Supercondutores aprimorados

Por Graham Collins
Scientific American Brasil

Em 1987, a descoberta de materiais que conduzem a eletricidade perfeitamente a temperaturs acima do ponto de ebulição do nitrogênio (–196ºC) parecia anunciar uma era revolucionária na tecnologia. Mas transformar o potencial dos chamados “supercondutores de alta temperatura” em uma realidade comercial demonstrou ser uma tarefa longa e árdua. Uma coisa é produzir uma pequena amostra para experiências em laboratório; outra muito diferente é fabricar centenas de metros de cabos de alta qualidade para aplicações comerciais. Continuar lendo “Supercondutores aprimorados”

Etiquetas inteligentes ficam mais inteligentes

Por Mark Alpert

A proliferação de dispositivos de identificação de rádio-freqüência (RFID) durante a última década tem sido nada menos do que incrível. Mas uma das promessas mais abrangentes da revolução RFID – a de que esses dispositivos irão substituir o onipresente código de barras – ainda não se realizou devido ao custo. Então pesquisadores vêm tentando construir RFIDs de um material mais barato: plástico. Continuar lendo “Etiquetas inteligentes ficam mais inteligentes”

Robôs em Movimento

rabbit.gifPor Brie Finegold

Em outubro de 2005, equipes ficaram assistindo enquanto robôs tentavam navegar pelo acidentado terreno do deserto de Mojave, como parte de um desafio patrocinado pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada em Defesa (Darpa). O desafio do ano anterior tinha sido interrompido porque nenhum dos competidores completara mais do que 5% da corrida de 241,5 quilômetros. Mas no ano passado tudo mudou. Quatro robôs completaram a corrida em menos de dez horas, e o vencedor, o robô da Equipe de Corrida de Stanford, carinhosamente chamado de Stanley, atingiu velocidades tão altas quanto 61 quilômetros por hora. Essa mudança de sorte drástica pode ser atribuída a avanços no software e nos sensores. Continuar lendo “Robôs em Movimento”

Começa a funcionar o detector brasileiro de ondas gravitacionais

detectorgravitacional.JPGPor Carlos Fioravanti

Ecos da gravidade

Quando sobra tempo, o físico Sérgio Turano de Souza toca guitarra em uma banda de rock. Já não é lá muito assíduo aos ensaios e agora talvez tenha de faltar um pouco mais porque é um dos responsáveis pelo Detector de Ondas Gravitacionais Mario Schenberg, um equipamento único no país que começou a funcionar experimentalmente no dia 8 de setembro, sem hora certa para imprevistos. Por enquanto não houve nenhum – ao menos nenhum tão desalentador quanto o transbordamento do lençol freático, seis anos atrás, sobre o fosso que era cavado para abrigar o detector. Em um dos galpões do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) começava então a etapa realmente concreta da perseguição às ondas que, se encontradas e se forem pulsadas em vez de contínuas, poderão mostrar que podem de fato existir as partículas elementares conhecidas como grávitons, por enquanto só previstas teoricamente, às quais se atribui a força da gravidade. Continuar lendo “Começa a funcionar o detector brasileiro de ondas gravitacionais”

Sonoridade do Universo

Por Ulisses Capazzoli

Houve um tempo que se disse que o Pink Floyd – uma das lendas da história do rock – era uma banda tão underground que se as minhocas quisessem vê-los,deveriam olhar pra baixo. O Pink Floyd sempre esteve associado ao rock progressivo, fusão de sonoridades com raízes amplas: da música erudita à folclórica, passando pelo jazz e, evidentemente, pelo próprio rock.

Ao Pink Floyd foi atribuída a criação da “música espacial”, enormes e densas massas sonoras deslocando-se de forma melodiosa, com resultados surpreendentes. Um show do Pink Floyd ao vivo, era uma experiência de multidimensionalidade.

Mas, a esta altura ao menos um cético terá perguntado se perguntado: Como? Música espacial? Se o espaço interplanetário, interestelar ou intergaláctico não tem ar para ser vibrado e produzir sons, como se pode falar em sons espaciais?

É aqui que começa nossa história. Continuar lendo “Sonoridade do Universo”

Planetas fora do Sistema Solar têm ventos supersônicos

Medições feitas das características de três planetas localizados fora do Sistema Solar indicam que a temperatura nesses corpos celestes é bem constante – e extremamente quente – tanto de dia quanto à noite, mesmo havendo uma grande probabilidade de uma face do planeta estar permanentemente voltada para sua estrela e a outra, para a escuridão do espaço. A razão aparente são ventos supersônicos, que podem chegar a 13.000 km/h. Continuar lendo “Planetas fora do Sistema Solar têm ventos supersônicos”

Começando a ver a luz

Por George Musser

Vários anos atrás, num feito incrível de pensamento lateral, o engenheiro elétrico Igor I. Smolyaninov deduziu as propriedades das ondas eletromagnéticas ao utilizar as teorias da física sobre máquinas do tempo. Continuar lendo “Começando a ver a luz”

Raios cósmicos atrapalham aparelhos eletrônicos

bh.jpgCada vez mais compactos e potentes, os aparelhos eletrônicos estão se tornando cada vez mais sensíveis a uma ameaça vinda de outras eras: os raios cósmicos, partículas emitidas há milhões de anos por astros longínqüos.

No dia 18 de maio de 2003, as eleições legislativas em Schaerbeek (Bélgica) surpreenderam as autoridades. Uma urna de votação eletrônica registrou 4.096 votos a mais do que a contagem manual. Para os pesquisadores, o problema estava claro: a discrepância era de potência 2. Tal erro binário revelava, para eles, um culpado de origem galáctica. Continuar lendo “Raios cósmicos atrapalham aparelhos eletrônicos”

Dos Pitagóricos às Estrelas

Por Carl Sagan
Extraído do livro Cosmos

Os Pitagóricos eram fascinados pelos sólidos regulares, objetos simétricos tridimensionais, cujos lados são polígonos regulares. O cubo é o exemplo mais simples, tendo seis quadrados como lados. Há um número infinito de polígonos regulares. Pela mesma razão, o conhecimento de um sólido chamado dodecaedro, possuindo doze pentágonos como lado, pareceu perigoso a eles. Foi misticamente associado ao Cosmos. Os outros sólidos regulares foram identificados, de alguma forma, como os quatro “elementos” então imaginados de constituírem o mundo; terra, fogo, ar e água. O quinto sólido regular deveria então, pensaram, corresponder a algum quinto elemento que poderia somente ser a substância dos corpos celestes. (Esta noção de uma quinta essência é a origem da palavra quintessência). O povo deveria ser mantido sem conhecimento do dodecaedro. Continuar lendo “Dos Pitagóricos às Estrelas”

Cientista prevê ‘direitos humanos’ para robôs

Um relatório do governo britânico afirma que robôs podem e devem, no futuro, gozar do que hoje se consideram direitos humanos, diz matéria do diário econômico Financial Times.

A previsão, segundo o jornal, foi apresentada pelo cientista do governo, David King, em um relatório de 270 páginas no qual elabora projeções para o mundo dentro de 50 anos. Continuar lendo “Cientista prevê ‘direitos humanos’ para robôs”