O Argumento do “Projetista Inteligente” pode ser considerado científico?

Por Lenny Flank
Tradução: Cássia C.C. Santos

Recentemente os criacionistas vêm adotando uma nova tática conhecida como o argumento do “Projetista Inteligente” ou “Aparição Súbita”. As moléculas complexas da vida incluindo o DNA são segundo eles “muito complicadas” e “muito improváveis”, para haver surgido por si mesmas através de processos aleatórios, e portanto devem ter sido postas juntas deliberadamente por um “projetista inteligente” com poderes sobrenaturais. Alguns criacionistas ilustram sua afirmação apontando que as possibilidades da formação de uma cadeia de DNA através de um mero acaso, são as mesmas de um tornado passar por um ferro-velho e formar um Boeing 747 completamente funcional. Continuar lendo “O Argumento do “Projetista Inteligente” pode ser considerado científico?” →

Dino “saci” encontrado no Brasil preenche lacuna na evolução

<img src=”https://ceticismo.net/wp-content/uploads/2006/11/dino_saci.jpg&#8221; align=”right” hspace=”4″ vspace=”4″ />Por muito pouco o paleontólogo Jorge Ferigolo não passou batido por um pequeno osso que despontava de um afloramento de rochas em Agudo, Rio Grande do Sul, no ano 2000. Até onde ele sabia, não havia fósseis naquele local. “Começamos a escavar e apareceu uma mandíbula. E depois o resto”, recorda-se. Seis anos depois, o achado improvável é oficialmente descrito como o mais novo dinossauro brasileiro.<!–more–>

O <em>Sacisaurus</em> (literalmente, “lagarto saci”) ganhou esse nome por uma brincadeira. Ossos desarticulados de vários indivíduos foram achados em Agudo, mas com um problema. “Temos 19 fêmures direitos e nenhum esquerdo”, diz Ferigolo. O porquê disso é um mistério.

Ele pertence ao grupo dos ornitísquios, uma das duas linhagens principais dos dinossauros. É o mesmo grupo que produziu bestas gigantes comedoras de plantas, como o chifrudo <em>Triceratops</em> e o estegossauro, famoso pelas placas de osso nas costas.

O animal gaúcho, no entanto, é bem menor que seus sucessores ilustres: tinha apenas 1,5 metro de comprimento. E mais primitivo também.

Por “primitivo” entenda-se tanto “antigo” quanto “esquisito”. A anatomia do <em>Sacisaurus</em> é diferente da de qualquer outro ornitísquio. Tanto que o artigo científico que o descreve, assinado por Ferigolo e por Max Langer, da USP de Ribeirão Preto, foi rejeitado duas vezes antes de ser aceito para publicação pelo obscuro periódico “Historical Biology”.

É justamente essa esquisitice que o torna tão interessante para a dupla. Eles argumentam que o animal traz um registro precioso da origem do chamado osso pré-dentário, o “bico” curvo e sem dentes característico de todos os ornitísquios.

No fóssil gaúcho, o pré-dentário é duplo, formado pela fusão de duas projeções ósseas. Em animais como o <em>Triceratops</em> ele é um osso único. Os brasileiros dizem que se trata de uma transição: por ser um dos ornitísquios mais antigos, ele estaria no meio do caminho da formação do pré-dentário.

Nem todo mundo concorda. Isso foi um dos fatores que causaram a rejeição ao artigo original pelas revistas “Proceedings of the Royal Society B” e “Journal of Vertebrate Paleontology”, a mais importante da área. “Se o mesmo artigo viesse do Paul [Sereno, paleontólogo-celebridade americano], teria sido aceito”, reclama Langer.

“O trabalho é boa ciência”, disse à <strong>Folha</strong> Farish Jenkins, da Universidade Harvard (EUA). “Esse animal é uma bonita transição para uma característica que aparece depois em todos os ornitísquios”, disse.

O estudo sobre o “saci” gaúcho também esfria a fervura dos que se apressam em apontar uma origem sul-americana para os dinossauros.

Até agora, vários dos dinos mais antigos do mundo haviam sido achados no Rio Grande do Sul e norte da Argentina, o que levou alguns a propor essa região como berço dos dinos.

Só que entre esses dinos-avós havia apenas um provável ornitísquio, o pisanossauro argentino –cujos fósseis são notoriamente incompletos. A descoberta de mais um ornitísquio na região, em tese, reforçaria essa idéia. Mas comparações feitas por Langer e apresentadas no novo estudo acrescentam ao time dos ornitísquios um outro animal, o <em>Silesaurus</em>, descoberto na Polônia e ainda mais antigo que o saci.

“O pisanossauro e o <em>Silesaurus</em> seriam os ornitísquios mais basais [primitivos]”, diz Langer. “Mas eles estão muito separados geograficamente. Isso vai contra a idéia de um centro de irradiação sul-americano. Na verdade, os dinossauros se espalharam muito rapidamente pelo mundo.”

Fonte: <a href=”http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u15464.shtml&#8221; target=”_blank”>http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u15464.shtml</a&gt;

Teoria da Reencarnação

Por José Moreira da Silva

Eu tenho um cão e um gato. Eles aprenderam a fazer coco e pipi no local certo. Sabe porque? Porque eu os pego no ato e levo para o local adequado e ao mesmo tempo fico gritando, “Não pode!”

Esse método funciona porque o cão ou gato percebe o que está fazendo e associa a desaprovação com o ato que esta praticando. E com o tempo eles aprendem a não fazer suas necessidades em nenhum outro local a não ser o indicado. Leia mais AQUI.

Tabela Periódica

Tão importante como um tubo de ensaio, a tabela periódica é um importante instrumento de auxílio para o químico. Recomenda-se que não se saia de casa sem ela… Ela é necessária, pois decorar as informações de todos os elementos seria impossível. Mas, como foi que surgiu esta poderosa ferramenta de consulta? Leia o resto deste post