Estudo sugere perfil do ancestral comum da vida na Terra

Fim-de-semana tá chegando. E para comemorar, vamos dar de presente para nossos criaBURRIcionistas de plantão algo pra fazer seus estômagos embrulharem. Depois, a gente limpa as gaiolinhas e colocamos um rolete novo para eles brincarem. ;-)

Uma pesquisa realizada por cientistas no Canadá e na França sugere um novo perfil para o mais antigo ancestral comum universal – LUCA, na sigla em inglês (não, não tem nada a ver com a Suzanne Vega) – tido como o organismo que antecede toda a vida na Terra.

“Até agora a comunidade científica acreditava que o LUCA era um organismo ‘hipertermofílico’, que vivia a temperaturas acima dos 90ºC”, disse o especialista em bio-informática Nicolas Lartillot, da Universidade de Montreal, e um dos autores da pesquisa. “Mas os dados que coletamos sugerem que o LUCA era, na realidade, bastante sensível ao calor e vivia em climas onde a temperatura era abaixo dos 50ºC”, completou. Continuar lendo “Estudo sugere perfil do ancestral comum da vida na Terra”

Bactéria retém metais pesados de ambientes contaminados

Uma bactéria naturalmente resistente a metais pesados foi utilizada em pesquisa do engenheiro químico Ronaldo Biondo, no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, para criar uma linhagem de microorganismos modificada geneticamente, capaz de reter partículas metálicas e fazer a biorremediação de ambientes.

A nova bactéria, cuja foto está ao lado (não, aquilo não é um kibe), será utilizada no tratamento de efluentes contaminados por metais tóxicos, com possibilidade de ser adotada também para recuperar resíduos de minério perdidos durante as atividades de mineração. Continuar lendo “Bactéria retém metais pesados de ambientes contaminados”

Cientistas criam linha de produção de pele artificial

Cientistas da Alemanha anunciaram ter desenvolvido um processo totalmente automatizado e mais barato para melhorar a produção de pele artificial a partir de uma amostra de pele humana. O tecido criado também poderá ser usado para testar produtos químicos a um custo mais baixo e sem o uso de animais, além de transplantes de pele para humanos. Clique na imagem ao lado para ampliar.

“Até o momento, os métodos para cultura de tecidos como os usados em transplantes de pele eram muito caros”, disse o professor Heike Mertsching, do Instituto Fraunhofer para Engenharia Interfacial e Biotecnologia (IGB) em Stuttgart. (veja o press release AQUI) Continuar lendo “Cientistas criam linha de produção de pele artificial”

Vaticano condena células-tronco e clonagem

Nada como a chegada do fim-de-semana! Pássaros cantando, sol brilhando e, se você não der muita sorte, um mar de lama invade a sua casa por culpa de um poder público retardado que não investe em infra-estrutura.

Deixando tais coisas de lado, o Império do Mal Vaticano mais uma vez dá o ar de sua graça sem graça, afirmando mais uma vez que a vida é sagrada, que aborto é crime hediondo e que quem não aceitar isso irá se entender com Satã. Nada de novo sob o Sol (que para eles ainda deve girar ao redor da Terra).

A Igreja Chatólica aparece mais uma vez vendendo sua ladainha irritante que a vida é um bem maior e merece ser defendida. Além disso, os toscos padrecos condenaram a fertilização artificial, a pesquisa de células-tronco embrionárias, a clonagem humana, as pílulas anticoncepcionais e até anti-gripais, posto que Vírus também são seres vivos (e mais inteligentes que os Pedófilos de Cristo). Continuar lendo “Vaticano condena células-tronco e clonagem”

Gralha-azul possui estrutura ocular incomum

Ave-símbolo do Paraná, responsável pela dispersão de sementes da araucária, a gralha-azul (Cyanocorax caeruleus) tem bulbos oculares (olhos) diferenciados. Em estudo feito recentemente, o veterinário Fabiano Montiani-Ferreira, do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), identificou nessa ave da família dos corvídeos uma estrutura óssea incomum no nervo óptico, também conhecido como ossículo de Gemminger, ou osso óptico. Esse elemento mostrou-se rico em medula óssea.

Embora a ocorrência de anel ósseo ao redor da parte branca do olho (esclera) seja comum entre as aves, a presença de um osso em torno do nervo óptico é exclusiva de alguns grupos. “Esse pequeno osso já havia sido descrito na década de 1950 em algumas espécies de aves, mas só agora foi identificado na gralha-azul”, ressalta Montiani. A real função da estrutura permanece desconhecida, pois ainda não foi suficientemente investigada. Suspeita-se que sua presença torne o ponto de inserção do nervo óptico na esclera mais rígido, o que ajudaria a dar sustentação à estrutura anatômica e a reduzir as conseqüências de impactos mecânicos. Continuar lendo “Gralha-azul possui estrutura ocular incomum”

Cérebro é uma gambiarra evolutiva

Engenheiros americanos costumam usar a gíria “kluge” ao se referirem a soluções improvisadas para problemas em projetos. A falta de iluminação numa casa nova pode rapidamente ser resolvida, por exemplo, com um fio desencapado, uma lâmpada velha, uma extensão e esparadrapo. Esse tipo de gambiarra, diz o psicólogo Gary Marcus, da Universidade de Nova York, é também a melhor analogia para descrever a mente humana.

“Kluge” é o título do novo livro de Marcus, dedicado a mostrar como nossas faculdades mentais mais caras – consciência e raciocínio lógico – foram construídas pela evolução aproveitando estruturas cerebrais primitivas, na falta de algo melhor. Dá para o gasto, mas o preço que pagamos por não sermos fruto de um “projeto inteligente” é que nossa gambiarra cerebral freqüentemente entra em curto-circuito. Continuar lendo “Cérebro é uma gambiarra evolutiva”

Determinando a idade dos fósseis

Por Alexander Kellner
Museu Nacional / UFRJ
Academia Brasileira de Ciências

Uma das questões recorrentes durante palestras e também na correspondência com os leitores desta coluna é sobre como os pesquisadores são capazes de determinar a idade de um fóssil. Como alguns podem imaginar, a datação de um fóssil não é uma questão trivial e está ligada à complexidade do registro paleontológico – desde a formação do fóssil até o que ocorre com a camada sedimentar onde este se preservou. Até que os princípios gerais não são tão complicados, mas a aplicação destes na prática…

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Imunidade herdada da mãe

Em mulheres grávidas, um grande número de células da mãe entra no corpo do feto e o sistema imunológico em desenvolvimento aprende a tolerar tais células, em vez de atacá-los da mesma forma como reagirá contra substâncias estranhas no futuro.

Ao entrar em contato com as células da mãe, o feto dá início à produção de células imunes especiais, que suprimirão a resposta contra a mãe. A descoberta é de um estudo feito por cientistas dos Estados Unidos e da Suécia, destaque de capa da edição de 5 de dezembro da revista Science. Continuar lendo “Imunidade herdada da mãe”

Panderichthys e a origem dos dedos

Panderichthys é largamente reconhecido como a forma transicional da evolução dos tetrápodes (sabe como é, né… aqueles fósseis transicionais que os criaBURRIcionistas alegam que não existe). Um belo espécime lindamente preservada para horror de toscos que ainda têm a esperança que o mundo apareceu do nada foi encontrado em 2005.

O Panderichthys é (ou melhor, era) um bichinho muito interessante. Ele é mais parecido com um peixe do que com uma salamandra e para um criaBURRIcionista, é apenas um peixe, como uma sardinha em lata ou o imenso peixão que engoliu Jonas (ou era uma baleia? Não, não, era um monstro marinho! Não era… ah, esquece!), no entanto suas barbatanas eram ósseas. Continuar lendo “Panderichthys e a origem dos dedos”

Cientistas testemunham a neurogênese

Pela primeira vez, pesquisadores encontraram uma forma de visualizar células-tronco em cérebros de animais vivos, incluindo os seres humanos. A descoberta, que permitirá aos cientistas acompanharem o processo da neurogênese – formação de novos neurônios – é anunciada meses após a confirmação de que essas células são geradas tanto em cérebros adultos quanto em cérebros em desenvolvimento.

“Eu estava procurando um método que permitisse o estudo dessas células ao longo da vida”, afirma Mirjana Maletic-Savatic, professora-assistente de neurologia da Stony Brook University, em Nova York, e especialista em problemas neurológicos, como a paralisia cerebral a que bebês prematuros e de baixo peso estão sujeitos. Segundo a cientista, essa nova técnica permite acompanhar esses pacientes de risco por meio de um monitoramento do comportamento e da quantidade das chamadas células progenitoras em seus cérebros. Continuar lendo “Cientistas testemunham a neurogênese”