Bactérias bloqueadas

A estrutura da molécula de DNA, descoberta por James Watson e Francis Crick em 1953, está sendo usada por cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, como base para desenvolver um alternativa para combater a resistência a antibióticos em bactérias, um dos principais problemas de saúde na atualidade.

Bactérias cada vez mais resistentes a medicamentos causam milhares de mortes em todo o mundo a cada ano. Um exemplo é a Staphylococcus aureus, a mais violenta das espécies de estafilococos e uma das principais causas de infecções hospitalares. Chamada de “superbactéria”, é resistente à penicilina, tetraciclina, meticilina e a praticamente todos os outros antibióticos já desenvolvidos. Continuar lendo “Bactérias bloqueadas” →

Estudo sugere perfil do ancestral comum da vida na Terra

Fim-de-semana tá chegando. E para comemorar, vamos dar de presente para nossos criaBURRIcionistas de plantão algo pra fazer seus estômagos embrulharem. Depois, a gente limpa as gaiolinhas e colocamos um rolete novo para eles brincarem. ;-)

Uma pesquisa realizada por cientistas no Canadá e na França sugere um novo perfil para o mais antigo ancestral comum universal – LUCA, na sigla em inglês (não, não tem nada a ver com a Suzanne Vega) – tido como o organismo que antecede toda a vida na Terra.

“Até agora a comunidade científica acreditava que o LUCA era um organismo ‘hipertermofílico’, que vivia a temperaturas acima dos 90ºC”, disse o especialista em bio-informática Nicolas Lartillot, da Universidade de Montreal, e um dos autores da pesquisa. “Mas os dados que coletamos sugerem que o LUCA era, na realidade, bastante sensível ao calor e vivia em climas onde a temperatura era abaixo dos 50ºC”, completou. Continuar lendo “Estudo sugere perfil do ancestral comum da vida na Terra” →

Materiais alternativos são usados para refrigeração de água

Garrafas PET e fibra de coco podem ser uma solução simples, barata e original para resfriar água quente derivada de processos industriais. Esses materiais podem ser usados nas torres que resfriam a água e permitem, assim, seu reaproveitamento pelas indústrias. Um protótipo do equipamento, feito por pesquisadores do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), está sendo testado com sucesso. Continuar lendo “Materiais alternativos são usados para refrigeração de água” →

Bactéria retém metais pesados de ambientes contaminados

Uma bactéria naturalmente resistente a metais pesados foi utilizada em pesquisa do engenheiro químico Ronaldo Biondo, no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, para criar uma linhagem de microorganismos modificada geneticamente, capaz de reter partículas metálicas e fazer a biorremediação de ambientes.

A nova bactéria, cuja foto está ao lado (não, aquilo não é um kibe), será utilizada no tratamento de efluentes contaminados por metais tóxicos, com possibilidade de ser adotada também para recuperar resíduos de minério perdidos durante as atividades de mineração. Continuar lendo “Bactéria retém metais pesados de ambientes contaminados” →

Biodiesel feito de algas

Embora, entre as matrizes vegetais, a soja seja a principal base do biodiesel do Brasil, sua escala de produtividade é baixa – de 400 a 600 quilos de óleo por hectare – e tem apenas um ciclo anual. O girassol pode produzir um pouco mais, de 630 a 900 quilos. No entanto, pesquisa realizada no Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) indica que microalgas encontradas no litoral brasileiro têm potencial energético para produzir 90 mil quilos de óleo por hectare.

E, segundo o estudo, elas têm diversas outras vantagens. Do ponto de vista ambiental, o biodiesel de microalgas libera menos gás carbônico na atmosfera do que os combustíveis fósseis, além de combater o efeito estufa e o superaquecimento. Continuar lendo “Biodiesel feito de algas” →

Gralha-azul possui estrutura ocular incomum

Ave-símbolo do Paraná, responsável pela dispersão de sementes da araucária, a gralha-azul (Cyanocorax caeruleus) tem bulbos oculares (olhos) diferenciados. Em estudo feito recentemente, o veterinário Fabiano Montiani-Ferreira, do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), identificou nessa ave da família dos corvídeos uma estrutura óssea incomum no nervo óptico, também conhecido como ossículo de Gemminger, ou osso óptico. Esse elemento mostrou-se rico em medula óssea.

Embora a ocorrência de anel ósseo ao redor da parte branca do olho (esclera) seja comum entre as aves, a presença de um osso em torno do nervo óptico é exclusiva de alguns grupos. “Esse pequeno osso já havia sido descrito na década de 1950 em algumas espécies de aves, mas só agora foi identificado na gralha-azul”, ressalta Montiani. A real função da estrutura permanece desconhecida, pois ainda não foi suficientemente investigada. Suspeita-se que sua presença torne o ponto de inserção do nervo óptico na esclera mais rígido, o que ajudaria a dar sustentação à estrutura anatômica e a reduzir as conseqüências de impactos mecânicos. Continuar lendo “Gralha-azul possui estrutura ocular incomum” →

Determinando a idade dos fósseis

Por Alexander Kellner
Museu Nacional / UFRJ
Academia Brasileira de Ciências

Uma das questões recorrentes durante palestras e também na correspondência com os leitores desta coluna é sobre como os pesquisadores são capazes de determinar a idade de um fóssil. Como alguns podem imaginar, a datação de um fóssil não é uma questão trivial e está ligada à complexidade do registro paleontológico – desde a formação do fóssil até o que ocorre com a camada sedimentar onde este se preservou. Até que os princípios gerais não são tão complicados, mas a aplicação destes na prática…

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Clima incerto e tragédia previsível

A relação entre as mudanças climáticas globais e os fenômenos que deixaram mais de uma centena de mortos e cerca de 80 mil desabrigados em Santa Catarina é ainda uma incógnita. Mas a relação entre a tragédia e o fracasso das políticas de acesso à moradia e de ocupação do espaço urbano é uma certeza, de acordo com Wagner da Costa Ribeiro, professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP).

Durante o seminário “Controle de Enchentes – 10 Anos do Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, que terminou nesta terça-feira (3/12), em São Paulo, Ribeiro também ressaltou a necessidade de aperfeiçoamento dos sistemas de previsão do clima e de inundações. Continuar lendo “Clima incerto e tragédia previsível” →

Panderichthys e a origem dos dedos

Panderichthys é largamente reconhecido como a forma transicional da evolução dos tetrápodes (sabe como é, né… aqueles fósseis transicionais que os criaBURRIcionistas alegam que não existe). Um belo espécime lindamente preservada para horror de toscos que ainda têm a esperança que o mundo apareceu do nada foi encontrado em 2005.

O Panderichthys é (ou melhor, era) um bichinho muito interessante. Ele é mais parecido com um peixe do que com uma salamandra e para um criaBURRIcionista, é apenas um peixe, como uma sardinha em lata ou o imenso peixão que engoliu Jonas (ou era uma baleia? Não, não, era um monstro marinho! Não era… ah, esquece!), no entanto suas barbatanas eram ósseas. Continuar lendo “Panderichthys e a origem dos dedos” →

A supernova de Tycho Brahe

brahe-107x150Astrônomos de um instituto alemão conseguiram captar “ecos de luz” da explosão de uma supernova observada pela primeira vez da Terra há mais de 400 anos para tentar solucionar o mistério que existia desde então entre os cientistas para descobrir a origem daquele evento.

Em 1572, uma “nova estrela” apareceu no céu, deixando astrônomos impressionados e provocando a revisão de antigas teorias sobre o universo. Os cientistas do instituto Max Planck usaram telescópios no Havaí e na Espanha para captar os ecos da explosão original, refletida por poeira cósmica.

O estudo foi publicado na última edição da revista Nature.

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