Vírus são criaturas fascinantes. Não existe nenhum outro ser vivo como eles, dada sua extrema simplicidade. A bem da verdade, nem se sabe direito o que é o vírus, apesar de o considerarem ser vivo, enquanto eu o classifico como PFDP. Se existe algum ser vivo que venceu todos os dilemas evolutivos, com certeza esse alguém é o vírus, que existe aos borbotões na Natureza, mas que em larga maioria é absolutamente inofensivo ao Homem. No entanto, eles guardam sua importância, pois ajudaram a modelar os seres vivos, se intrometendo onde não era chamado, mesclando seu ridículo código genético aos demais seres vivos, e estes acabam recebendo adição de informação ao seu genoma. daí em diante, só a Seleção Natural será capaz de dizer quem conseguirá viver e passar adiante sua mutação. Mas, não é só isso. Vírus são criaturinhas tão enxeridas que eles infectam qualquer coisa, desde a imensa baleia azul até a mais ridícula ameba… pelo menos, pensou-se assim até certo tempo, até perceberem que até mesmo vírus podem contrair viroses e aqui vamos nós de novo, em mais surpresas que o mundo natural descortina para nosso deleite (ou não).
Categoria Biologia
Terremoto no Japão: Um tsunami de desinformações
Nada pode ser mais poderoso que desastres naturais. Entre eles, movendo imensa quantidade de energia, causando uma destruição sem limites, temos: a avalanche de desinformação, um dilúvio de péssimas matérias, um cataclísmico soterramento internético de sandices extremas. Nada, eu disse NADA, pode ser mais violentamente perigoso que um bando de jornalistas querendo vender seu peixe e empurrar para você uma cobertura de acontecimentos onde a acurácia é comprometida e o terror é a ordem do dia. Nada pode ser mais danoso ao cérebro do que acompanhar a imprensa brasileira na cobertura de qualquer evento, desde briga de galo até missões espaciais, e o terremoto que aconteceu esta madrugada perto do Japão é mais um exemplo, onde a Terra mudou seu eixo, cientistas temem a chegada de ondas gigantes no Brasil e sismógrafos explodem numa pirotecnia informativa que faria P. T. Barnum roer os cotovelos de inveja.
Vamos começar com informação de verdade. Se você não está pendurado na Internet desde a madrugada e está sem saco ou não sabe procurar, vamos pelo início. Que merda está acontecendo?
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Supressão de gene propiciou pênis sem espinhos
Então, amiga dona-de-casa. Eu sei que você anda cabisbaixa, com o moral nos calcanhares e chorando copiosamente. Imagino a cena do seu digníssimo esposo, chegando em casa depois de um árduo dia de trabalho e propõe que vocês se enlacem nas sagradas ordens divinas, mesmo porque vocês já cresceram. Então, seu cônjuge a leva para o leito nupcial, seu ninho de amor, que entre as surdas 4 paredes testemunharão mudas a união de duas almas sedentas de amor. Então, amiga, você olha para o corpo do querido esposo e vê que algo não é como era antes, se assemelhando mais a Chevrolet Mercury, com motor possante e câmbio rígido e freios que asseguram que não se derrapasse nas curvas.
Hoje, querida amiga, você vê um Ford-T com motor batido e transmissão molenga, suspira e se preocupa em contar quantas teias de aranhas estão no teto ou se tem que limpar o lustre. Pense, querida colega, que você é uma mulher sortuda, pois se seu marido fosse um chimpanzé, você teria sérios problemas, pois o instrumento de sua felicidade (ou nem tanto) teria espinhos rígidos como sua unha, pois seriam feitos de queratina. Agradeçamos a… bem, não vamos agradecer a ninguém pois isso foi apenas um acontecimento fortuito, propagado pela mão invisível da Seleção Natural e mais não digo a respeito, pois seria piada pronta. Afinal, o que aconteceu com os espinhos?
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O vírus do pânico: como o medo influencia a saúde das pessoas
Infelizmente, ainda vivemos sob o espectro de desinformação no tocante a notícias científicas, além de boatos maldosos largados aos quatro ventos. Um desses boatos diz respeito a casos de autismo que apareceram em crianças vacinadas contra a poliomielite. Esta besteira ainda circula até hoje, a ponto do pseudomédico Andrew Wakefield perder sua licença de clinicar, além de praticamente ter sido chamado de criminoso pelo próprio Bill Gates.
Seth Mnookin é um jornalista e escritor americano. Diferente do lixo brasileiro que damos o nome de "jornalismo científico", Mnookin aborda de forma clara e precisa sobre a matéria que pretende escrever. Ele já escreveu para o Washington Post, Newsweek e Vanuity Fair. Em seu recente livro, de nome The Panic Virus: A True Story of Medicine, Science, and Fear (O Vírus do Pânico: A Verdadeira História da Medicina, Ciência e Medo, em tradução livre, que pode ser comprado na Amazon), aborda o tema do pânico causado pela fofocada de uma falsa relação entre vacinas e o autismo.
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Besteiras a respeito da clorofila
Por algum motivo que escapa à minha compreensão, as pessoas têm alguma espécie de "tara" por causa da clorofila. Eu não sei por que, tudo tem que enfiar clorofila no meio ao se falar de dietas, alimentação etc. Normalmente, este erro idiota é propagado por sites de anoréxicas bulímicas fofoqueiras ou então por jornalistas, sempre eles, querendo agradar seu público-alvo: idiotas em geral. Dessa forma, acabam consultando "especialistas" que se especializam em falar qualquer tio de besteirol, de forma a arranjar leitores, muitas vezes citando gente deforma errônea. Isso quando eles não citam pessoas realmente idiotas que não sabem nada, como é o caso de uma "nutricionista" (tradução: cozinheira metida a besta) que soltou uma bela porção de besteiras, salpicada de idiotice e servida com molho de desinformação.
O ataque das Formigas-Zumbis
Sim, eu sei que parece título de filme trash como O Ataque dos Tomates Assassinos (se você é cinéfilo, veja este filme. Ele mudará a sua vida… nem que seja pra pior!). O que parece ser enredo de filme toscão, como aqueles que eram apresentados pelo Zé do Caixão. vemos na foto ao lado uma formiga com uma espécie de chifre; só o "chifre" é, na verdade, um fungo e ele está tomando conta da vontade da formiga, transformando-a em zumbi ao controlar a sua (dela) mente. MUAAAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!
Como nossos amiguinhos vegans podem confirmar, a Natureza é bem ética.
O que é o Período Antropoceno?
A história da Terra é uma imensa saga, apesar de insignificante em contexto universal. Mesmo em sua relativa breve existência, a Terra passou por momentos conturbados, onde a ira interna do planeta mostrou sua devastadora ação e seu poder descontrolado moldou tudo o que conhecemos hoje. Com o passar dos dias, antes que recebessem o nome de "dias", das semanas, meses, anos, séculos, milênios e etc., o planeta vem sido mudado em sua aparência e em como ele interage com outros corpos celestes. Desde o mínimo meteorito até a queda de cometas capazes de liquidar tudo que está vivo sobre a superfície terrestre,a Natureza demonstra que está pouco se lixando pro que vive, cresce e morre.
Para melhor estudar estas fases, cientistas estabeleceram faixas cronológicas onde há severa mudança no ecossistema. São as chamadas "Eras Geológicas". Atualmente, está em consenso que estamos em uma nova era geológica, que recebeu o nome de Período Antropoceno (em geologia, "Período" não é a mesma coisa que "Era"). Mas o que é isso e o porque deste nome? Do alto das montanhas do conhecimento, devemos abrir o Livro dos Por quês.
O caso do peixe pokemon
Este é mais um artigo da série "Jornalistas Diplomados falando merda sobre o que não sabem". Ainda não entendi por que jornaleiros, digo, jornalistas enchem a boca pra falar "Jornalista Com Diploma", como se isso fosse o mesmo que ganhar um prêmio Nobel. A Imprensa Golpista mais uma vez usa suas manipulações neo-liberais para afastar as pessoas do saber e conhecimento. Dessa vez, foi o Estadão, que soltou a bombástica manchete "Poluição do Rio Hudson em NY faz com que peixes evoluam". Isso parece coisa de quadrinhos, onde algum evento caótico causou imediata mutação, dando superpoderes aos peixes. Será que foi isso que aconteceu? (pergunta retórica, claro. Mais uma vez escreveram besteiras).
JPEG mental: Como nosso cérebro compacta informações visuais
Quem trabalha com imagens digitais sabe o que significa JPEG. É o acrônimo de Joint Photographic Experts Group, nome do grupo que criou um algoritmo empregado para comprimir imagens obtidas por meios digitais (scanner, máquina fotográfica digital etc). Com este algoritmo, é possível determinar graus de compressão, de forma que sua imagem fique menos "pesada". Como nada é perfeito na vida, ao fazer isso, você perde qualidade e é o tipo de coisa para usar com moderação.
A gambiarra evolutiva que temos no alto da cabeça opera de modo semelhante (mas não igual). Nossos cérebros também têm que lidar com as imagens projetadas na retina, processadas pelos nervos ópticos e enviadas até nossa massa cinzenta. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins descobriram que o cérebro também é capaz de compactar as informações visuais que recebe, oque reduziria consideravelmente o tempo de processamento para "entender" o que aquela imagem significa.
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Pais de rapaz morto querem usar seu sêmen para gerar neto
Onde começa o sofrimento de um pai e onde termina o amor por um filho? Ohad Ben-Yaakov talvez seja um bom exemplo de como conceitos como amor e ética acabam tropeçando um no outro. No caso, o israelense Ohad não teve muita sorte, pois ele foi morto antes dos 30 anos por causa de um acidente de trabalho. Inconformados com a morte dos filhos, os pais resolveram tomar uma decisão radical: entraram na Justiça pedindo autorização para usar o sêmen do filho morto para fazerem uma inseminação artificial e terem um neto de alguém que já não caminha pela Terra.
Que nome podemos dar a isso? Esta é sua SEXTA INSANA!
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