Especiação sem barreiras

Trabalhando com simulações em modelos matemáticos, um grupo de pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos acaba de propor um mecanismo de formação de novas espécies biológicas que não envolve barreiras físicas ou isolamento geográfico. O estudo foi publicado na revista Nature.

De acordo com o primeiro autor do artigo, o professor Marcus Aloizio Martinez de Aguiar, do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o mecanismo mais conhecido de formação de novas espécies biológicas é a chamada especiação geográfica: barreiras ecológicas impedem a troca de genes entre indivíduos de uma mesma população que, ao longo do tempo e submetidos a distintas pressões de seleção natural, acabam por gerar espécies diferentes. Continuar lendo “Especiação sem barreiras”

Cientistas criam árvore artificial contra aquecimento global

Um grupo de cientistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, anunciou ter criado árvores artificiais que podem ajudar no combate ao aquecimento global, já que absorvem CO2 da atmosfera quase mil vezes mais rapidamente do que árvores de verdade.

A estrutura tem galhos semelhantes aos de pinheiros, mas não precisa de sol nem água para funcionar. O segredo está nas folhas, feitas de um material plástico capaz de absorver dióxido de carbono, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa. Continuar lendo “Cientistas criam árvore artificial contra aquecimento global”

Fóssil encontrado em São Paulo tem características de crocodilo e de tatu

Crocodilo-tatu. Esse nome, que parece saído de um conto de fadas, é a denominação do novo réptil pré-histórico brasileiro, o Armadillosuchus arrudai. O animal pertence ao grupo dos crocodilomorfos, parentes dos crocodilos atuais, mas apresenta características nunca antes encontradas nesses espécimes, como uma couraça similar à do tatu e a capacidade de mastigar alimentos, o que sugere uma versão diferente para o clima no fim do Cretáceo, há 90 milhões de anos, quando ele viveu. Continuar lendo “Fóssil encontrado em São Paulo tem características de crocodilo e de tatu”

Aranhas constróem cópias falsas de si mesmas para enganar predadores

Os animais tendem a proteger-se dos predadores de formas bastante surpreendentes, às vezes. Seja através de mimetismo, onde fingem ser algo que não s]ao (como no caso do bicho-pau), seja como camuflagem (como os camaleões), mesclando-se com o ambiente. São verdadeiros mestres dos disfarces, mas nada surpreendeu tanto quanto o caso de uma aranha da espécie Cyclosa mulmeinensis, pois a danada (ao que parece) é o primeiro caso de animal que cria uma réplica de si mesma, e em tamanho real, afim de enganar predadores. Não, ela não brota de vagens, portanto, não são extraterrestres invadindo nosso planeta (pelo menos, eu espero). Continuar lendo “Aranhas constróem cópias falsas de si mesmas para enganar predadores”

Cognição espacial dos macacos

Com base em dados de observação naturalística, um estudo do Instituto de Psicologia e do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) mostra que os macacos-prego (Cebus nigritus), além do mecanismo de orientação egocêntrico, podem se utilizar de um sistema de orientação alocêntrico – lembrando a capacidade cognitiva dos seres humanos – para a busca de alimentos na mata atlântica.

O trabalho investigou os mecanismos de orientação utilizados por uma população de animais que vivem no Parque Estadual Carlos Botelho (PECB), no município de São Miguel Arcanjo, interior paulista. O parque é vinculado ao Instituto Florestal do Estado de São Paulo. Continuar lendo “Cognição espacial dos macacos”

Novos fósseis primatas sugerem antepassado asiático dos humanos

Segundo a nova pesquisa na revista Proceedings of the Royal Society B, em 01/06, um novo fóssil de primata encontrado em Miamar (antigamente conhecido como Birmânia, e mais anteriormente do Rambo colocar os pés lá) sugere que o ancestral comum dos seres humanos, macacos e símios evoluíram a partir de primatas na Ásia, na África não como muitos pesquisadores acreditam. Obviamente, este é o ponto onde os débeis mentais começam sua ladainha escrota sobre o homem ter vindo do macaco, que nossa tia é a Chita ou qualquer outra idiotice vinda de gente que acredita em unicórnios, insetos que possuem quatro patas e morcegos são aves. E macacos são a designação genérica para 200 espécies de primatas. Os seres humanos descendem de um ancestral comum com os primatas. Nao do macaco, como dizem os religiosos.

Primeiramente, Quem veio do que? Homens e macacos vêm do mesmo tronco evolutivo, cada um se desviando para “galhos” diferentes. Homens são primatas simiiformes, ou seja, somos SÍMIOS (APE, em inglês). Símios, caros apedeutas de livro-de-suvaco, são quaisquer membros que pertençam à superfamília dos Hominidae; de uma forma leiga, podemos dizer que são macacos antropomorfos, numa clara alusão à semelhança corporal com os seres humanos (Hominidae => Homem, sacou?). Em outras palavras, é como dizer que qualquer macaco se se pareça com um ser humano (até nas atitudes, se bem que muitas pessoas fazem mais “macaquices” que os macacos em si). Como exemplo, podemos citar o próprio ser humano, gorilas e chímpanzés. Notou algo que eles tê em comum? Olhe pra trás de você e você saberá… Continuar lendo “Novos fósseis primatas sugerem antepassado asiático dos humanos”

Richard Dawkins discute a “verdade” de Deus frente à ciência

Imagine uma mesa de jantar na qual Jesus Cristo e Charles Darwin (1809-82) compartilhariam uma refeição. É, para dizer o mínimo, uma imagem insólita. Mas não se trata de uma tentativa de recriar a última ceia: se pudesse escolher com quem gostaria de compartilhar sua última refeição, provavelmente seriam eles que o zoólogo Richard Dawkins, 58 68 anos, teria escolhido. Darwin, pela admiração que tem pelo trabalho do homem que criou a Teoria da Evolução. E Jesus Cristo… bem, para perguntar como é que tudo aconteceu na realidade. Continuar lendo “Richard Dawkins discute a “verdade” de Deus frente à ciência”

Evolução dos mamíferos é mais rápida em regiões quentes

Um estudo realizado na Nova Zelândia sugere que a evolução molecular dos mamíferos é mais acelerada em regiões de climas mais quentes. Os pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Auckland analisaram pares de mamíferos da mesma espécie e descobriram que o DNA dos que vivem em climas quentes muda com mais rapidez.

Essas mudanças em que uma parte do código genético é substituída por outra – são conhecidas como “microevoluções” e representam o primeiro passo em direção à evolução. Segundo os pesquisadores, o estudo ajudaria a explicar a riqueza da biodiversidade dos trópicos, já que a taxa de evolução seria maior nessas regiões mais quentes. Continuar lendo “Evolução dos mamíferos é mais rápida em regiões quentes”

Ancestrais do homem moderno tinham cérebro minúsculo e usavam mais o olfato do que a visão

A conclusão, colocada como título desta matéria, é de um estudo feito por pesquisadores do Canadá e dos Estados Unidos, que modelaram em computador o cérebro de um primata que viveu há cerca de 54 milhões de anos. O modelo virtual foi montado a partir de um crânio fossilizado encontrado no Wyoming, nos Estados Unidos. A análise será publicada esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Continuar lendo “Ancestrais do homem moderno tinham cérebro minúsculo e usavam mais o olfato do que a visão”

Fósseis apontam ligação entre aumento da temperatura e extinção em massa há 200 milhões de anos

Fósseis de plantas podem ajudar a compreender as possíveis causas para a extinção em massa que ocorreu na transição do período Triássico para o Jurássico, 200 milhões de anos atrás. Um estudo aponta que a diversidade da flora do leste da Groenlândia caiu abruptamente logo antes desse evento de extinção, em um período em que houve um leve aumento do gás carbônico na atmosfera. Continuar lendo “Fósseis apontam ligação entre aumento da temperatura e extinção em massa há 200 milhões de anos”