Excesso de CO2 causará tubarões banguelas daqui a uns anos

Tubarões são aquelas máquinas assassinas psicóticas que tocam o terror nos oceanos, matam tudo que tem pela frente, tocam bateria e exigem respeito. Aqueles maníacos oceânicos abala geral. O problema é que um dia você acorda e descobre que esses predadores implacáveis que há 400 milhões de anos cortam os mares como facas suíças com barbatanas estão ficando banguelas. Não metaforicamente, como um político em crise. Literalmente. Pois é exatamente isso que um grupo de cientistas alemães descobriu ao simular o futuro ácido dos nossos oceanos, numa pesquisa que parece saída de um filme B de terror marinho, mas que é terrivelmente real. Continuar lendo “Excesso de CO2 causará tubarões banguelas daqui a uns anos”

Vacas fazem milagres na Índia sob a forma de cocô

Você já parou para imaginar um mundo onde o motor do seu carro ronca com o poder do cocô de vaca? Parece enredo de filme B, daqueles com zumbis ecológicos e um herói brandindo uma pá como se fosse Excalibur. Mas, segure sua xícara de café, porque na Índia isso não é ficção: é realidade, e das mais absurdas e brilhantes. O governo indiano resolveu transformar a montanha de esterco produzida por suas vacas sagradas em biogás e CNG, o gás natural comprimido que faz aqueles tuk-tuks zunirem pelas ruas e fogões cozinharem. E, pasme, eles estão jogando rios de dinheiro para transformar esse sonho fedorento em realidade. Continuar lendo “Vacas fazem milagres na Índia sob a forma de cocô”

Quando Chicago era apenas um sonho e o mundo era bem mais interessante

Imagine descobrir que, bem debaixo dos seus pés, existe um universo inteiro congelado no tempo há 300 milhões de anos. Não é ficção científica nem roteiro de filme B, é exatamente o que aconteceu em Illinois, onde cientistas acabam de mapear três ecossistemas completos que existiam quando nosso planeta ainda estava decidindo o que queria ser quando crescesse. E o mais fascinante? Tudo isso estava escondido em rochas que pareciam pedras comuns, mas guardavam segredos como uma biblioteca fossilizada da natureza.

O local em questão é Mazon Creek, uma região que hoje parece tão comum quanto qualquer subúrbio americano, mas que no período Carbonífero era uma espécie de Caribe tropical com pântanos exuberantes, deltas de rios e mares rasos. Basicamente, o paraíso terrestre, só que habitado por criaturas que fariam qualquer filme de terror parecer documentário da National Geographic. Continuar lendo “Quando Chicago era apenas um sonho e o mundo era bem mais interessante”

Nördlingen: quando o Cosmos resolve fazer piada com a história

Existe uma pequena cidade na Alemanha que conseguiu o feito raro de ser simultaneamente a coisa mais fantástica e mais absurda do mundo. Nördlingen não é apenas uma cidade medieval perfeitamente preservada, pois, isso seria banal demais até para os padrões alemães. Não, ela teve que ir além e se instalar no meio de uma motherfucking cratera de meteoro de 15 milhões de anos, construir suas casas com pedras cravejadas de diamantes microscópicos e ainda por cima servir de campo de treinamento para astronautas da NASA. É como se alguém tivesse decidido misturar Game of Thrones com Armageddon e jogado um pouco de 2001: Uma Odisseia no Espaço só para dar aquele toque de sofisticação científica. Continuar lendo “Nördlingen: quando o Cosmos resolve fazer piada com a história”

Artigos da Semana 259

Enquanto está havendo (mais um) arranca-rabo pelo Oriente Médio, com as mesmas figurinhas carimbadas de sempre, devemos lembrar que se faz guerra por qualquer, desde comida, silos nucleares e até uma… barba. Foi um dos artigos desta semana, além de termos pólens, timelapse, macaco ladrão, rio sacaneando a atmosfera e até, OH-NO!!, políticos corruptos. mas como assim?

Vou fazer mais pipoca!

Continuar lendo “Artigos da Semana 259”

Grãos de pólen lembram daquilo que esquecemos

Se você está espirrando muito nos últimos dias, pode culpar as plantas. Todo ano elas liberam uma chuva invisível de grãos de pólen — partículas minúsculas que são, basicamente, o “DNA ambulante” da reprodução vegetal. Para quem tem alergia, é uma tortura. Para os cientistas, uma dádiva, e isso porque o pólen é muito mais do que um gatilho de espirros. Ele é um registro microscópico do mundo como ele já foi. Cada grão tem uma casca resistente que o protege por eras — até mesmo milhões de anos. E quando ficam enterrados no fundo de lagos, rios ou oceanos, esses grãos viram fósseis que contam com detalhes como era o ambiente, a vegetação e até o que andavam fazendo os seres humanos por ali.

Essa é a missão dos palinólogos: cientistas que investigam esses arquivos microscópicos da história da Terra. E o que eles já descobriram com a ajuda do pólen é de fazer qualquer um repensar aquela crise alérgica de primavera. Continuar lendo “Grãos de pólen lembram daquilo que esquecemos”

Rios muy amigos botando gás carbônico pra fora e ferrando nossa vida


à meia-noite eu vou aquecer o seu planeta!

Durante muito tempo, os cientistas acreditaram que havia uma espécie de cofre subterrâneo onde o carbono antigo dormia em paz, intocado há milênios. Um descanso digno, protegido por camadas de solo, rochas e otimismo geológico. Mas acontece que esse carbono resolveu acordar, bocejar e, de forma nada discreta, dar um pulinho nos rios — e, de lá, voltar direto para a atmosfera em forma de CO₂. Sim, senhoras e senhores, o passado voltou. E está no ar.

Um estudo mostrou que mais da metade do carbono que os rios liberam na atmosfera não é material orgânico fresquinho, recém-chegado da decomposição de folhinhas caídas, como se imaginava. Não. É carbono velho. Muito velho. Tipo aposentado há milênios, do tipo que veio de camadas profundas do solo ou de rochas que vêm sendo intemperizadas desde quando mamutes ainda estavam de pé. Continuar lendo “Rios muy amigos botando gás carbônico pra fora e ferrando nossa vida”

Artigos da Semana 255

O mundo das esquisitices está alegre, feliz e satisfeita. Tem loucura de todo tipo. Desde puliça queimando maconha de qualquer jeito, fazendo que uma cidade inteira ficasse doidona, seja o presidente da nação mais poderosa do planeta sacaneando um traficante vagaba ou mesmo um camarão malévolo da pré-hist´[oria. Claro, sempre tem um pouco de normalidade, como ganhadoras de prêmios científicos pelo seu trabalho tão importante.

Tudo isso postado esta semana.

Continuar lendo “Artigos da Semana 255”

Grandes Nomes da Ciência: Mariângela Hungria

A mulher que enverga a roupa branca olha pelas lentes de seus óculos a peça de vidro. Uma simples peça de vidro com tampa. Dentro daquela peça de vidro que também tem uma tampa de vidro tem… coisas… coisas vivas. Minúsculos seres que farão a diferença no mundo. Seres responsáveis por alimentar países, erguer nações, acabar com a fome. A mulher do jaleco branco pousa a peça de vidro que é o pequeno universo que ela ajudou a criar, mas ela não é uma mulher qualquer. É alguém paciente, convicta, insistente, e por longas décadas ela logrou o seu intento. Não, ela não é uma mulher qualquer, ela é uma cientista. Ela é Mariângela Hungria. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Mariângela Hungria”

O lado alucinante do mel

Nem todo mel adoça, ao contrário do que você possa pensar (e não estou falando de produto adulterado). Ao contrário do que o paladar está acostumado — aquele toque suave e dourado que acompanha o chá ou se espalha sobre torradas — existe uma versão um tanto quanto inusitada que sorrateiramente nos traz tanto o fascínio quanto perigo. Chamado popularmente de “mel louco”, este produto exótico tem uma história marcada por rituais, intoxicações e batalhas vencidas sem espadas. Continuar lendo “O lado alucinante do mel”