Anemia falciforme: uma doença molecular

anemia_falsiforme.jpgPor Sergio Danilo Pena

Professor Titular do Depto. de Bioquímica e Imunologia – UFMG

Em 1945 Linus Pauling, o notável químico americano laureado duas vezes com o Nobel em sua carreira (prêmio de Química em 1954 e da Paz em 1962), teve a idéia genial de que a anemia falciforme era uma doença da molécula de hemoglobina – literalmente, uma doença molecular.

A moléstia, uma anemia severa e freqüentemente fatal da infância, havia sido descrita bem antes, em 1910. A principal característica laboratorial da anemia falciforme – e a razão do seu nome – é uma mudança da forma das células vermelhas (hemácias) do sangue do seu aspecto normal discóide para um formato de foice (“falciforme”) quando expostas a baixas tensões de oxigênio (ver figura). Continuar lendo “Anemia falciforme: uma doença molecular”

Deus feito em casa

Muitas culturas têm um deus. E considerando que todas essas culturas são diferentes entre si, todos esses deuses acabam sendo diferentes entre si também.

Se você quer ter um deus particular (um só seu), não é tão complicado assim. Diga que seu deus existe e mande que os outros provem em contrário. Muito simples, não é? Ah, mas aí é que está! Para se criar um deus, é preciso seguir certas “regrinhas”.

Este artigo mostra como criar seu próprio “Deus Home-Made”. Come with us e que seu deus o acompanhe. Continue lendo »

Abu Musa Jabir ibn Hayyan (Geber)

geber.jpgAbu Musa Jabir ibn Hayyan ( جابر بن حيان) (c.721–c.815), também conhecido pelo nome latino “Geber“, foi um alquimista islâmico proeminente, além de farmacêutico, filósofo, astrônomo, e físico. Ele também foi chamado de “o pai de química árabe” pelos europeus. A origem étnica dele não é clara, embora a maioria das fontes o atribuem a origem árabe ou persa. Geber é responsável pela introdução da experimentação na alquimia, assim como a invenção de vários processos importantes usados na Química moderna, como as sínteses dos ácidos nítrico e clorídrico, a destilação e a cristalização. Continuar lendo “Abu Musa Jabir ibn Hayyan (Geber)”

A Genética Forense no Brasil

Por André Smarra, Eduardo Paradela e André Figueiredo

genetica.jpgEnquanto nos Estados Unidos a preocupação da polícia é tentar corresponder às expectativas dos programas nacionais de investigação forense, no Brasil ainda há um longo caminho a percorrer em busca da equiparação aos padrões internacionais de qualidade para as ciências forenses. As análises de DNA exemplificam bem esse quadro. Para obter os mesmos níveis de segurança dos exames realizados em laboratórios de referência no exterior, é preciso estabelecer rígidos padrões de qualidade, entre ele a calibração periódica de equipamentos, a coleta apropriada de material e o estabelecimento de procedimentos que minimizem as chances de troca acidental, ou proposital, de amostras. Continuar lendo “A Genética Forense no Brasil”

Informação e Conhecimento

Extraído do livro “O Mundo assombrado pelos demônios”

desconexao.jpgQuando desci do avião, uma pessoa me esperava, tendo nas mãos um papel com o meu nome. Era o motorista que os organizadores da conferência de cientistas na TV amavelmente haviam me providenciado. “Permite que lhe faça uma pergunta?” ele disse, enquanto esperávamos minha bagagem. “Não dá confusão você ter o mesmo nome do daquele cientista?” Eu não entendi. Estaria ele me gozando? “Sou eu o cientista”, respondi. Ele sorriu: “Desculpe. Pensei que você tinha o mesmo problema que eu”. Estendeu a mão e se apresentou: “Meu nome é William F. Buckley”. O nome era muito parecido com o de um polêmico entrevistador de televisão. Já no carro, me confessou que estava encantado por saber que eu era “aquele cientista” e indagou se havia algum inconveniente em que me fizesse algumas perguntas sobre ciência; mas não foi sobre ciência sobre o que falamos. Continue lendo »

Alquimia

alquimista_01a.jpgTodos nós já ouvimos falar sobre “alquimia”. Muitos vêem como algo hermético, cheio de “saberes ocultos”, com conceitos mágicos apenas ao alcance de iniciados. Mas não é bem assim. Sua história mostra que nada tinha de “mágico” ou “hermético” na antigüidade. Na verdade, era uma ciência como todas as de hoje. Uma ciência que evoluiu e acabou recebendo outro nome. Mas, como começou a alquimia mesmo? Qual o seu nome atual?

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Pessoas de olhos azuis têm mesmo ancestral

blue_eye.jpgTodas as pessoas com olhos azuis teriam o mesmo antepassado comum, sugere um estudo realizado por cientistas genéticos da Universidade de Copenhague, na Dinamarca. Segundo os especialistas, uma mutação ocorrida num gene de apenas uma pessoa há cerca de 10 mil anos teria alterado a produção da melanina – pigmento que dá cor aos olhos, pele e cabelo – na íris.

“Isso indica que a mutação ocorrida em apenas uma pessoa foi transmitida para todas as outras subseqüentes que têm olhos azuis”, diz o estudo, publicado na revista especializada Human Genetics. Variações na cor dos olhos – castanhos, verdes e cinzas – podem ser explicadas por quantidades diferentes de melanina na íris, mas a cor azul conta apenas uma pequena quantidade do pigmento, afirmam os especialistas. Continuar lendo “Pessoas de olhos azuis têm mesmo ancestral”

Equipe sintetiza genoma artificial

mycoplasma.jpgLembra-se dos replicantes, aqueles andróides biológicos, mas artificiais, do clássico filme de ficção científica “Blade Runner”? A ciência moderna ainda está muito longe disso, mas já começa a trilhar seus primeiros passos na construção de formas de vida artificiais. E o último avanço veio de uma equipe liderada por ninguém menos que Craig Venter – o homem que foi responsável direto pelo sucesso no seqüenciamento do genoma humano.

Sua equipe acaba de anunciar que conseguiu sintetizar, montar e replicar com sucesso o primeiro genoma artificial de bactéria (foto ao lado). Nada tão gigantesco quanto os 3 bilhões de letras químicas existentes no genoma humano, mas ainda assim impressionantes 583 mil letras – é o maior genoma do tipo sintetizado artificialmente.

O artigo, que tem como autor principal Hamilton Smith, velho colega de Venter e um de seus principais colaboradores no The J. Craig Venter Institute, foi publicado eletronicamente pelo periódico científico “Science”. Continuar lendo “Equipe sintetiza genoma artificial”

Pessoas com pernas longas são mais atraentes, diz estudo

pernas.gifUm estudo realizado por pesquisadores poloneses indica que pessoas com pernas longas são mais atraentes aos olhos do sexo oposto.

A pesquisa, publicada na revista New Scientist, envolveu 218 homens e mulheres que foram submetidos a um teste visual.

A equipe de psicólogos da Universidade de Wroclaw, na Polônia, apresentou aos participantes fotos de sete homens e sete mulheres da mesma altura, alteradas digitalmente para que o comprimento das pernas fosse aumentado em 5%, 10% e 15%.

Após observar as imagens, os voluntários apontaram que as fotos de homens e mulheres com pernas 5% mais longas eram as “mais atraentes”. Em segundo lugar, ficaram as pessoas com pernas 10% maiores do que o normal. Continuar lendo “Pessoas com pernas longas são mais atraentes, diz estudo”

Coluna feminina se adaptou para suportar peso da gravidez

Cientistas encontram diferenças estruturais entre espinha dorsal de homens e mulheres. Alterações parecem ter surgido há cerca de dois milhões de anos.

Alegrias da maternidade à parte, carregar um bebê no ventre é um peso – literalmente. E para se adaptar a um organismo em crescimento em frente a uma coluna projetada inicialmente para animais quadrúpedes, as mulheres tiveram que sofrer algumas mudanças, de acordo com um estudo divulgado nesta semana. Os pesquisadores encontraram alterações estruturais na coluna de mulheres, que não existem nem em homens nem em macacos, feitas especialmente para abrigar uma nova vida com conforto para a futura mamãe. Continuar lendo “Coluna feminina se adaptou para suportar peso da gravidez”