A plastisfera da Antártida

Por Pere Monràs i Riera e Elisenda Ballesté

A Antártica, o continente mais remoto, inóspito e intocado do mundo, não está livre da poluição marinha. Onde a atividade humana vai, os detritos plásticos inevitavelmente a seguem.

O que os primeiros exploradores dessa região selvagem gelada poderiam pensar hoje, ao descobrir um continente transformado por atividades pesqueiras permanentes, estações de pesquisa, presença militar, turismo e todos os seus impactos ambientais? Entre eles, destaca-se a poluição plástica, que criou um novo nicho ecológico único no oceano. Continuar lendo “A plastisfera da Antártida”

Pesquisa em privada velha estuda o que europeus tinham dentro de si

Investigações antropológicas e arqueológicas são muito difíceis. Praticamente uma merda. Não apenas isso, sempre tem um vagabundo querendo roubar o seu trabalho. Malditos parasitas! E por falar em parasitas, descobriram evidências de parasitas intestinais em uma latrina de 500 anos na Bélgica. Sim, é outra pesquisa de merda, mas com ela espera-se que forneça evidências científicas importantes sobre como as doenças infecciosas se espalharam por meio de viagens e comércio.

Alguém vai chamar de Capitalismo de Merda conduzido por burgueses parasitas. E sim, eu farei muitas piadinhas sobre isso ao longo do texto e não vou regretar nada (se Guimarães Rosa pode fazer neologismos, eu também posso). Continuar lendo “Pesquisa em privada velha estuda o que europeus tinham dentro de si”

Encontrado tataravô peruano do Zé Jacaré

O deserto de Ocucaje, no Peru, é um lugar fascinante. Esse deserto era um lugar de encontro de criaturas marinhas extraordinárias: baleias que caminhavam, golfinhos com rosto de morsa, tubarões com dentes do tamanho de um rosto humano, pinguins de penas vermelhas, preguiças aquáticas. Ocucaje guarda segredos de um tempo em que não era uma imensa paisagem árida, mas sim um ambiente exuberante, quente e úmido, repleto de vida. E foi nesse cenário, há cerca de 10 milhões de anos, que um jovem crocodilo deslizou por rios em busca de peixes, um predador eficiente e adaptado à vida aquática; mas a tragédia se abateu sobre ele e nosso amigo réptil nunca mais voltou.

Agora, o fóssil desse nosso amigo rastejante emergiu das areias desérticas, oferecendo um vislumbre fascinante sobre um passado do Peru! Continuar lendo “Encontrado tataravô peruano do Zé Jacaré”

Dinamarca taxa peido e arroto para salvar o mundo

Todo mundo se preocupa com o meio ambiente e o meio ambiente inteiro. Salvar o mundo é legal e tal e não faz mal. O problema é saber como se fará isso. Poderia desenvolver programas de incentivo de geração de eletricidade por usinas nucleares, a forma menos poluente de geração de energia. Também poderia eliminar o uso de plástico em embalagens, preferindo o vidro. O que estão propondo? Taxar peido e arroto de vaca. Continuar lendo “Dinamarca taxa peido e arroto para salvar o mundo”

O âmbar mais lá pra baixo que se pode encontrar

O âmbar é uma resina fóssil que se forma a partir da resina de árvores antigas, principalmente coníferas como os pinheiros, que viveram há milhões de anos. Quando essas árvores sofriam lesões, como cortes ou picadas de insetos, elas liberavam resina para se proteger contra infecções e danos. Com o tempo, essa resina endurecia ao entrar em contato com o ar e, ao ser enterrada em sedimentos, passava por um processo de polimerização e fossilização. Esse processo transformava a resina em um material duro e vítreo conhecido como âmbar.

Há aproximadamente 90 milhões de anos, as condições climáticas na Antártida eram adequadas para árvores produtoras de resina. Em um recente estudo, um time de pesquisadores descreve uma descoberta de amostras de âmbar; mas não é qualquer âmbar. É simplesmente a amostra de âmbar mais meridional (sul, gente. Mais ao sul) no mundo. Continuar lendo “O âmbar mais lá pra baixo que se pode encontrar”

Artigos da Semana 228

Hoje teve diz de votação para certos municípios. onde moro, o parasita teve a boa vontade de ganhar logo no primeiro turno, assim eu não preciso gastar mais R$3,50 com multa por não ir ter o desprazer de enfrentar fila.

Prefiro ver o que foi postado durante a semana. Sim, postei pouco. Mal aê

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O asteroide jardineiro

Imagine um pedregulhão do mal do tamanho de quatro vezes o Monte Everest colidindo com a Terra. Ok, você já viu vários filmes sobre isso e sempre dá ruim. Obviamente, se você for tipo a Maria Porcão, você ia emendar logo como isso seria bom para você. Sim, pior que até pode ser bom. No caso de hoje veremos como o impacto do meteorito S2, não só moldou a superfície do nosso planeta, mas também desempenhou um papel crucial na evolução da vida: ele praticamente serviu de um enorme, gigantesco, cataclísmico jardineiro. Continuar lendo “O asteroide jardineiro”

Elementos-traço zoando com ecossistemas marinhos

Estamos acostumados a ouvir todos os dias que as mudanças climáticas vão ferrar a vida vida das pessoas, aumentando temperaturas, mudando o clima e fazendo com que seu chefe sempre chegue perto de você quando estiver dormindo no trabalho. Bem, além disso tudo, mudanças climáticas também afetam a química dos oceanos de maneiras que muitas vezes passam despercebidas, moldando o planeta da pior maneira possível.

Um dos aspectos menos discutidos, mas igualmente cruciais, é como essas mudanças afetam os elementos-traço nos ecossistemas marinhos costeiros. Esses elementos, que incluem tanto nutrientes essenciais quanto contaminantes tóxicos, desempenham um papel vital na saúde dos oceanos e, por extensão, na nossa própria saúde. Quem poderá nos proteger? Continuar lendo “Elementos-traço zoando com ecossistemas marinhos”

A Antártica tá ficando verde, bicho!

Você já ouviu a música que o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão. O que nenhuma música previu pé que a Antártida iria ficar mais… verde. Er… sim, isso mesmo! A Antártica, conhecida por suas vastas paisagens de gelo e neve, está passando por uma transformação surpreendente. De acordo com um estudo recente, a cobertura vegetal na Península Antártica aumentou mais de dez vezes nas últimas quatro décadas. Mais verde significa coisa boa, né? Não nesse caso! Continuar lendo “A Antártica tá ficando verde, bicho!”

Artigos da Semana 225

E aí, como foi a festa da democracia na sua cidade? Sim, eu sei. Ou trocaram o parasita municipal por outro parasita ou preferiram reeleger o mesmo parasita, já que é tudo igual. Sabem o que não é igual? Os artigos da semana. Nunca é um igual ao outro. Vamos ver o que foi postado.

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