Determinando a idade dos fósseis

Por Alexander Kellner
Museu Nacional / UFRJ
Academia Brasileira de Ciências

Uma das questões recorrentes durante palestras e também na correspondência com os leitores desta coluna é sobre como os pesquisadores são capazes de determinar a idade de um fóssil. Como alguns podem imaginar, a datação de um fóssil não é uma questão trivial e está ligada à complexidade do registro paleontológico – desde a formação do fóssil até o que ocorre com a camada sedimentar onde este se preservou. Até que os princípios gerais não são tão complicados, mas a aplicação destes na prática…

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Clima incerto e tragédia previsível

A relação entre as mudanças climáticas globais e os fenômenos que deixaram mais de uma centena de mortos e cerca de 80 mil desabrigados em Santa Catarina é ainda uma incógnita. Mas a relação entre a tragédia e o fracasso das políticas de acesso à moradia e de ocupação do espaço urbano é uma certeza, de acordo com Wagner da Costa Ribeiro, professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP).

Durante o seminário “Controle de Enchentes – 10 Anos do Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, que terminou nesta terça-feira (3/12), em São Paulo, Ribeiro também ressaltou a necessidade de aperfeiçoamento dos sistemas de previsão do clima e de inundações. Continuar lendo “Clima incerto e tragédia previsível”

Panderichthys e a origem dos dedos

Panderichthys é largamente reconhecido como a forma transicional da evolução dos tetrápodes (sabe como é, né… aqueles fósseis transicionais que os criaBURRIcionistas alegam que não existe). Um belo espécime lindamente preservada para horror de toscos que ainda têm a esperança que o mundo apareceu do nada foi encontrado em 2005.

O Panderichthys é (ou melhor, era) um bichinho muito interessante. Ele é mais parecido com um peixe do que com uma salamandra e para um criaBURRIcionista, é apenas um peixe, como uma sardinha em lata ou o imenso peixão que engoliu Jonas (ou era uma baleia? Não, não, era um monstro marinho! Não era… ah, esquece!), no entanto suas barbatanas eram ósseas. Continuar lendo “Panderichthys e a origem dos dedos”

A supernova de Tycho Brahe

brahe-107x150Astrônomos de um instituto alemão conseguiram captar “ecos de luz” da explosão de uma supernova observada pela primeira vez da Terra há mais de 400 anos para tentar solucionar o mistério que existia desde então entre os cientistas para descobrir a origem daquele evento.

Em 1572, uma “nova estrela” apareceu no céu, deixando astrônomos impressionados e provocando a revisão de antigas teorias sobre o universo. Os cientistas do instituto Max Planck usaram telescópios no Havaí e na Espanha para captar os ecos da explosão original, refletida por poeira cósmica.

O estudo foi publicado na última edição da revista Nature.

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O resfriamento da Terra no período hadeano

eras-terrestres-150x118Os primeiros 700 milhões dos 4,5 bilhões de anos de vida da Terra são conhecidos como “período hadeano”, em referência a Hades ou, para deixar de lado o nome grego antigo, o inferno. O nome parecia se enquadrar bem à percepção comum de que a Terra em seus primórdios era uma paisagem seca, quente e desolada, entremeada por mares de magma, ambientes incapazes de sustentar vida. Ainda que algum organismo tivesse surgido, teria em breve sido extinto pela conflagração gerada pelo choque de um dos gigantescos meteoritos que colidiram com o planeta na era em que o jovem Sistema Solar estava ainda repleto de detritos.

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Moscas fêmeas escolhem vários parceiros para evitar gene ruim

Evitar um gene maléfico à descendência é a razão pela qual as moscas fêmeas preferem ter vários parceiros em vez de um só, e se você pensou que era por causa delas serem vagabundas desclassificadas, errou feio! A conclusão é de um estudo realizado por uma equipe internacional de cientistas, publicado pela revista “Science”.

A poliandria, a prática feminina de se ligar a vários machos, é muito comum no reino animal, mas os motivos desta conduta são ainda uma incógnita, principalmente porque, em algumas espécies, o custo pode ser muito alto – nas fêmeas da mosca-das-frutas Drosophila melanogaster, por exemplo, causa a morte. No gênero humano, não. Desse modo, vai ter muita mulher com explicações biológicas “satisfatórias” por estarem pulando a cerca. Vamos ver quantas mulheres virão aqui me xingar…

Descoberto ancestrais das tartarugas

Foram encontrados no sudoeste da China fósseis da tartaruga mais antiga de que se tem notícia, com 220 milhões de anos. O esqueleto achado na província de Guiyang chama a atenção por não possuir o resistente casco que protege e envolve quase todo o corpo das tartarugas modernas. Os paleontólogos que analisaram o fóssil acreditam que ele esclarecerá muitas dúvidas sobre a evolução dos quelônios e sobre o surgimento de seu casco.

Apesar de não ter o casco, a tartaruga do Triássico superior chinês já apresentava a proteção ventral, conhecida como plastrão – um escudo ósseo exclusivo das tartarugas – completamente formado. Por isso, a espécie foi denominada Odontochelys semistestacea – literalmente, “tartaruga dentada com meia carapaça”. O quelônio foi descrito na Nature desta semana por cientistas chineses, americanos e canadenses. Continuar lendo “Descoberto ancestrais das tartarugas”

Primeira expedição brasileira ao interior da Antártida

Pesquisadores do PROANTAR (Programa Antártico Brasileiro) partem nesta quinta-feira (20/11) para a primeira expedição científica nacional ao interior da Antártica. A missão terá seu acampamento base a 2.000 km ao sul da Estação Antártica Comandante Ferraz, já sobre o espesso manto de gelo que cobre o continente.

Do acampamento base, parte do grupo avançará 400 km em uma das regiões mais isoladas da Antártica, o Monte Johns (79°37’S, 91°14W), onde serão realizadas perfurações do gelo para investigar as variações do clima e da química da atmosfera ao longo dos últimos 500 anos. Continuar lendo “Primeira expedição brasileira ao interior da Antártida”

Cientistas revelam origem de polvos de grandes profundidades oceânicas

A origem de muitos dos polvos que existem nas grandes profundidades do oceano se situa em uma espécie que viveu na Antártica há 30 milhões de anos, no domingo (9), disseram cientistas que trabalham no primeiro Censo da Vida Marinha (Census of Marine Life, CoML).

Há menos de dois anos para a finalização do primeiro CoML da história, os cientistas que participam do projeto divulgaram algumas das principais descobertas feitas até o momento. O CoML é um projeto no qual trabalham dois mil cientistas de 82 países de todo o mundo e que, em outubro de 2010, publicará a primeira lista de espécies marinhas conhecidas, tanto das existentes atualmente quanto das já extintas. Continuar lendo “Cientistas revelam origem de polvos de grandes profundidades oceânicas”

A ancestralidade dos pássaros revelada

Adoro as quartas-feira. Além da notícia sobre o lagarto sem patas (que para os idiotas criaBURRIcionistas não passará de uma cobra ou alguma criação de Satã), trazemos mais uma dorzinha de estômago para os estúpidos acéfalos que acreditam em chuvaradas e que um deus tribal largou um barro e pulou um homem de lá.

Sempre encheram o saco sobre a ancestralidade dos pássaros e sua clara ligação para com os dinossauros, mas duas notícias mostram bem que tal ligação não só é verdadeira, como devidamente provada! Mal, aê, Sabino. Continuar lendo “A ancestralidade dos pássaros revelada”