Artigos da Semana 259

Enquanto está havendo (mais um) arranca-rabo pelo Oriente Médio, com as mesmas figurinhas carimbadas de sempre, devemos lembrar que se faz guerra por qualquer, desde comida, silos nucleares e até uma… barba. Foi um dos artigos desta semana, além de termos pólens, timelapse, macaco ladrão, rio sacaneando a atmosfera e até, OH-NO!!, políticos corruptos. mas como assim?

Vou fazer mais pipoca!

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Grãos de pólen lembram daquilo que esquecemos

Se você está espirrando muito nos últimos dias, pode culpar as plantas. Todo ano elas liberam uma chuva invisível de grãos de pólen — partículas minúsculas que são, basicamente, o “DNA ambulante” da reprodução vegetal. Para quem tem alergia, é uma tortura. Para os cientistas, uma dádiva, e isso porque o pólen é muito mais do que um gatilho de espirros. Ele é um registro microscópico do mundo como ele já foi. Cada grão tem uma casca resistente que o protege por eras — até mesmo milhões de anos. E quando ficam enterrados no fundo de lagos, rios ou oceanos, esses grãos viram fósseis que contam com detalhes como era o ambiente, a vegetação e até o que andavam fazendo os seres humanos por ali.

Essa é a missão dos palinólogos: cientistas que investigam esses arquivos microscópicos da história da Terra. E o que eles já descobriram com a ajuda do pólen é de fazer qualquer um repensar aquela crise alérgica de primavera. Continuar lendo “Grãos de pólen lembram daquilo que esquecemos”

Rios muy amigos botando gás carbônico pra fora e ferrando nossa vida


à meia-noite eu vou aquecer o seu planeta!

Durante muito tempo, os cientistas acreditaram que havia uma espécie de cofre subterrâneo onde o carbono antigo dormia em paz, intocado há milênios. Um descanso digno, protegido por camadas de solo, rochas e otimismo geológico. Mas acontece que esse carbono resolveu acordar, bocejar e, de forma nada discreta, dar um pulinho nos rios — e, de lá, voltar direto para a atmosfera em forma de CO₂. Sim, senhoras e senhores, o passado voltou. E está no ar.

Um estudo mostrou que mais da metade do carbono que os rios liberam na atmosfera não é material orgânico fresquinho, recém-chegado da decomposição de folhinhas caídas, como se imaginava. Não. É carbono velho. Muito velho. Tipo aposentado há milênios, do tipo que veio de camadas profundas do solo ou de rochas que vêm sendo intemperizadas desde quando mamutes ainda estavam de pé. Continuar lendo “Rios muy amigos botando gás carbônico pra fora e ferrando nossa vida”

Artigos da Semana 255

O mundo das esquisitices está alegre, feliz e satisfeita. Tem loucura de todo tipo. Desde puliça queimando maconha de qualquer jeito, fazendo que uma cidade inteira ficasse doidona, seja o presidente da nação mais poderosa do planeta sacaneando um traficante vagaba ou mesmo um camarão malévolo da pré-hist´[oria. Claro, sempre tem um pouco de normalidade, como ganhadoras de prêmios científicos pelo seu trabalho tão importante.

Tudo isso postado esta semana.

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Grandes Nomes da Ciência: Mariângela Hungria

A mulher que enverga a roupa branca olha pelas lentes de seus óculos a peça de vidro. Uma simples peça de vidro com tampa. Dentro daquela peça de vidro que também tem uma tampa de vidro tem… coisas… coisas vivas. Minúsculos seres que farão a diferença no mundo. Seres responsáveis por alimentar países, erguer nações, acabar com a fome. A mulher do jaleco branco pousa a peça de vidro que é o pequeno universo que ela ajudou a criar, mas ela não é uma mulher qualquer. É alguém paciente, convicta, insistente, e por longas décadas ela logrou o seu intento. Não, ela não é uma mulher qualquer, ela é uma cientista. Ela é Mariângela Hungria. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Mariângela Hungria”

O lado alucinante do mel

Nem todo mel adoça, ao contrário do que você possa pensar (e não estou falando de produto adulterado). Ao contrário do que o paladar está acostumado — aquele toque suave e dourado que acompanha o chá ou se espalha sobre torradas — existe uma versão um tanto quanto inusitada que sorrateiramente nos traz tanto o fascínio quanto perigo. Chamado popularmente de “mel louco”, este produto exótico tem uma história marcada por rituais, intoxicações e batalhas vencidas sem espadas. Continuar lendo “O lado alucinante do mel”

Uturuncu: o vulcão zumbi

Vulcão é algo lindo, majestoso e incrível, de preferência quando ele está inativo e você está a milhares de quilômetros dele. Agora, imagine um vulcão que não entra em erupção há 250 mil anos, mas ainda assim apresenta sinais de atividade, como terremotos e emissões de gases. Não, não é algo legal, mas eu estou a milhares de quilômetros dele. Ainda bem.

O vulcão que estou falando é o Uturuncu, que além de estar localizado na Bolívia, vai servir de muita piadinha por aí. Este fofinho foi apelidado de “vulcão zumbi” por sua inquietante persistência. Mas será que ele está prestes a despertar? Continuar lendo “Uturuncu: o vulcão zumbi”

O Formigão Infernal do Passado é a formiga mais antiga já encontrada

Há muito, muito tempo, criaturas esquisitas, bizarras e completamente estranhas caminhavam sobre a terra, mas isso é praticamente o que acontece em toda eleição presidencial. O que estou falando hoje é sobre algo ocorrido há 113 milhões de anos, quando o Brasil já era o país do futuro e um predador minúsculo tocava o terror: a formiga-do-inferno (Vulcanidris cratensis).

Recentemente, pesquisadores encontraram um fóssil dessa espécie no nordeste do Brasil, tornando-se o registro mais antigo de uma formiga já descoberto, tendo muito bem conhecido o Sarney e o Antônio Carlos Magalhães. Continuar lendo “O Formigão Infernal do Passado é a formiga mais antiga já encontrada”

Quando o Sol quase fritou a Terra, mas o Homo sapiens lembrou do Pedro Bial

A vida na Terra era difícil. Eles só não tinham o problema de comprar café e bandeja de ovos, mas de resto estava tudo péssimo. Há cerca de 41 mil anos, o planeta passou por uma espécie de “bug cósmico’: os polos magnéticos da Terra começaram a trocar de lugar, num evento conhecido como excursão de Laschamps. Não chegou a ser uma reversão completa, mas foi o suficiente para zoar com o campo magnético, que por sinal é a nossa principal proteção contra a radiação cósmica, a vinda do Galactus e a sua esposa descobrir que você ainda está de papo com a ex.

Durante o evento, a Terra ficou com um escudo magnético equivalente a cerca de 10% do que temos hoje. Resultado: partículas solares e cósmicas passaram a bombardear o planeta com força total, criando auroras boreais que podiam ser vistas até no norte da África, um espetáculo de luzes mortal. Quase fritando todo mundo. Então, num vislumbre do que seria mensagenzinha motivacional vinda pelo email, os H. sapiens passaram a usar filtro solar. Continuar lendo “Quando o Sol quase fritou a Terra, mas o Homo sapiens lembrou do Pedro Bial”

Artigos da Semana 251

Hoje é dia dele: do coelhinho (se eu fosse como tu). Espero que a Páscoa tenha sido ótima e tenham pego em muitos ovinhos, para depois estarem chapados e saírem catando tudo que é ovo e alguns coelhos sem orelhas.

Então, termine o dia lendo oque foi publicado na semana.

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