovem maldito ter a brilhante ideia de… sei lá… transformar a própria casa numa miniatura de Chernobyl. Pois bem, um Zé Ruela australiano realmente pensou que seria uma boa dar vazão à sua sanha de colecionador e se aventurar pela tabela periódica, procurando ter todos os elementos químicos. O problema é que os meganhas acharam que plutônio era demais. Continuar lendo “Grandes ideias de jerico: colecionar plutônio”

Artigos da Semana 247

Chegou o outono. Você sabe, as águas de março já caíram (mais ou menos), acabou-se o verão e teve início a estação das folhas que caem, com temperaturas de 30ºC. Esta semana teve texto sobre gente perseguindo eclipses, descobertas arqueológicas, Shakespeare cancelado e até notícia vinda do meu lugar favorito. Divirtam-se!

Continuar lendo “Artigos da Semana 247”

Macho tóxico mata a fêmea depois de satisfazer seu desejo sexual

O fascinante mundo dos polvos nunca deixa de surpreender, mas o comportamento tóxico de alguns é realmente um problema. Eu diria, literalmente, até. Se tomarmos o exemplo do polvo-de-linhas-azuis (Hapalochlaena fasciata), vemos a perfeita ilustração disso, quando cientistas descobriram que os machos dessa espécie utilizam veneno para imobilizar suas parceiras durante o acasalamento, uma estratégia que parece ser tanto uma tática de sobrevivência quanto um mecanismo reprodutivo.

Nas que é sacanagem na hora da sacanagem, isso é. Continuar lendo “Macho tóxico mata a fêmea depois de satisfazer seu desejo sexual”

A mais antiga cratera encontrada

Está lá você, acordando de manhã e talz. Daí – PUMBA! – descobrir que seu quintal é, na verdade, o cenário de um evento cósmico cataclísmico de bilhões de anos atrás. Isso porque um pedregulhão veio viajando a uma velocidade estonteante de 36 mil km/h, colidiu com a Terra primitiva há 3,5 bilhões de anos, gerando um evento cataclísmico. Você ficaria sem palavras, certo? Foi mais ou menos isso que aconteceu com um grupo de pesquisadores da Universidade Curtin, na Austrália, quando encontraram evidências da cratera de impacto de meteorito mais antiga já registrada na Terra.

Essa descoberta, feita no Domo do Polo Norte (não aquele cheio de neve, mas uma região quente da Pilbara, na Austrália Ocidental), e pela data mencionada acima, isso significa que essa cratera é mais antiga do que qualquer outra conhecida – a que detinha o recorde anterior tinha “apenas” 2,2 bilhões de anos. Continuar lendo “A mais antiga cratera encontrada”

Grandes Nomes da Ciência: James Harrisson

Os médicos não têm tempo a perder. Dois mil anos de Ciência Médica estão girando com velocidade absurda, pois, é uma questão que minutos farão a diferença contra 3 bilhões de anos de Evolução Biológica. O ponteiro caminha inexorável, uma enfermeira corre pelo corredor levando um pacote. Aquele simples pacote será a diferença entre vida e morte, júbilo e desespero, triunfo e derrota. O passo se acelera, a enfermeira não pode esmorecer. Ela entra no centro cirúrgico e a magia da vida se mantém, e lutando contra o inimigo invisível, os médicos fazem aquilo para o qual foram treinados a fazer: olhar fundo nos olhos do único deus que existe, que é Morte, e dizer “Hoje, não”.

Aquele pacote era uma bolsa de sangue. O sangue de James Harrisson. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: James Harrisson”

Aguaceiro Mundial: quando choveu por 2 milhões de anos

O viajante foi muito longe dessa vez. Ele está olhando o evento. Ele presencia algo e esse algo ditará consequências incríveis. Caiu uma gota sobre o viajante, e esta gota escorre pela sua roupa de proteção. O viajante sabe o que vai acontecer, ele estudou sobre isso antes, mas não antes de acontecer; ele estudou muitos milhões de anos depois de acontecer. Este homem não é apenas um viajante que cruza distâncias, e sim um viajante que cruza as Eras. É um Viajante do Tempo. Continuar lendo “Aguaceiro Mundial: quando choveu por 2 milhões de anos”