Chimpanzés escolhem muito bem suas ferramentas

Pense nesta situação: você precisa retirar um delicioso lanche de dentro de um labirinto apertado. Qual ferramenta você escolheria? Eu escolheria um chimpanzé para facilitar a minha vida. Por quê? Porque uma equipe de pesquisadores descobriu que os chimpanzés que vivem no Parque Nacional Gombe Stream, na Tanzânia, empregam um certo grau de engenharia ao fabricar suas ferramentas, escolhendo deliberadamente plantas que fornecem materiais que produzem ferramentas mais flexíveis para a pesca de cupins.

Pelo que foi observado, chimpanzés não são apenas usuários de ferramentas, são verdadeiros engenheiros da natureza! Continuar lendo “Chimpanzés escolhem muito bem suas ferramentas”

Artigos da Semana 246

Esta semana está a mais aleatória possível (até a próxima semana). Tem advogados que defendem clientes até a morte, tem criminosos  sexual se ferrando mesmo depois de ter morrido, tem arranca-rabo em casamento indiano, demônios e até polvos tóxicos sacaneando as amadas. Mal posso esperar para ver o que será postado semana que vem!

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Macho tóxico mata a fêmea depois de satisfazer seu desejo sexual

O fascinante mundo dos polvos nunca deixa de surpreender, mas o comportamento tóxico de alguns é realmente um problema. Eu diria, literalmente, até. Se tomarmos o exemplo do polvo-de-linhas-azuis (Hapalochlaena fasciata), vemos a perfeita ilustração disso, quando cientistas descobriram que os machos dessa espécie utilizam veneno para imobilizar suas parceiras durante o acasalamento, uma estratégia que parece ser tanto uma tática de sobrevivência quanto um mecanismo reprodutivo.

Nas que é sacanagem na hora da sacanagem, isso é. Continuar lendo “Macho tóxico mata a fêmea depois de satisfazer seu desejo sexual”

A mais antiga cratera encontrada

Está lá você, acordando de manhã e talz. Daí – PUMBA! – descobrir que seu quintal é, na verdade, o cenário de um evento cósmico cataclísmico de bilhões de anos atrás. Isso porque um pedregulhão veio viajando a uma velocidade estonteante de 36 mil km/h, colidiu com a Terra primitiva há 3,5 bilhões de anos, gerando um evento cataclísmico. Você ficaria sem palavras, certo? Foi mais ou menos isso que aconteceu com um grupo de pesquisadores da Universidade Curtin, na Austrália, quando encontraram evidências da cratera de impacto de meteorito mais antiga já registrada na Terra.

Essa descoberta, feita no Domo do Polo Norte (não aquele cheio de neve, mas uma região quente da Pilbara, na Austrália Ocidental), e pela data mencionada acima, isso significa que essa cratera é mais antiga do que qualquer outra conhecida – a que detinha o recorde anterior tinha “apenas” 2,2 bilhões de anos. Continuar lendo “A mais antiga cratera encontrada”

Seres humanos deram rolê pelas florestas antes do que se pensava

As florestas tropicais sempre foram consideradas lugares difíceis para a sobrevivência humana. Por muito tempo, os cientistas acreditaram que nossos ancestrais não haviam habitado essas regiões até recentemente (ou “recentemente”). Mas uma nova descoberta mostra que humanos já viviam em florestas tropicais há pelo menos 150 mil anos, muito antes do que se imaginava, após terem sido encontradas evidências de seres humanos vivendo em florestas na atual Costa do Marfim. Continuar lendo “Seres humanos deram rolê pelas florestas antes do que se pensava”

Aguaceiro Mundial: quando choveu por 2 milhões de anos

O viajante foi muito longe dessa vez. Ele está olhando o evento. Ele presencia algo e esse algo ditará consequências incríveis. Caiu uma gota sobre o viajante, e esta gota escorre pela sua roupa de proteção. O viajante sabe o que vai acontecer, ele estudou sobre isso antes, mas não antes de acontecer; ele estudou muitos milhões de anos depois de acontecer. Este homem não é apenas um viajante que cruza distâncias, e sim um viajante que cruza as Eras. É um Viajante do Tempo. Continuar lendo “Aguaceiro Mundial: quando choveu por 2 milhões de anos”

Alguns passarinhos bebem água que passarinho não bebe

E estamos na quinta-feira, que não é sexta, nem dia da maldade, mas sempre é dia de tomar ela, a mardita, o mé, a cana. A questão é as pessoas não são as únicas que se deliciam em tomar uns golinhos da água que passarinho não bebe. Quer dizer, alguns passarinhos podem não beber, mas outros sim, além de lêmures e macacos. Se bem que “beber” não seria o termo certo, mas o consumo de frutas e néctar naturalmente fermentados, e como vocês sabem (vocês sabem, né?) fermentação de açúcares por fungos produz álcoois, principalmente etanol.

Sim, eles comem para ficarem “alegrinhos”. Continuar lendo “Alguns passarinhos bebem água que passarinho não bebe”

Os registros muito antigos do clima zuado do passado

A reconstrução climática do passado é um campo de investigação essencial para compreendermos os padrões climáticos atuais e suas tendências futuras, mas é uma pesquisa ingrata. Como saber o que realmente aconteceu? Anéis de troncos de árvores, vestígios sedimentares e toda sorte de registros que a Natureza está sendo bem sacana em nos esconder. A história climática, um campo interdisciplinar que mescla geografia, meteorologia e historiografia, permite-nos decifrar os impactos do clima sobre as sociedades ao longo dos séculos.

Tomemos como exemplo a Transilvânia (sim, aquela), que atualmente parte da Romênia, mas no século XVI pertencia ao Reino da Hungria. Aquela região era um território estratégico marcado por fenômenos climáticos extremos, emergindo como um estudo de caso revelador sobre as interações entre condições climáticas e transformações sociais. E como sabemos disso? Através dos meus espiões que acham que eu não tenho o que fazer e me mandam notícias de coisas escritas em Húngaro para ficarem rindo da minha cara quando eu tento aprender um pouco desta coisa pavorosa. Continuar lendo “Os registros muito antigos do clima zuado do passado”

O mistério mesozoico das montanhas Zagros

As imponentes Montanhas Zagros, que se estendem pelo Irã, Iraque e Turquia, guardam um segredo oculto a quilômetros de profundidade. Sob essa cadeia montanhosa, os resquícios da antiga placa oceânica Neotétis continuam a influenciar a geodinâmica da região. Um estudo recente conduzido por pesquisadores da Universidade de Göttingen revelou que essa placa, que outrora separava os continentes Arábico e Euroasiático, está se rompendo horizontalmente, com uma fratura que se propaga do sudeste da Turquia até o noroeste do Irã. Continuar lendo “O mistério mesozoico das montanhas Zagros”

Artigos da Semana 239

Hoje é domingo e estou na minha última semana de férias. Ainda estou curtindo de montão e espero que vocês estejam  trabalhando muito para poderem ter dinheiro e mandar din-din pra mim via generosas doações. Enquanto vocês consultam as finanças, que tal verem o que foi publicado na semana?

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